Milão: 48 horas com menos de 48 euros

É possível passar 2 dias em Milão gastando pouco e conhecendo alguns pontos importantes da cidade, misturando arte e mundanidade?

Sim, é possível. Tirando a hospedagem, é claro, a cidade oferece uma série de opções baratas ou grátis, como já contei nesse post. Aqui, eu pensei em deixar algumas dicas do que fazer em Milão em 2 dias gastando até 48 euros.

Dia 1

10h  7 € *
Onde: Telhados do Duomo

O Duomo de Milão é a primeira parada de qualquer turista. Impressionante por fora, onde mostra o melhor do seu majestoso mármore, é nos telhados que confirma a fama da sua beleza gótica medieval.

Enfrente sem temer as centenas de degraus. Você não vai se arrepender quando estiver lá em cima, tête-à-tête com as 135 estátuas que decoram os pináculos.

13h – 2,50 €
Onde: Luini

Ao lado do Duomo, é o panzerotto mais famoso da cidade. A fila é uma mistura de locais e turistas bem informados que vão atrás do salgado de origem pugliese, recheado de mozzarela de búfala e tomate.

Como contei nesse post, a melhor coisa é saborea-lo na Praça San Fedele ou na Praça Scala.

14h – 0 € *
Onde: Gallerie d’Italia

Situada na Praça Scala, uma visita a Gallerie d’Italia  valeria a pena nem que fosse para conhecer os dois palácios que hospedam a coleção privada do banco Intesa Sa Paolo.

Dividida entre a arte moderna do século 19 e a contemporânea do século 20, expõe obras de Antonio Canova, Umberto Boccioni, Piero Manzoni, Michelangelo Pistoletto e Lucio Fontana.

o que fazer 2 dias em Milao

16h – 0€
Onde: Passeio pelo Quadrilátero da Moda

Deixando a Gallerie d’Italia, Via Manzoni é uma das ruas que fecha um dos lados do quadrado que dá nome as 4 ruas mais famosas do mundo da moda.

Se deleite com as vitrines das marcas mais famosas, mas não deixe de reparar também na arquitetura de alguns palácios e casas em Via Montenapoleone, Via Gesú, Via Borgospesso, Via Santo Spirito e Via della Spiga, a única fechada ao tráfego e, para mim, a mais bonita de todas.

18h30 – 10 €
Onde: Corsia del Giardino

Essa é a hora clássica do aperitivo milanês. Centenas de locais deixa seus escritórios para encontrar amigos ou concluir reuniões nos vários bares da cidade que oferecem buffet ou petiscos elaborados pelo preço fixo do drink que você escolher.

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Dia 2

10h – 1,50 €
Onde: Tram 1 – Praça Repubblica

O bondinho da linha 1 é um daqueles tradicionais dos anos 20/30, todo de madeira por dentro e que são um dos símbolos dessa cidade.

Na Praça repubblica, pegue-o em direção ao centro e vá apreciando o percurso, até descer nas imediações do Castelo Sforzesco.

11h00 – 0 €
Onde: Castelo Sforzesco e Parque Sempione

O castelo da cidade é de época Renascentista e foi uma das cortes mais refinadas durante o período na Europa, quando por alí trabalharam artista como Leonardo da Vinci e Bramante.

Entre pela praça das armas e repare nas ameias no alto, onde os soldados faziam a guarda e nas grandes torres laterais que na época serviam como prisões.

A parte de trás da construção é dedicada a Corte Ducal e era onde ficavam os apartamentos dos duques e as salas de audiências e a capela. São essas salas que hoje hospedam parte dos museus municipais da cidade, como o Museu de Arte Antiga, dos Instrumentos Musicais ou a Pinacoteca do Castelo.

Deixando o castelo pela parte de trás, vocé dá para o Parque Sempione, o maior parque público da cidade. Antes de continuar o passeio, sente-se embaixo de uma árvore ou em um banco e dedique-se a observar o vai e vem de turistas e locais.

13h  4 €
Onde: Bar Brera ou Jamaica

Antes de uma visita a pinacoteca da cidade pare para almoçar saboreando um autêntico panino, como chamamos aqui o sanduíche.

Pão crocante recheado do que você preferir: presunto cozido, crú, mozzarela, bresaola, tomates, verduras. As opções são infinitas e você ainda come em um dos bares tradicionais do bairro.

2 dias em Milao dicas do que fazer

14h – 9 €
Onde: Pinacoteca Brera

O antigo bairro dos bordéis milaneses hoje é um dos metros quadrados mais caros da cidade. Lojas de grife, galerias, antiquários e cafés dão o toque charmoso que encanta os turistas durante o dia e a noite.

Brera é também o bairro da grande Pinacoteca de Brera. Atravesse o imponente pátio, preenchido pela estátua de Napoleão nú que fica bem no meio e suba a escadaria até os grandes quadros de nomes como Tiziano, Mantegna, Caravaggio, Raffaello, Bellini, entre outros.

16h30 – 0 €
Onde: Corso Garibaldi – Corso Como

Depois de um banho de arte italiana, nada melhor que relaxar antes da parada para o jantar passeando por Corso Garibaldi e sua continuação, Corso Como.

Caminhe sem pressa admirando a arquitetura popular das casas de “ringhiera” (balaustras) que hoje escondem apartamentos modernos em outro metro quadrado caro na cidade.

Antes de Porta Garibaldi, repare na igreja dupla de Santa Maria Incoronata e dê uma entrada. São duas igrejas unidas em uma só.

Atravesse a porta para continuar por Corso Como. É naquele pedacinho de rua, que no número 10 fica a famosa concept store milanesa 10 Corso Como. Entre para conferir uma das lojas mais bonitas da cidade. Suba também para conhecer a livraria e dar uma espiada na mostra na Galleria Sozzani (sempre grátis).

Saindo dalí, continue seguindo a agulha do arranha-céu Pelli e suba até nova praça da cidade: Praça Gae Aulenti. Sente-se um pouco para ver os locais que trabalham por alí e que começam a voltar para a casa ou estão indo fazer um aperitivo.

Volte para trás, até a Porta Garibaldi… é hora de pensar no jantar.

19h00 – 10 €
Onde: Eataly

A versão milanesa do Eataly, o empório gastronômico mais famoso do mundo fica na antiga sede do Teatro Smeraldo. A noite tem sempre um pouco de música e o ambiente é bem agradável.

Com esse valor, você pode escolher uma pizza margherita ou um prato de massa simple e fechar seus dois dias em Milão, na melhor tradição italiana.

Reserve um tempinho antes ou depois do jantar, para conferir as prateleiras recheadas de produtos gastronômicos italianos.

Total 2 dias= 44 €

* Atenção: Agosto 2015: a partir de junho 2015 a Gallerie d’Italia passou a cobrar 10euros pelo ingresso e os telhados do Duomo a pé custam 11 euros, comprometendo a soma desse roteiro :-(

* Endereços e horários nos links

1° Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros – Barcelona

Nesse final de semana tive o prazer de participar do 1 Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros em Barcelona. A ideia começou a tomar forma em fevereiro desse ano, quando a blogueira Cristina Rosa do Sol de Barcelona, passou por Milão para me visitar e falamos do assunto.

Oito meses depois, vários blogueiros provenientes de várias cidades da Europa se encontraram para se conhecer, discutir temas de interesse comun e claro, conhecer a linda cidade de Barcelona.

O grande encontro do sábado dia 11 de outubro, aconteceu em um salão do Hostal Sant Christopher Barcelona, que gentilmente nos cedeu os espaços. Depois de abraços calorosos de muita gente que só se conhecia virtualmente, a manhã começou com a palestra da Carina do blog Viajoteca sobre a importância das relações entre blogueiros nas redes sociais e por que não, fora dela.

Foto: Pacelli Luckwu - Agenda Berlim

Foto: Pacelli Luckwu – Agenda Berlim

O segundo debate foi sobre os produtos nos blogs, como a venda de roteiros e tours turísticos, como fazemos eu, Cristina, Rita Branco do Porto Encanta e Nicole e Pacelli do Agenda Berlim como já contei nesse post. A calorosa palestra, ainda teve a partecipação via skipe do sempre solícito Daniel Ducs do blog Ducs Amsterdam.

Depois foi a vez da convidada especial Dri Setti, da Revista Viagem e Turismo e também blogueira, que nos falou sobre a criação de conteúdo.

Para finalizar, o casal Wagner Rodrigues e Juliana Bezerra falou sobre técnicas de SEO (ele) e o papel dos blogueiros que vivem na Europa como divulgadores de suas cidades (ela).

Nem preciso falar o quanto tudo foi proveitoso e prazeroso para todos e regado a muita risada, trocas de informações e docinhos trazidos por todos de várias partes da Europa. Para terminar, um amigo secreto entre os participantes, trocando souvenirs das cidades.

Mas a programação continuava com a parte de diversão e turismo. Sábado a noite foi a vez do jantar com as tapas preparadas pelo chef David Hernandez, marido da Cristina, no bar do Hotel Chic & Basic no bairro do Born. E as conversas e risadas continuaram abastecidas pelos melhores pratos da tradição espanhola. Deleite total.

Foto: Rita Branco - O Porto Encanta

Foto: Rita Branco – O Porto Encanta

Mas todo mundo foi embora relativamente cedo, porque o domingo de manhã era reservado para o tour turístico pelo famoso Bairro Gótico com a anfitriã da casa. Foi a vez de Cristina nos contar um pouco sobre a sua Barcelona e uma oportunidade para muito de nós estarmos juntos de novo, até na hora de comermos o conhecido churros com chocolate quente.

tour guiado barcelona milao em portugues

Almoço rápido em uma escadaria do bairro antes de continuar a explorar a cidade com o Press Card que nos foi oferecido pelo Barcelona Turisme e que nos deu a possibilidade de entrar grátis ou com desconto em muitas atrações da cidade, como no surpreendente Museu da Cidade de Barcelona, uma área arqueológoca riquíssima e enorme que encantou a adoradora de restos romanos subterrâneos que vos fala.

Outra preciosidade que visitei no domingo antes do tour, foi a genial e linda Casa Batllò, construída por Gaudì no início do século 20 e que encanta por suas formas arredondadas, mosaicos e o uso do ferro e da madeira.

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A talvez você se esteja perguntando se teve a Sagrada Família. Sim, mas só por fora, por uma comida de bola minha no horário de abertura. Fiquei um tantinho chateada, coisa de dois minutos, até pensar: outra desculpa para voltar (entre outras tantas). Só espero que não leve outros 16 anos, já que última vez que passei pela cidade era 1998.

Segunda-feira vôo de volta. Deixava o sol de Barcelona para chegar em uma chuvosa Milão, que só não me incomodou mais  porque eu estava revigorada, baterias carregadas pela felicidade de encontrar e conhecer pessoas tão legais. Todo mundo na mesma sintonia e querendo as mesmas coisas para seus blogs tão competentes.

Um último agradecimento a Cristina, apaixonada organizadora de tudo, seu empenho se via em cada detalhe.

Ah, e esqueci de comentar lá em cima: debates encerrados no sábado, Rita Branco faz um brinde com um ótimo vinho do Porto Graham’s convidando todos ao 2º Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros. Quer coisa melhor?

Porto 2015, aí vamos nós. Amigos blogueiros, nos vemos lá!

Os blogs participantes do 1 EEBB foram:

Sol de Barcelona

Milão nas Mãos

Agenda Berlim

Viviem UK

Feriado Pessoal

O Porto Encanta

Viaje com Pedro

Viajoteca

Brasileiros mundo a fora

Um ano na Espanha

Rumo a Madrid

Londres com Crianças

Esto es Madrid

Ka entre nós

De café por Barcelona

Barcelona Emociona

O design e Milão

Milão conquistou nas últimas décadas a fama de capital da moda e do design. Apesar da publicidade nas mídias, o conceito de design italiano permanece muitas vezes abstrato: se sabe que existe, mas não se sabe bem o que é. Na verdade, os nossos designers levaram para o mundo, inovações que entraram na vida cotidiana, muitas vezes melhorando-a.

luminaria arco

Aqui alguns exemplos, na verdade os meus preferidos, de inovações criadas por designer milaneses, sejam de nascimento ou por escolha.

A cadeira em policarbonato Kartell

Difícil de usar na moldagem, até os anos 90 o policarbonato não era utilizado no mundo dos móveis. Depois de anos de pesquisa a empresa milanesa Kartell consegue dar vida a um produto de design industrial: La Marie, a primeira cadeira no mundo realizada em policarbonato toma forma em 1999 com desenho de Phillipe Starck. Não precisa nem dizer que outros produtos de sucesso em policarbonato foram produzidos pela Kartell e outras empresas com sucesso nesses últimos 15 anos.

cadeira Kartell

Para quem quiser conferir esse ícone, é só dar uma passadinha na nova Eataly Milão para o almoço ou aperitivo para se sentar em uma cadeira Kartell.

O blazer desestruturado de Giorgio Armani

A produção de Armani abrange vários tipo e modelos de roupas, mas é com o blazer que o estilista revoluciona nos anos 80 o design: os suportes internos são removidos, os botões são mudados de lugar e as proporções tradicionais são modificadas. Nasce assim o blazer desestruturado, símbolo absoluto do seu estilo.

blazer Armani

O blazer vira protagonista do tailleur de corte masculino que Giorgio Armani desenha para as mulheres. Com tonalidades de cinza misturado com bege, sem cores fortes ou estampas floreais, o estilo Armani significa para milhares de mulheres uma elegância descontraída e finalmente autônoma.

Hoje esse estilo é a normalidade, mas antes de Armani não era.

A luminária Arco de Floss

Os irmãos Castiglioni, dupla de arquitetos milaneses, criaram para a Floss em 1962 essa luminária que até hoje é vendida da sua versão original e está entre umas das mais copiadas.

Ainda semana passada, em um passeio pelos subsolos da La Rinascente que hospeda o Desig Market, eu suspirava em frente de uma enquanto segurava a etiqueta com o preço. Confesso que acho ela linda, porque gosto daquele design datado mas que mais de 50 anos depois, ainda é atual.

luminaria floss

O conceito principal do Arco é a sua versatilidade e praticidade, que nasce da ideia de ter um ponto de luz efetivamente suspenso em cima do lugar desejado, que pode ser uma mesa, escrivaninha ou um livro, sem ter que estar vinculado a um sistema a suspensão com um ponto fixo.

Arco ainda hoje é o protótipo de inúmeras luminárias produzidas por outras marcas e baseadas no mesmo conceito.

Concluo esse brevíssimo percurso no design milanês com um nome que nos deixou recentemente e falando de design de interiores.

Design de interiores: Musée d’Orsay

Na ocasião da transformação de velha estação ferrovíaria em museu, é Gae Aulenti que projeta os espaços internos do percurso expositivo do Musée d’Orsay.

É ela que opta pela pedra calcarea clara, que dá luminosidade as salas, aproveitando ao máximo a luz que entre pela abóboda em vidro e ferro e que ao mesmo tempo rende o espaço um lindo conjunto.

design interiores Milão

Podemos dizer que quando admiramos os impressionistas em Paris, atrás de Cezanne e Renoir existe literalmente a milanesíssima Gae Aulenti.

Fotos: wikicommons e internet

A minha Milão

Sábado foi aniversário de uma amiga e eu na floricultura esperando a minha vez de ser atendida. Folheio uma revista que vem dentro do jornal Corriere della Sera e vou parar em uma série de entrevistas com personagens  italianos (e não) que respondem a algumas perguntas e traçam uma city map pessoal de Milão.

Começo imaginar quais seriam as minhas resposta às mesma perguntas e faço uma entrevista comigo mesma. Aqui o resultado da minha Milão pessoal, de moradora, com lugares e coisas que normalmente os turistas não conhecem.

Um símbolo

Os velhos bondinhos milaneses, com o interior original em madeira. Milão mudou muitas coisas ao longo dos anos, mas ainda bem que, pelo menos eles, resistem.

Um cantinho secreto

Milão é cheia de cantinhos secretos e quase escondidos que os milaneses esquecem que existem na correria do dia-a-dia. Meus preferidos são Villa Necchi Campiglio e o claustro da igreja de Santa Maria Delle Grazie, especialmente na primavera, quando as duas magnólias estão completamente floridas. Dois cantinhos bem perto do centro, mas quando você entra parece estar em um outra dimensão.

Uma obra-prima

Milão é cheia de obras primas que eu realmente não cansaria de ver um pouquinho todos os dias. A mais famosa da cidade e do mundo é a Santa Ceia, mas se tenho que escolher uma obra prima em Milão, seria a   Pietà Rondanini de Michelangelo, que fica  no museu do Castelo Sforzesco.

É uma obra de uma intensidade visceral para mim, onde a morte, a dor e o amor materno estão representados em dois corpos inacabados.

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Um lugar para o almoço

No centrão, Signorvino, o melhor custo benefício e ainda por cima com vista para o Duomo. Se estou para o lado de Brera, fico entre Fiorichiari Plates, Pisacco e por que não, o meu estimado restaurante mais barato da cidade, que se chama Al Pozzo, e serve primeiro prato, segundo com acompanhamento, água e café a 10 euros.

Um happy hour

Qualquer lugar que me sirva uma taça de espumante tá valendo. O importante é o ritual e a companhia. No centro gosto do Victoria e sua decoração anos 20 (fechado atualmente para reformas) ou nos terraços da La Rinascente. Em Via Manzoni uma boa pedida pode ser La Corsia del Giardini.

Na primavera e verão o bar Martini em Corso Venezia ou um dos roof bar da cidade, como o do Hotel Scala ou Ceserio 7.

A área do Navigli, sempre muito movimentada, tem todo tipo de happy hour e para todos os bolsos. Um deles, que foge do esquema buffet da cidade, é o ótimo Rebelot, um bistrot comandado por Maurício, um chef paulista.

Um parque

O meu preferido é  jardim posterior da Villa Reale, mas a entrada de adultos é permitida só de acompanhados por crianças. Quando estou sem as meninas, o meu preferido é o Parco delle Basiliche, atrás da Basilica de San Lorenzo.

Um meio de transporte

Caminhar é o melhor jeito de conhecer a cidade. Eu ando muito em Milão. Quando posso, dispenso o metrô e se o tempo é apertado e a estação do ano permite, vou de bicicleta

Uma vitrine

As vitrines das lojas alternativas e descoladas pra mim são sempre as melhores. Então, Wait and See e Cavalli e Nastri.

La Rinascente também tem vitrines maravilhosas dependendo da marca que expõe.

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Uma rua, um bairro, uma igreja, um museu

Via San Maurilio é com certeza, a minha preferida. Se eu pudesse escolher um bairro para viver, sem problemas de orçamento, escolheria o chamado Quadrilátero do Silêncio, em zona Porta Venezia.

Para mi, escolher uma igreja e um museu só é quase impossível. Vou extrapolar um pouco e escolher 3 igrejas: Santa Maria dele Grazie, Santa Maria em San Satiro e San Maurizio.

Quanto aos museus: fico com a Pinatoteca de Brera, a Pinacoteca Ambrosiana, as casas museus…mas só porque não posso continuar.

Food and Shop

Se estamos falando de concentrar tudo no mesmo lugar, nada melhor do que umas comprinhas na La Rinascente e depois beliscar ou comprar alguma coisa no 7 andar, onde fica o Food Market and Restaurants. A loja Excelsior no Corso Vittorio Emanuele também oferece compras e o supermercado Eats.

A concept store 10 Corso Como também é fantástica, nem que seja só para um passeio e ou só uma paradinha no restaurante no térreo.

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Um lugar para o doce

Se você entrar em qualquer boa confeitaria-café milanês como Cova ou Bastianello,  vai ter a garantia de um cafezinho ou chá com doces e pedaços de bolo maravilhosos. Eu adoro doces, mas na maioria das vezes, de passagem pelo bar Taveggia, onde servem minha marca de café preferida, me contento de um pedaço de casca de laranja cristalizada coberta de chocolate.

Mas para indicar um lugar menos central e frequentado por locais, fico com a atmosfera e os doces do Pavè.

Um palácio ou prédio

Gosto da arquitetura mais antiga de Milão e meu palácio preferido é a Casa degli Omenoni, na rua do mesmo nome, onde 8 telamões vigiam os seus passos. Quando posso, corto caminho só para passar na frente.

Mas confesso que como paulista, adoro a Milão moderna que vem crescendo verticalmente. Além do novo arranha-céu Pelli, que já virou ponto de referência na cidade, gosto muito dos novíssimos Bosques Verticais, prédios residenciais que vão acolher a Milão mais abastada.

Uma ‘utopia’ urbana

Ver os canais da cidade de volta. O projeto de reabertura existe e mas realmente acho que seria uma coisa muito difícil de acontecer. Com certeza, a Milão cheia de canais que existiu até os anos 30, era uma outra cidade.

Acrescentando mais uma, essa possível, uma campanha de conscientização para a diminuição das pichações nos muros da cidade. Milão tem palácios lindos completamente pichados por vândalos que vem até de outras cidades europeias.

Essas eram as perguntas da entrevista que eu li. Mas vocês leitores, podem deixar nos comentários as suas próprias perguntas sobre os aspectos da cidade e  quem sabe daqui  alguns meses eu não publico uma outra…

Milão, a moda e o design

Barcelona, Milão, Porto. O que essas cidades tem em comum?

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva Barcelona- Milão-Porto, que todas as quinta de Abril vai mostrar um pouco das coisas em comum dessas 3 grandes cidades europeias, pontos de referências em seus países, com a participação de Cristina Rosa do blog  Sol de Barcelona e Rita Branco do blog O Porto Encanta.

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Séculos de história como capital do Império Romano, inúmeras igrejas de grande valor artístico e cultural, a Santa Ceia, os códigos de Leonardo Da Vinci….a lista é grande, mas quando alguém pensa em Milão, pensa na moda e no design.

Impossível negar a importância e a qualidade da criatividade milanesa nesses dois setores, importantes seja industrialmente, seja economicamente para a cidade.

A moda pret-a-porter italiana como a conhecemos hoje, começa a se desenvolver nos anos 80, quando o eixo de produção e desfiles passa de Florença a Milão. A transformação foi inevitável já que na grande década,  os yuppies e publicitários italianos estavam em Milão e em volta deles começaram a gravitar as mentes criativas da moda italiana e milanesa.

Richard Gere no filme Gigôlo Americano

Richard Gere no filme Gigôlo Americano

Armani, Versace, Krizia, Moschino, Prada (que é mais antiga), Dolce & Gabbana, só para citar as marcas mais conhecidas, abrem suas lojas e shows rooms na cidade, e a moda italiana ganha as páginas de revistas de moda americanas e até o cinema, com Giorgio Armani que veste um jovem Richard Gere em Gigôlo Americano.

Dos anos 80 para cá, o setor cresceu, se estabeleceu, todas essas marcas viraram pequenos impérios e referência no mundo, de qualidade e elegância.

A loja Armani no Quadrilátero da Moda

A loja Armani no Quadrilátero da Moda

Difícil desassociar a cidade da idéia de moda, ainda mais quando você dá uma voltinha nas quatro ruas mais famosas do mundo da moda, que formam o chamado Quadrilátero da Moda. Uma verdadeira concentração de marcas famosas, italianas e não, que são um deleite para os olhos e uma perdição para o orçamento.

Já o design milanês começa a sua sólida história no  início do século 20, quando os mais famosos arquitetos, formados no Politécnico de Milão, começam a trabalhar com design industrial para grandes fábricas de louças e móveis.  Giò Ponti, Gae Aulenti, Achille Castiglioni, Piero Fornasetti, sobre o qual contamos nesse post, desenham objetos de decoração que se tornarão ícones de modernidade e do Italian Style, como a famosa luminária  (que eu a-do-ro) Arco desenhada por Castiglioni nos anos 60.

Luminária Arco, de Achille Castiglioni

Luminária Arco, de Achille Castiglioni

Esses são os anos também de movimentos artísticos locais como o Futurismo e o movimento Novecento, os anos da arquitetura racionalista italiana, da fundação da revista Domus,  da construção do Palácio da Triennale, inaugurada em 1933 para ser a sede das Exposições Internacionais das Artes Decorativas e Industriais Modernas e da Arquitetura Moderna. Hoje, a Triennale é um museu de grande importância para o setor e para os amantes de design.

Com o boom da publicidade nos anos do pós guerra, o design gráfico invade as propagandas de grande marcas e lojas, como é o caso da Campari e da loja de departamentos La Rinascente.

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Celebração anual do design italiano, é o famoso Salão do Móvel de Milão, que acabou de acontecer e que todos os anos trás à cidade, cerca de 400 mil visitantes em busca de inspiração e negócios.

Mas o que faz a moda e o design milanês famosos no mundo e os torna ícones da cidade, não são só a qualidade e criatividade. Esses dois setores se consolidaram com um sistema  baseado em um equilíbrio produtivo entre business, cultura, profissionais, críticos, comunicadores, artesãos, empresários e, no caso do design, com centros de pesquisa como o Politecnico de Milão.

Para conhecer os ícones de Porto e Barcelona, clique nos links abaixo:

O Sol de Barcelona

O Porto Encanta