Contraste: restaurante estrelado em Milão

Contraste é um restaurante de poucos lugares (35) e que abre só para o jantar, a exceção dos domingos que abre só para o almoço. A lista de espera é de cerca 1 mês e meio, então aconselho a se programarem. No ato da reserva é pedido o número do cartão de crédito e em caso de no show eles debitam 100 euros por pessoa.

Mas vamos ao que interessa de verdade, a experiência gastronômica. O restaurante escolheu por praticamente eliminar o cardápio à la carte e propõe 2 tipos de degustação: uma fixa com 6 pratos + sobremesa e a degustação Il Riflesso (O Reflexo), ou seja, 10 pratos surpresas preparados segundo o gosto do cliente.

Coquetéis clássicos italianos

Verão chegando e com as temperaturas agradáveis da primavera italiana, os bares colocam suas mesinhas nas calçadas e o ritual do aperitivo (happy hour), tão praticado pelos italianos e que os milaneses souberam aperfeiçoar, ganha ares coloridos com os drinks italianos por excelência.

Populares por aqui ao lado dos espumantes, vinhos e cervejas, nos últimos anos também conquistaram os estrangeiros, como os brasileiros por exemplo, que ultimamente elegeram o Aperol Spritz o coquetel da vez.

Mas a lista é um pouco mais longa e separei alguns para esse post.

Moleskine Café em Milão

Moleskine, a famosa caderneta de capa preta (e também colorida), além de várias lojas em Milão, tem também um café muito agradável em Corso Garibaldi, uma das minhas áreas preferidas da cidade.

Dividido em 2 andares, é um espaço moderno e luminoso, onde é possível comer durante todo o dia ou simplesmente estudar e trabalhar, já que o mezanino é um espaço de co-working. Um cantinho do café é reservado à venda das famosas cadernetas de anotações.

Os restaurantes estrelados em Milão e arredores

Talvez nunca na história da gastronomia, os prêmios e listas de melhores restaurante e chefs estejam tão na ordem do dia.

Dias atrás, saiu a lista dos 50 melhores restaurantes do mundo da Restaurant Magazine, onde o Brasil conta com 2 presenças e países como Tailândia, Hong Kong, Dinamarca (onde fica o número 1) e Peru, estão lado a lado com países de grande tradição gastronômica como França, Itália e Espanha.

Mas talvez a lista e classificação mais conhecida no mundo pelos mais ou menos leigos no assunto, é a famosa Michelin, que confere de 1 a 3 estrelas a restaurantes em todo o mundo.

Sim, Michelin é aquela do pneu, do bonequinho branco e “gordinho”. Mas o que tem a ver uma marca de pneus com a classificação qualitativa de restaurantes pelo mundo?

Em 1900, na França, circulavam pouco mais de 3.000 automóveis, mas os irmãos Michelin acreditavam no futuro do produto e criaram um guia com elenco de postos de gasolina, mecânicos, hotéis, distribuído gratuitamente, para facilitar os viajantes. Venti anos depois, os irmãos decidem de incluir também uma lista de restaurantes, classificados assim:

* estrela: ótima cozinha

** estrelas: vale o desvio

*** estrelas: vale a viagem

O resto é história. O guia ao longo dos anos continuou a sua evolução e adaptação ao mundo moderno. Em 1997, por exemplo, cria a categoria Bib Gourmand, de restaurantes que oferecem uma ótimo custo-benefício.

Para quem viaja atrás também de experiências gastronômicas, a Itália é um prato cheio (sem querer fazer trocadilhos bobos): são ao todo 356 restaurantes estrelados.

Tive algumas experiências em restaurantes estrelados em Milão e arredores durante esses anos, alguns perderam suas estrelas por mudança de chefe, como o caso do  Unico, do qual falei nesse post e também do restaurante Al Pont de Ferr, que você pode ler nesse post. O último foi o Alice – Eataly Milano (*), sobre o qual falei nesse post e o restaurante Da Vittorio (***) que fica na província de Bergamo.

restaurante estrelado Milão

Quem  passa por Milão e pela Lombadia e quer incluir uma experiência gastronômica estrelada no roteiro, pode escolher entre 19 restaurantes em Milão, que propõe desde uma cozinha mais tradicional, até a molecular, passando pela gastronomia japonesa.

Em muitos deles, é possível saborerar o menu do almoço, geralmente com preços mais contidos (por volta de 40 euros) do que as propostas para o jantar (90-100 euros por cabeça, sem os vinhos). A grande maioria também propõe menus desgustações por 100-120 euros.

Para quem prefere um tour pela Lombardia, as opções são muitas, já que a região conta com outros restaurantes estrelados Michelin em cidades como Bergamo, Como, Bellagio, Mantova, Vigenavo e Sirmione e Desenzano no Lago de Garda.

Se você é ligado em uma estrelinha, aproveite. Mas aqui elas não são o único sinônimo de qualidade gastronomica. Tem quem se rebele contra o guia francês, como o pai dos chefs italianos Gualtiero Marchesi, que em 2008 restituiu suas estrelas e que não se conforma como os italianos possam “entregar” o sucesso dos restaurantes italianos a um guia francês.

Em tempo, Marchesi tem um bistrot em Milão ao lado do Teatro alla Scala, Il Marchesino. A Itália conta também com a classificação de um outro grande guia, o Gambero Rosso.

Com estrela ou sem estrela: Buon appetito!!

 

OBS: Post atualizado em novembro 2017

Dicas de restaurantes em Milão por bairros

Muito comum para quem está conhecendo uma cidade nova, caminhando e turistando desde cedo, se enfiar no primeiro lugar para almoçar ou jantar quando bate a fome.

Na maioria das vezes, isso acontece bem nas áreas mais turísticas, cheias de armadilhas gastronômicas, de bares que se passam por restaurantes e vendem comida de micro-ondas.

Pensando nisso, fiz um pequeníssimo guia de dicas de restaurantes em Milão por bairros, reunindo lugares que servem vparios tipos de comida nas principais áreas frequentadas pelos turistas.