Happy hour no museu Poldi Pezzoli

Aqui na Itália, o happy hour é uma invenção milanesa e é chamado de aperitivo. É o momento, depois de um dia de trabalho e mesmo nos finais de semana, daquela taça de vinho ou drink com os amigos, tudo acompanhado (como manda a tradição milanesa) de muita comida.

Sim, porque aqui happy hour não quer dizer drink acompanhado de amendoins e batatinhas. Mas isso é coisa para um post sério sobre o assunto.

Juntando-se as mais variadas opções de happy hour da cidade, a casa museu Poldi Pezzoli,  no meio do quadrilátero da moda, propõe a partir de outubro, todas às quartas-feiras, das 18 às 21, o Aperitivo al Museo.

Foto: ViviMilano

O Museu Poldi Pezzoli é um dos tesouros da cidade, uma casa na Via Manzoni onde por anos Gian Giacomo Poldi Pezzoli reuniu centenas de obras de arte (mas isso também é assunto para um outro post), algumas de valor inestimável.

Que lugar melhor na cidade de Milão para bebericar um drink no final da tarde, senão em uma autêntica residência do século 19 forrada de obras de artes e ainda com os móveis originais?

Aperitivo al Museo
Todas as quartas-feiras das 18 às 21 (a partir de outubro)
Museo Poldi Pezzoli
Via Manzoni, 12
Happy hour  e visita museu  9 euros
 
 

Camparino in Galleria

Campari é uma marca que Milão exportou para o mundo inteiro, assim como outros nomes como Armani e Pirelli. Fundado em 1860, o Grupo Campari é líder de mercado na Itália e no Brasil.

Quem passa por Milão há várias boas razões para beber um Campari na cidade onde esse bitter (amargo) nasceu. Uma possibilidade pode ser uma visita à Galeria Campari, uma outra, durante a primavera e verão é um aperitivo no Camparitivo, nos jardins da Triennale. Uma terceira possibilidade, para quem aguenta, é provar os variados cocktails à base de Campari durante o ritual do happy hour na cidade, um clássico em Milão.

De qualquer maneira, o primeiro contato com o mundo Campari vai ser provavelmente na centralíssima Galeria Vittorio Emanuele, esquina com a Praça Duomo. Depois de 16 anos voltou ao seu lugar de origem o Camparino, diminutivo que indica de uma só vez um aperitivo, um bar e um ponto de referência.

O bar Camparino na Galeria Vittorio Emanuele

A história do lugar começa em 1915, quando Davide Campari abre o Camparino como filial menor do Caffè Campari, inaugurado pelo pai em 1867 com a inauguração da Galeria. Com o tempo o recém-nascido Camparino superou o Caffè, graças a um inovador sistema que garantia o fluxo contínuo de água com gás (seltz) diretamente dos porões e oferecia aos numerosos clientes um Campari Soda perfeito e gelado na medida certa.

O Camparino se tornou um ponto de encontro para artistas e celebridades da época: era frequentado por Verdi, Toscanini, rei Umberto I e Mussolini. Nas décadas sucessivas, as reformas mantiveram intacto o estilo liberty da decoração que nos anos 20 substituiu a original.

Quem quiser beber um Campari ou simplesmente um café nesse estabelecimento histórico (o bar faz parte dos muitos incluídos na lista dos “locale storici” milaneses), vai ter que enfrentar, especialmente nos finais de semana, a multidão que invade a Galeria e os pórticos da Praça Duomo.

Ah, e quando você bebe uma cachaça Sagatiba, talvez não saiba, mas está bebendo um produto Campari.

O café na Itália

Os italianos são grandes bebedores de café. Assim como nós brasileiros é um tal de vamos tomar um cafezinho pra cá e pra lá. O café aqui se toma em pé nos balcões dos bares a qualquer hora do dia ou ao final de uma refeição nos restaurantes, mas pedir e degustar um café aqui é quase uma ciência.

Para mim o café é a melhor parceria Itália-Brasil: nós um dos maiores produtores de café de grande qualidade e os italianos grandes torrefadores e vendedores dos melhores cafezinhos.

Mas como esse é um assunto que para mim é muito “delicado” (sou uma apreciadora/bebedora incondicional de café e só tomo café expresso e de preferência de uma só marca) vou avisando que o tal do cafezinho aqui não agrada a maioria dos brasileiros.

É difícil tomar um café ruim nos milhares de bares espalhados pelo país, a média é bem alta mas a principal diferença com o cafezinho brasileiro está na torrefação e na quantidade do famoso expresso.

Se você entra em um bar e pede um “caffè normale” vai se deparar com uma xicarazinha cheia até a metade com um café cremoso e uma espuma densa por cima (melhor o café mais tempo a espuma permanece). É o café para ser tomado em um único gole e muitos italianos tomam até sem açucar.

Para os brasileiros fanáticos que não queiram se aventurar na tradição italiana a melhor coisa é pedir um “caffé lungo”. Aí sim a sua xicarazinha vai vir cheia quase até a boca, mas o café é sempre forte e cremoso.

Mas a variações vendidas nos bares são muitas e pedir um café pode ser um pouco mais complicado do que dizer apenas normale ou lungo.

Aqui algumas variedades:
-Caffè: pedido assim é o expresso, o café normale
-Caffè decaffeinato: é o café sem cafeina, descafeinado.
-Caffè ristretto: expresso muito curto, no máximo um dedo da xícara.
-Doppio: duas vezes o expresso (não confundir com o longo).
-Lungo: café expresso com um pouco mais de água.

Café lungo, normale e ristretto

-Caffè macchiato: café com uma um pouquinho de leite (“mancha”). O leite pode ser frio (macchiato freddo) ou quente (macchiato caldo).
-Caffè corretto: café com um pouquinho de grappa ou outra bebida alcoolica.
-Caffè shakerato: ideal no verão, é o café com gelo agitado na coqueteleira.
-Americano: um expresso servido em xícara grande junto com um bulê de água quente para “alongar” ou melhor, americanizar o café.
-Marrochino: café expresso com espuma cremosa de leite e por cima chocolate em pó. E sempre servido em uma xícara de vidro.

E depois ainda tem o cappuccino e o caffé latte, que não são a mesma coisa. Mas isso, já é uma outra história…

Entre em um bar, escolha a sua versão e bom café!!

As variedades

10 Corso Como

Esse é o endereço, esse é o nome da loja. Mas não a chame loja, 10 Corso Como é um concept store e se você está em Milão e quer grifes e design de luxo, nem que seja só para olhar, tem que passar por aqui.

Inaugurada em 1991 por Carla Sozzani (irmã da editora da Vogue italiana e figura carimbada da moda milanesa), é umas das mais (se não a mais) conhecida concept store da Itália: moda, design, uma livraria, uma galeria de arte, um café-restaurante e até um pequeno e exclusivíssimo hotel (3 Romms). Tudo reunido em um espaço aconchegante e muito bem cuidado.

Os preços são para orçamentos sem limites. No departamento feminimo, masculino e acessórios você encontrará marcas como: Balenciaga, Burberry Prorsum, Comme des Garçons, Diesel, Lanvin, Lavenham, Mackintosh, Martin Margiela, Moncler, Moncler Gamme Bleu, Paul Smith, Prada, Alexander McQueen, Balmain, Céline, Junya Watanabe, Lanvin, Marni, Mary Katrantzou, Miu Miu, Moncler, Prada, Christian Louboutin, Converse, Globe-Trotter, Manolo Blahnik, Marc Jacobs, entre outros.

Mas se a intenção não é acabar com sua conta bancária, entre, dê uma volta, olhe, pegue, prove e se no final decidir não levar nada, sente-se para tomar um café, um chá, uma taça de vinho ou até almoçar ou jantar antes ou depois de passar no espaço da galeria (2 andar) para conferir a mostra da vez (grátis).

Comece visitando o site, que já dá uma idéia do estilo refinado da loja e do espírito 10 Corso Como.

10 CORSO COMO
Corso Como, 10
Segunda à segunda das 11.00 às 19.30 (loja)
A galeria e a livraria fecham às segundas pela manhã
e abrem a partir das 15.30. Nos outros dias das 11.00 às 19.30
O bar- restaurante às segunda abre das 18.00 às 01.00
nos outros dias das 11.00 às 01.00
 
 

Como se vestir (outono e inverno)

Viajar é ótimo, mas não conheço ninguém que goste de arrumar malas. É sempre um tal de “o que eu levo”? ou  “será que vou usar isso”?

Eu odeio tanto arrumar (e depois desfazer) malas que sou do tipo econômico. Levo peças que combinam entre si e tento otimizar tudo. Nada de uma camisa ou calça que só fique bem com uma outra peça. Um par de sapatos  que combine só com um look, nem pensar!

Para uma mala na medida certa, traga poucas roupas e conte com acessórios (cintos, colares, echarpes e pulseiras) para transformar o seu look. Prefira também cores escuras  e tecidos que não amassem.

como se vestir em Milão

Look trench – outono

Se você está vindo para cá e quer se misturar entre os meneguinos (é assim que são chamados os nativos de Milão), deixo aqui algumas dicas (muito pessoais), lembrando que a elegância está em se vestir de modo adequado a ocasião e temperatura.

-esqueça as camisetas. Abuse de blusas e camisas de mangas longas, se estiver um pouco mais quente, basta dobrá-las

-um jeans com um corte legal é sempre um coringa em uma viagem; você pode usá-lo durante o dia e transforma-lo a noite mudando os sapatos e o casaco

-uma calça preta de corte reto também é indicado. Assim como o jeans, pode ser usada durante o dia e transformada a noite.

-um vestido

– 2 ou 3 suéteres  de malha/lã ou cashmere

-um casaquinho longo ou um blazer

-um trench (no outono). O meu preferido é o clássico bege, mas existem várias versões. É uma peça que se usa bastante aqui e que é perfeita para a meia estação. Se você ainda não tem um, não se preocupe: você está em Milão.

-Sapatilhas, um tênis legal ou mocassin que vá com tudo e um sapato de salto se você for adepta.

-echarpes: quanto mais longas, melhor. Assim, se o frio aperta, é só você dar várias voltas no pescoço.

Se você está vindo para cá a partir de dezembro, vai pegar o inverno e aí a mala já muda um pouco. A dica, como sempre, é se vestir em camadas. Os ambientes fechados são aquecidos e você vai ter que eliminar alguma coisa.

-um casaco de lã pesado, mas atenção, mesmo o casaco que é pesado para uma cidade como São Paulo, aqui é leve demais para os meses de dezembro à fevereiro

como se vestir inverno Milão

Look inverno

 -meias-calças grossas, de lã ou cashmere: quem sente muito frio, pode usá-las por baixo das calças

-luvas, cachecóis, gorros ou chapéus. Ter as extremidades do corpo aquecidas ajuda muito

-meias de lã

-segunda pele ou camisetas de tecidos térmicos

-botas e sapatos pesados, de preferência com sola de borracha para a eventualidade de neve (pés molhados e frios estragam qualquer viagem)

Adaptando a lista, as dicas são as mesmas para os homens. As fotos abaixo são do site The Sartorialist e mostram como é possível um look legal mesmo com botinhas tipo trekking.

Clique aqui para ver as ler sobre o clima e temperaturas em Milão .

como se vestir inverno Milao