Informações sobre a Expo 2015

Faltam poucos dias para a inauguração da Expo2015 no dia 1 de maio e a cidade já está se preparando. Monumentos e estátuas em restauros começam a serem despidas de andaimes e a gente começa a descobrir uma cidade nova.

Nos próximos dias, a linha M5 do metrô (lilás) abre novas estações e chega até o estádio San Siro. A área do Naviglio ganha a sua Darsena (antigo porto) completamente renovada e novas lojas e restaurantes abrem suas portas a cada semana.

Mas está tudo pronto? Não. Na semana passada, no imenso canteiro da Expo, 7.200 pessoas trabalhavam para finalizar a área. A gente passa ao lado do canteiro e dá um frio na barriga, mas completo ou não, dia 1 de maio tudo terá início.

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Deixo aqui um post simples, mas com algumas últimas informações sobre o grande evento que vai emoldurar a vida de Milão pelos próximos 6 meses.

E que a festa tenha início!!

Bilhetes

Estão a venda no site Expo2015, mas também estarão disponíveis nas bilheterias do local. São vários tipos de bilhetes: dia inteiro, noturno (a partir das 19hs), família, grupos, dias consecutivos.

Para quem escolhe o bilhete com a data aberta, não é obrigatório reservar a data antes de ir, mas é aconselhável: nos dias em que o parque expositivo atingir o número máximo de visitantes, quem não reservou não poderá entrar. O limite máximo de visitantes é de 250 mil por dia e provavelmente esse número nãos erá atingido.

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Uma vez reservada a data do bilhete, não é possível modifica-la e nem pedir o reembolso do bilhete.

Eventos

Além da áera em si com os pavilhões dos 147 países partecipantes, alguns deles realmente interessantes do ponto de vista da arquitetura e inovação, como já contamos nesse post, a Expo2015 vai contar também com um calendário cheio de eventos, como as apresentações noturnas do Cirque du Soleil, que preparou um espetáculo especial para o evento, chamado Allavita. Os ingressos são vendidos no site a partir de 25 euros (com entrada a partir das 19h).

Parte do calendário também é formada dos “National Days” , dias inteiros dedicados a um único país. Sei que o do Brasil será em agosto. Assim que eu souber o dia, publico no Facebook do Milão nas mãos.

Como chegar

Para o turista que chegar em Milão de trem ou avião, a melhor maneira para chegar a Expo partindo do centro é usando os meios de transportes públicos.

O acesso a área da Expo2015 pode ser feita com o metrô linha M1(vermelha), descendo na estação Rho Fiera da ou com as linhas de trem suburbanas S5 e S6 e S14 descendo sempre na estação Rho Fiera.

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O custo do bilhete para essas linhas é de 2,50 euros. O bilhete urbano de 1,50 euro não é válido.

Durante todo o período da Expo, o transporte público milanês vai funcionar os 7 dias da semana por 24 horas.  Baixe o mapa das linhas de metrô e trens suburbanos clicando aqui.

Mapas

Estarão disponíveis nos pontos de informações em Milão, os ExpoGate em frente ao Castelo Sforzesco e também nas bilheterias da Expo.

Você também pode navegar pelo mapa 3D da área clicando aqui .

Mobilidade

Para pessoas com dificuldades de locomoção é possível reservar (no site) cadeiras de rodas, antes da visita ou na entrada. Além disso, toda a área Expo será servida de um micro ônibus gratuito que vai percorrer o perímetro (cerca 5km) e vai efetuar 10 paradas.

É possível baixar o mapa do trajeto e das paradas do people mover em PDF clicando aqui.

Visita com crianças

Mil carrinhos de bebês ficarão disponíveis gratuitamente, mas deverão ser reservados na app que vai ser disponibilizada no site Expo e Chicco.

Serão ao todo 14 nursery para bebês com trocadores e área relax e 10 pontos de restaurantes com comida para bebês, cadeirões e auqecedor de mamadeiras.

Animais

Não será permitida a entrada de qualquer tipo de animal nos espaços da Expo2015. Excessão feita aos cães-guia para não videntes.

O que não pode entrar

Vista a dimensão do evento, os controles na entrada vão ser grandes.

Mais ou menos como as regras de viagem com aviões, será proibido entrar com objetos pontudos e cortantes, tintas, sprays, latinhas de refrigerante, garrafas de qualquer tipo, assim como cartazes, bandeiras, manifestos e folders de propaganda de qualquer tipo.

Leia mais sobre as Expo2015 nos outros 2 posts que escrevemos sobre o evento: A Expo2015 em Milão   e   Expo2015 em Milão: uma questão de pele

Meus ‘nãos’ em Milão

Quem acompanha o blog ou até quem só leu 2 ou 3 posts, já percebeu o quanto eu goste de Milão. Mas isso não quer dizer que eu não veja os seus pontos negativos e não tenha a minha lista de nãos e implicancias com a cidade.

Pensei muito antes de escrever esse posts, porque como Milão também é o meu produto, já que trabalho como acompanhante turística aqui, fazendo passeios a pé pela cidade, achei que pudesse ser como um tiro no pé eu mesma apontar o lado negativo da cidade.

Mas a minha proposta sempre foi passar aqui a minha visão da cidade e acho que esse lado crítico e objetivo não pode faltar. Milão, aos olhos dos brasileiros, é uma cidade pequena (1.300.000 habitantes) mas nem por isso deixa de ter seus problemas mais ou menos importantes e que afetem mais ou menos turistas e locais.

Aqui, deixo só alguns deles, os que podem afetar mais os turistas direta ou indiretamente. Vamos lá!

Pichação

Milão é uma cidade pichada e isso chama a atenção dos turistas brasileiros, que talvez esperem encontrar aqui uma Europa idealizada. Eu, sinceramente, não a acho mais pichada do que a minha cidade no Brasil (eu sou de SP e vou falar só dela) mas mesmo assim, isso me incomoda.

Aqui é um problema bem frequente, nos muros e nos trens, já que existem grupos de pichadores europeus que vem para cá (e talvez também para outras cidades européias) e se desafiam em pichar isso ou aquilo.

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Ano passado, um trem novo da metrô que não tinha nem entrado em circulação foi pichado dentro da garagem, na madrugada. Os funcionários da empresa de transporte alegam que são em poucos para a vigilância e que existe o problema da segurança: eles tem medo de enfrentar os pichadores, que muitas vezes estão armados.

Esse ano foi a vez do recém inaugurado mercado municipal da Zona Darsena, que faz parte do projeto de reurbanização da cidade para Expo2015. Uma semana depois da inauguração, já estava pichado.

Digamos que a prefeitura não dá o melhor de si na prevenção, combate e vigilância e a maioria dos estabelecimentos e casas pichadas, cansados de arcarem com as despesas das limpezas, preferem deixar as suas fachadas pichadas do que sofrer outros ataques.

Falta de informações turísticas

Essa era uma sensação que eu já tinha antes mesmo de trabalhar com turismo. Milão cresceu muito turisticamente desde que as cias. áereas low cost começaram a trazer milhares de europeus para cá e melhorou em alguns aspectos, mas tem ainda que dar passos de gigantes, como dizemos aqui, para ser uma cidade voltada para o turista.

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Na maioria das cidades italianas os monumentos turísticos são sinalizados com placas marrons, que indicam a direção do tal momumento. Procure uma dessas placas em Milão.

Por exemplo: geralmente se estou na Praça Duomo e tenho que ir a Última Ceia de Leonardo da Vinci na igreja de Santa Maria delle Grazie, eu vou a pé. Mas eu sei que isso é possível, que é fácil e nem tão longe.

O turista que não conhece a cidade e não tem um mapa nas mãos, não sabe o que fazer, porque não existe uma sinalização que te indique que caminho fazer para chegar da Praça Duomo a Última Ceia.

E esse é só um exemplo. Eu poderia elencar pelos menos uns vinte.

Se alguma coisa vai mudar em vista da Expo? Sinceramente acho que não, porque não vejo nada de novo sendo instalado. Mas se tratatando da Itália, eu não me surpreenderia se alguma coisa fosse feita 1 semana antes do ínicio do evento.

Ah, uma coisa foi melhorada: o ponto de informação turística agora fica dentro da Galeria Vittorio Emanuele.

Batedores de carteira no metrô

Digamos que essa deve ser a única grande preocupação do turista em termos de roubo. Milão não é uma cidade perigosa, e aqui podemos tranquilamente andar pelas ruas do centro depois das 22h sem olhar para trás.

O verdadeiro problema está nas gangs de adoslecentes que agem nas plataformas de algumas estações. Já falei desse problema nesse post.

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Atenção também aos ciganos que ficam ao lado das máquinas automáticas de vendas de bilhetes, oferecendo ajuda para comprar tickets do metrô.

Não entendo porque, mesmo eles estando dentro das estações, a empresa de transporte e polícia não “podem” fazer nada.

Vendedores de pulseirinhas

Outra praga da cidade são os “presenteadores” das míseras pulseirinhas que se espalham pela Praça Duomo e imediações do Castelo e insistem em dar uma de presente, já colocando-a no seu pulso.

De presente aquilo não tem nada e logo depois eles começam a insistência de receber alguns trocados pelo presente.

Diga grazie, olhe firme para frente e fuja dessa roubada.

A ‘simpatia’ dos milaneses

Ainda não descobri se as coisas melhoraram um pouco (no comércio, principalmente) ou se sou eu que, depois de 13 anos aqui, criei uma auto-defesa ou me tornei um poquinho como eles. Fato está que o milanês ou quem está nessa cidade há muito tempo e aqui vive e trabalha, não primam pela simpatia.

Muitos são (ainda bem!!) educados, mas o quanto basta e nada de sorrisos. Comportamento que você encontra nas lojas, restaurantes, museus e outros vários lugares (que por exemplo, eu frequento como local).

Nesse quesito a cidade também tem que dar passos gigantescos.

5 regras de bom comportamento para sua estadia em Milão

O assunto pode parecer delicado, mas por menos tempo que você passe em um país ou uma cidade como turista, é indispensável absorver algumas regras comuns (de educação ou civis) para que tudo possa fluir da melhor maneira possível, porque é comum a gente ver turistas reclamando desse ou daquele povo (anfitrião), mas muitas vezes vejo atitudes da parte de turistas que é melhor nem comentar.

Nós brasileiros somos informais, mais relax em viver as coisas do dia a dia, mas muitos desses hábitos, comuns nas cidades brasileiras, aqui são considerados mal educados  e acabam muitas vezes criando situações desagradáveis e causando “puxões” de orelhas desnecessários.

Isso não quer dizer que os italianos sejam perfeitos e educadíssimos, mas vocês está na casa deles e cada casa tem suas regras.

Aqui fica a minha pequena contribuição de dicas de 5 regras de bom comportamento para a sua estadia em Milão (e pela Itália em geral).

1. Idioma

Escuto frequentemente dos meus clientes, que o italiano é difícil. Que quando falamos rápido, não dá para entender nada.

Então porque os turistas brasileiros acham que o contrário não é assim? Os italianos não entendem o português e você não pode falar com uma pessoa aqui, como se estivesse falando com alguém no Brasil.

Não, você também não é obrigado a falar o italiano, mas se tiver que falar português, fale devagar. Quem trabalha com turismo, está acostumado com estrangeiros e com tentativas de comunicação improvisadas. Então, se você fizer a sua parte, com certeza irão se entender, afinal são sempre línguas neo latinas.

Nada te impede também de aprender aquelas palavrinhas mágicas, que funcionam no mundo inteiro. Em italiano elas são: per favore e grazie. Só para começar.

2. Lojas/Compras

Nunca “se sirva” sozinho, atravessando a loja e indo pegar aquela blusa na prateleira como se fosse o seu armário.

Evite tocar nos produtos expostos, inclusive nas vitrines. Isso serve tanto para lojas de roupas e sapatos como também para lojas de frutas e verduras e até bancas em feiras.

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Sim, eu já vi brasileiros fazerem as duas coisas, sem esperar serem atendidos por vendedores que estavam ali para isso. Eu sempre sinto aquela vergonha alheia.

Tudo isso muda se você estiver em uma loja fast fashion como Zara, H&M e similares ou até em empórios como a Eataly, onde o esquema é mais o faça você mesmo.

3. Restaurantes

Quando entrar em um restaurante, espere ser recebido por alguém, diga o número de pessoas e conduzido até a mesa disponível.

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Evite entrar, escolher uma mesa e sentar, por mais que a sala esteja vazia. No máximo será o garçom que vai te dizer de escolher a mesa que preferir.

4. Transporte

Para quem usar o metrô: antes de entrar no vagão, espere que as pessoas que estão dentro desçam, sem ficar na frente da porta. É muito mais fácil entrar em um vagão mais vazio, sem ter que dar barrigadas em ninguém.

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Para todos os transportes públicos: mantenha até o final da viagem o bilhete para eventuais controles. Valide sempre os bilhetes (também quando usar o mesmo para tipos de transporte diferentes), porque caso contrário, a multa é bem salgada.

5. Volume da voz

O italiano tem fama de falar alto, mas não é bem assim, pelo menos por aqui.

Controle o volume da sua conversa quando estiver em restaurantes, lojas e até nos trens para evitar olhares fulminantes de quem está ao seu lado.

Faça a sua parte e tudo vai correr bem!

Expo 2015 Milão: uma questão de pele

Quem apresentou a candidatura de Milão para sediar a edição 2015 da Expo, com certeza tem o mérito de ter sabidamente escolhido como tema a comida, que nos países desenvolvidos é um dos prazeres da vida ao qual ninguém renuncia e, nos países em via de desenvolvimento, onde a comida falta é um “problema” para ser resolvido. Diferentes dos temas escolhidos nas edições passadas, orientados por exemplo a tecnologia, a alimentação é um tema simples e atraente e não só porque “fala” ao estômago dos visitantes.

Pelo que se viu até agora, os projetos dos países estrangeiros trarão bom conteúdo e irão demostrar de ter afrontado o tema com seriedade e não em um clima: todos à mesa.

Milão Expo 2015 dicas

Como já escrevi nesse post sobre a Expo2015, o tema dessa próxima edição é: Nutrir o planeta, energia para a vida e prevê incluir tudo o que diz respeito a alimentação, do problema da falta de alimentos em algumas zonas do mundo à educação alimentar, até os temas ligados ao alimentos geneticamente modificados. Serão apresentadas tecnologias, inovações, as culturas, as tradições e a criatividade ligadas ao setor da alimentação. Obviamente, para passar da teoria a prática, todos os países irão apresentar as suas excelências em campo gastronômico que poderão ser saboreadas nos restaurantes montados em seus próprios pavilhões.

Agora em setembro está prevista a chegada dos países para a construção de seus pavilhões e aqui mostro o rendering de alguns deles, apontando um aspecto muito interessante, que é a atenção a eco sustentabilidade que muitos deles vão dar as suas “peles”, aos seus revestimentos externos.

Palácio Itália

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O conceito do Palácio Itália é de uma arquitetura paisagem onde o edifício assume através da própria pele as semelhanças de uma árvore florestal na qual se embrenhar. O revestimento é realizado em cimento fotocatalítico que captura alguns elementos poluentes do ar e os transforma em sais inertes.

Future Food District

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O Future Food District vai hospedar as tecnologias e as inovações mais recentes para a produção, conservação e a distribuição de alimentos, com o supermercado e a cozinha do futuro. O revestimento desses pavilhões será coberto de uma cultivação de micro algas que vão absorver 10 vezes mais anidrido carbônico do que outras plantas e que depois podem ser utilizados como biocombustível.

Pavilhão Brasil

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Inspirado no tema “Alimentar o mundo com soluções”, o pavilhão brasileiro vai usar a metáfora da rede -flexibilidade, fluidez, descentralização – para mostrar a conexão e integração dos diferentes aspectos pelos quais o Brasil conquistou o papel de líder mundial de produtor de alimentos. Em uma área de cerca 4.000 m2, o Brasil vai mostrar aos visitantes da Expo 2015 todas as possibilidades em fase de estudo e de realização para aumentar e diversificar a produção alimentar e satisfazer a demanda de alimentos em todo o mundo, usando tecnologias avançadas em modo sustentável.

Pavilhão México e USA

Outros exemplos de revestimentos interessantes: o pavilhão México parece uma grande espiga de milho e o dos USA a parede de um grande celeiro.

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Certamente, visitar esses interessantes espaços, vive-los, degustar a gastronomia de quase 150 países, vão ser motivos suficientes para visitar Milão de maio a outubro de 2015 durante a Expo.

Milão espera a passagem de cerca 20 milhões de visitantes. Você vai ser um deles?

Como usar o metrô em Milão

A melhor maneira de conhecer Milão é, na minha opinião, a pé. Mas o turista que não se hospeda nas imediações do cento, vai ter que pegar o metrô em algum momento. Para as dimensões de Milão, a rede de metrô de Milão serve muito bem a cidade, chegando as principais áreas com suas quatro linhas e mais os meios de superfície, operados pela ATM (Azienda di Trasporte Milanese).

Ultimamente, alguns clientes me perguntaram como comprar os bilhetes nas máquinas self-service nas estações e como funciona a integração e as tarifas. Deixo aqui então algumas dicas de como usar o metro em Milão e não ter surpresas.

Linhas

São quatro (verde, vermelha, amarela, lilás), apesar de que você vai ver a linha MM5 (lilás), mas isso porque a linha 4 ainda não foi construída. A linha em azul no mapa é o passante, que é uma espécie de trem urbano.

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Clique no mapa para aumentar

Elas abrangem grande parte da área metropolitana e as linhas verde e vermelha saem da área urbana e chegam a outros municípios nos arredores da cidade, avançando em mais de 20km (linha verde).

O centro histórico é servido basicamente pelas linhas amarela e vermelha (estação Duomo) e zonas como Navigli e Brera ficam no eixo da linha verde.

Bilhetes e Tarifas

Os bilhetes de metrô tem tarifas diferentes, já que se paga pelo percurso percorrido, e assim os bilhetes dos percursos que saem da área urbana são mais caros.

Urbano (1,50 euros): dá direito a uma viagem de metrô ou ônibus ou bondinho, mais uma integração (dentro de 90 min) com um meio de transporte diferente. Exemplo: depois de sair do metrô pegar um ônibus ou pegar um bondinho e depois o metrô.

Giornaliero (4,50 euros): é o bilhete que vale 24 horas a partir do momento da primeira validação e serve para todos os meios de transporte urbanos da ATM como metrô, ônibus e bondinhos. Faça as suas contas: se você acha que vai fazer mais de 3 viagens em um dia, já vale a pena comprar o giornaliero.

Bigiornaliero (8,25 euros): dá os mesmos direitos do giornaliero, mas tem a validade de 48 horas a partir do momento da primeira validação.

Bilhetes extra-urbanos: têm tarifas diferentes segundo o percurso percorrido. Para quem vai a estação de Rho-Fiera para partecipar das feiras de Milão, como o salão do Móvel, por exemplo, paga 2,50 euros, já que Rho é um outro município. A mesma coisa para quem usa a linha verde em direção Cologno, Gessate ou Assago. Nesse caso, a tarifa muda segundo a estação de destino. Por exemplo, de Milão para Gessate o bilhete custa 3,10 euros.

Como comprar

Para quem não se preocupa em se aventurar no italiano, os bilhetes podem ser comprados nas bancas de jornais que ficam dentro das estações. Basta pedir: un urbano, due urbani, un giornaliero, etc ou dizer o nome da destinação, caso você tenha que sair fora da área urbana: un biglietto per Gessate.

Nos finais de semana ou a noite as bancas estão fechadas e a solução é recorrer as máquinas self-service, que são touch screen.

Toque para acionar a máquina e selecione “Lingua”. A melhor coisa é escolher o espanhol.

Bilhetes urbanos unitários:

Selecione Billete Normal Urbano 1,50 euro.

Para comprar mais bilhetes, aperte o sinal + até chegar a quantidade desejada.

Pague com dinheiro em notas ou moedas e espere a impressão dos bilhetes e o troco.

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Bilhetes para Feira de Milão:

Para comprar bilhete para a feira, selecione já na primeira tela a opção Billete Feira Rho ida 2,55 euro.

É possível também selecionar a opção ida e volta (lado esquerdo da tela).

Bilhetes urbanos diários de 1 ou 2 dias:

Selecione Urbanos na primeira tela.

Na segunda tela, selecione a opção Billete urbano 1 dia 4,50 euro ou Billete urbano 2 dias 8,25 euro.

Pague e espere a impressão dos bilhetes.

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Bilhetes fora da área urbana:

Na primeira tela, selecione Colectivos (a foto está em italiano: cumulativi)

Na segunda tela selecione o tipo de bilhete segundo a zona de destinação (estação de destino). Você pode se orientar com a tabela (ex: Biglieto Cumulativo U + 1 zona)

Pague e espere a impressão do bilhete e eventual troco.

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ATENÇÃO:

* Não aceite ajuda para comprar seus bilhetes. Em muitas estações, ciganos ficam em volta das máquinas “ajudando” e esperando por dinheiro depois. Leia sobre segurança no metrô, nesse post.

* Os bilhetes devem ser colocados na catraca e retirados. No lado de trás, ele é carimbado com a data e a hora da validação. A partir desse momento você tem 90 minutos para usar a integração com outros meios de transportes ATM.

* Se você subir em outro meio de transporte como ônibus e bondinho, valide de novo seu bilhete nas máquininhas dentro dos meios.

* Conserve o bilhete para eventuais controles e para sair do metrô (colocando ele de novo na catraca).

* Não viaje nos meios de superfície, sem bilhetes. No caso de controle, quem é pego sem bilhete paga uma multa de cerca 35 euros, na hora, em dinheiro.

* Para quem vem morar em Milão para estudar na cidade, informe-se sobre os “abbonamenti” que podem ser mensais ou anuais.

Boa viagem!