Estações de esqui perto de Milão

Milão, além de ser uma cidade que vale a pena por aquilo que oferece, atrai também pelo o que oferece os seus arredores: cidades de arte como Bergamo e Turim, lagos, mar e montanha, acessíveis com um simples bate e volta.

No inverno, para os amantes do esqui ou para quem quer simplesmente tocar pela primeira vez a neve, os arredores de Milão oferecem diversas estações de esqui com pistas de todos os tipos.

esqui arredores Milão

Confesso que eu não sou a esquiadora da casa. Coloquei meu primeiro par de esquis aos 35 anos e até que não me dei mal, mas para mim é muito trabalho (e roupa) para pouca diversão. E tira sapato de neve e coloca o sapato de esqui, e sobe com o teleférico (mooorro de medo) e desce e começa tudo de novo.

Mas maridão esquia desde criança e as mascotes de casa começaram aos 4 anos e a-do-ram. Com isso, vamos todos os anos, geralmente no esquema bate e volta e com uma média de 1 hora e meia de viagem. Aqui ficam as minhas dicas de onde esquiar nos arredores de Milão.

A estação mais perto de Milão e que praticamente usamos todos os anos e que indico é Barzio-Piani di Bobbio, uma pequena estação que fica a 1 hora de Milão. Obs: leia nos comentários a experiência da leitora Ana Carla, que usou o trem a partir de Milão para chegar à estação.

Durante a temporada, que geralmente começa no feriado de 8 de dezembro e vai até a Páscoa, existe um ônibus que funciona nos finais de semana e leva de Milão a Piani di Bobbio. Clique aqui para saber informações.

Para quem quer ir de trem, a opção é fazer Milão-Lecco e de lá pegar o ônibus para Barzio (que sai de frente da estação). O problema é ir de Barzio a estação de esqui (como relatado por mais de 1 leitor), já que o translado só funciona de final de semana. Durante a semana é encarar uma subidona a pé de cerca 30 min.

De Barzio parte uma cabinovia que leva até as pistas que ficam a 1.700metros e da base das pistas, para subir, a estação dispõe de 4 teleféricos e 3 skilifts para 30 km de pista: 2 são para esquiadores mais experientes e outras para principiantes. É presente também pista circular para o esqui de fundo.

Também presente vários refúgios alpinos onde depois do esforço, saborear um prato de polenta ou alugar uma cadeira para tomar sol e também todos os equipamentos.

Esta estação é perfeita para quem procura um equilíbrio entre comodidade e qualidade/quantidade de pista e tem também a vantagem que essas ficam expostas ao sol o dia todo (fator importante em dias de muito frio).

As estações, grandes ou pequenas,  são sempre bem cheias nos finais de semana. Nós, sempre que podemos, vamos durante a semana: pistas vazias e custo reduzido.  

Em direção de Bérgamo, a menos de 2 horas de Milão, o meu conselho é o Monte Pora. Essa também é uma estação pequena, com uma boa exposição ao sol e ideal para uma excursão não muito puxada.

pora_esqui_milao

Também a cerca de 2 horas de Milão ficam as localidades maiores como Madesimo (Val Chiavenna ) e Pila (Val d’Aosta) e a possibilidade de esquiar na Suiça (Splugen, Andermatt).

As estações maiores e mais renomadas ficam um pouco mais longe e a mais renomada na Lombardia é Bormio, porque é uma das etapas fixas do calendário da Copa do Mundo de Esqui Alpino: a 3 horas e meia de Milão, dispõe de 80 km de pistas que chegam a 3.000 mt de altura. Outras localidades famosas a cerca de 3 hores de viagem são Cervinia, Courmayeur, Sestriere.

As estações de esqui na Itália, geralmente abrem as pistas no final de semana do feriado de 8 de dezembro e as fecham depois das férias de Páscoa (quando essa não é muito tarde). Para quem não quer renunciar ao esqui durante o verão, na Lombardia o geleiro Presena no Passo del Tonale se esquia até junho, e no Passo dello Stelvio se esquia de junho a setembro.

esqui_italia_Milao

O custo dos passes diários ficam em torno de 20 a 35 euros, dependendo da estação e do dia. As reduções são consistentes para crianças. O aluguel de equipamento (não roupas) nas pista custa entre 20-30 euros.

Aqui os sites das estações italianas citadas no post:

http://www.pianidibobbio.com/it/home

http://www.presolanamontepora.it

www.skiareavalchiavenna.it

http://www.pila.it

http://www.bormioski.eu

Editado em 18/08/2018

Dicas do que fazer em Turim

Turim. Está aí uma cidade pouco levada em consideração pelos turistas (ao menos os brasileiros) para uma visita e que vale realmente a pena conhecer.

A cidade foi capital diversas vezes durantes os séculos: do Ducado de Savoia no séc. 17, do Reino da Sicília e da Sardenha no séc. 18  e enfim, a primeira capital da Itália depois da união em 1861. Todo esse ar de nobreza se vê na arquitetura da cidade, feita de grandes palácios e praças imponentes, emolduradas por mais de 18km de pórticos.

Ainda que parte dos edifícios sejam pouco conservados, Turim não perde seu ar de grandeza. Para ajudar esse belo panorama, a cidade é atravessada de um lado pelo Rio Pò.

Turim dicas do que fazer

Quarta cidade italiana depois de Roma, Milão e Nápoles, Turim é também um importante polo universitário, artístico, cultural e automobilístico no país. Impossível não ligar a ela o nome da família Agnelli e a marca de automóveis FIAT.

Turim também é sede de famosos museus nacionais e foi pensando na visita a alguns deles, que depois do Natal resolvemos passar alguns dias na cidade com as meninas.  Para quem tem tempo, eu diria que a cidade vale mais que um bate e volta desde Milão e aqui ficam algumas dicas do que fazer em Turim em mais ou menos 2 dias.

A cidade fica a 150 km de Milão e é fácil chegar de carro direto pela rodovia A4 ou de trem veloz, numa viagem que leva apenas 1 hora.

O CENTRO, SUAS PRAÇAS E SEUS BARES HISTÓRICOS

Aos meus olhos, Turim é uma cidade imponente, nobre. Gostei de cara já na primeira vez que a visitei, há 2 anos atrás (e me perguntei como já tivesse passado 10 anos aqui sem cogitar uma visita). Passear pelo centro admirando as grandes construções como Palazzo Madama, Palazzo Reale e a grande Praça Vittorio Veneto, que se abre ao Pò, já é em si um ótimo programa.

Turim_Piazza_Vittorio_Veneto

É nas imediações do centro também que se vê o símbolo máximo de Turim, a Mole Antonelliana, que começou a ser construída em 1863 para ser uma sinagoga. Em 1873 a comunidade hebraica cedeu o edifício à prefeitura de Turim, que a dedicou ao rei Vittorio Emanuele II. A Mole hoje hospeda o esplêndido Museu do Cinema.

Turim é famosa na Itália pelos seus inúmeros bares-cafés, muitos deles históricos. Uma das atrações é passear parando de vez em quando para entrar nessas pérolas antigas, conservados como eram nos séculos passados. Deixo aqui o nome de alguns, onde passei dessa vez, mesmo que só com a desculpa de tomar só um cafezinho.

Baratti Milano é o café dos cafés e fica na Piazza Castello.  Fundado em 1858, é uma confeitaria e bar de alto nível, com uma decoração feita de pavimento em mármore, balcão de mogno e lustres de cristal. Impossível descrever a atmosfera, a minha dica é que você entre, nem que seja para um café em pé no balcão. Foi o que eu fiz dessa vez, já que tinha na minha lista a passagem por pelo menos mais 2 dos inúmeros cafés da cidade.

O Mulassano fica bem perto do Baratti Milano, embaixo dos mesmos pórticos de Piazza Castello. Eram 12.30 quando perdemos o tour no bondinho histórico da cidade e resolvemos esperar o próximo (1 hora depois) “almoçando” alguma coisa no histórico café.

O lugar é minúsculo, com mesas também minúsculas de mármore (são só 4 dentro) e a decoração é inteiramente Art Nouveau. Uma placa diz que em 1926 a Sra. Angela Demichelis Nebiolo inventou ali o tramezzino (sanduíches de pão de forma macio preparados com inúmeros recheios) e já que o lugar é famoso por eles, foram a nossa pedida. A nossa escolha foi: queijo e azeitonas; alcachofra com atum; presunto; radicchio, queijo de cabra e azeite de tartufo e um de lagosta. Os sanduíches são tão pequenos quanto o bar e custam como ouro (dado o tamanho), mas são realmente de qualidade. Marido também escolheu um vermuth fabricado pelo próprio bar para acompanhar os sanduíches.

Turim dicas

Depois de voltar no tempo no Mulassano, conseguimos pegar o nosso bondinho e demos uma volta pela cidade. Ele parte da Piazza Castello e cerca de 40 min depois está de volta.

Naquele mesmo dia deixamos para o lanche da tarde a iguaria mais famosa da cidade e pelo qual eu pegaria um trem a cada 2 semanas só para tomar um copo. Al Bicerin é outro dos cafés históricos que deram fama à cidade e que inventou no final do século 18, o bicerin, bebida quente feita de café, chocolate quente meio amargo e creme de leite (não confundir com chantilly). Uma delícia!

Turim dicas bicerin

Esse também é um bar minúsculo, com decoração em madeira e mármore e vive cheio. No verão eles colocam algumas mesas do lado de fora e no inverno se não tem lugar dentro, você pode fazer o seu pedido e esperar fora pela senhora que saí para servi-lo.  Nós demos sorte dessa vez e conseguimos sentar. O serviço é muito bom e educado.

Para falar sobre os cafés históricos de Turim serviria uns 3 posts. Além desses que visitei dessa vez, deixo aqui o nome de outros, cada um com sua história e particularidade, que fizeram a fama da cidade: Caffé San Carlo, Caffé Torino, Fiorio, Gatsby, Neuv Caval ‘d Brôns, Roma già Talmone, Zucca.

GASTRONOMIA

A região do Piemonte é famosa pelo boa cozinha. Alí se come bem e ponto. Diversas são as especialidades da região, como o Brasato (carne feita no vinho) e a Bagna Cauda e a tradição dos vinhos (Barollo, Dolcetto, Nebbiolo, Barbaresco) e dos chocolates não fica atrás.

Opções de restaurantes e tratorias em Turim é que não faltam, mas deixo aqui, sem me prolongar muito,  as dicas de restaurantes por onde passamos e onde comemos bem e com bom serviço: Quanto Basta e L’Acino que ficam no Quadrilátero Romano da cidade, local cheio de restaurantes e vida noturna na cidade.

Uma dica: não saia para jantar sem reservar antes. Principalmente nos finais de semana os restaurantes ficam lotados e pode ser difícil achar uma mesa.

Em uma das noites e pela proximidade com o nosso hotel, na área Lingotto (antiga fábrica da Fiat), optamos por jantar na gigantesca Eataly. O mais famoso empório gastronômico do mundo nasceu aqui, já que seu proprietário é piemontês e a loja de Turim foi a primeira a ser inaugurada em 2004.

Eataly Turim dicas

“Boxes” de massa, pizza, verduras, quejos e frios, peixe, carnes, cervejaria…rodamos uns 30 minutos para vermos tudo e decidirmos o que comer. Nós nos dividimos entre massas e carnes. Os preços não são econômicos mas em linha com restaurantes de preços médios e a qualidade é médio- alta. E para quem não resistir, existe sempre a possibilidade de se esbaldar nas comprinhas de iguarias italianas para levar para casa.

OS MUSEUS E PALÁCIOS

Além dos museus que visitamos, Turim tem vários palácios que abrem suas portas a visitação e expõe suas salas, quartos e móveis de época como o Palazzo Madama e o Palácio Reale, antiga residência da família real italiana; a Galleria Sabauda e a Armeria Reale, só para citar alguns.

Por estarmos com as meninas, decidimos visitar os museus mais interessantes da cidade para as crianças.

MUSEU DO CINEMA

O museu está entre os mais importantes do mundo pela riqueza do seu patrimônio, mas uma das coisas que o rende único é a peculiaridade do seu percurso expositivo. Inaugurado em 1958, desde 2000 o museu fica dentro da Mole Antonelliana, uma construção fascinante que é o símbolo da cidade. A nova montagem do percurso expositivo da nova sede ficou por conta do cenógrafo suíço François Confino, que pensou nos ambientes de uma maneira que estimulassem os visitantes continuamente através de materiais aúdio-visuais.

Museu cinema turim

Nós fizemos um tour individual com um guia (Fábio) ótimo, que envolveu as meninas na história do cinema desde os primórdios, através de jogos de imagens como as lanternas mágicas, caixas óticas, estereoscópios e cinematógrafos.

Difícil escrever em um post a grandiosidade do museu e os inúmeros materiais expostos, como vestiários de filmes, o telegrama que Fellini recebeu da Academia quando foi indicado ao Oscar, posters de filmes, simuladores de efeitos especiais.

Depois de uma visita espetacular e diria, cinematográfica, fechamos com chave de ouro, já que tínhamos o bilhete completo e subimos até cúpula da Molle Antonelliana com um super elevador transparente que fica no meio da construção. Lá de cima se vê Torino, suas praças e as montanhas ao redor.

MUSEU EGÍPICIO

Pode parecer repetitivo, mas está aí um grande museu de Turim e da Itália. A concepção da montagem expositiva é mais “velha” e tradicional, mas o museu é o segundo maior do mundo depois do Museu do Cairo pela importância do acervo, dedicado exclusivamente a arte egípcia.

No momento o museu passa por reformas e a finalização está prevista para 2015, já que Turim quer aproveitar o fluxo de turistas presentes em Milão para a Expo2015. Mas isso não compromete a visita.

Nós optamos por uma visita guiada em grupo, para crianças e a nossa guia, Serena, fez um percurso onde explicava as crianças os principais deuses, deusas e divindades da terra dos faraós. O grupo de crianças eram de idade heterogênea (de 5 a 10 anos), os mais velhos eram avantajados por saberem já alguma coisa (aqui, na quarta série se estuda a civilização egípcia), mas mesmo os mais novos ficaram fascinados pelas múmias de gatos e estátuas de deuses com cara de animais.

No andar de cima, uma sala expõe a Tumba de Kha, descoberta por um arqueólogo italiano no início do século 20., completamente intacta. Com isso,  junto com o sarcófago estão expostos todos os pertences encontrados dentro da grande construção, como o sarcófago da esposa de Kha (que era um arquiteto) e utensílios como vasos, pentes, escovas de cabelo e até comidas desidratadas (pães).

A visita terminou depois de 1 hora na sala das estátuas, onde esfinges e estátuas de deuses e deusas ficam expostas em sequência.

MUSEU DO AUTOMÓVEL 

Essa foi nossa última escolha antes de voltarmos para Milão. Confesso, que como mulher, pouquíssima ligada em carro e mãe de duas meninas, não estava muito entusiasmada não. Mas o museu me surpreendeu. Só depois que estava lá descobri que o percurso expositivo aqui também foi projetado pelo mesmo cenógrafo que projetou o Museu do Cinema de Turim.

São 30 salas divididas em 3 andares que mostram, em ordem cronológica desde os primeiros projetos de carros no final do século 19 até as últimas novidades, tudo de forma estimulante, em ambientes reconstruídos segundo a década representada. Vídeos que ilustram o contexto histórico, música e objetos de época completam a montagem.

museu_automovel_de_turim

Não é um museu tedioso em nenhum momento, mesmo para quem não é interessado em carros. No final da nossa viagem, o Museu do Automóvel e o do Cinema foram os preferidos das meninas.

HOSPEDAGEM

Nessa nossa segunda vez em Turim, optamos de novo por um hotel da rede espanhola NH. Há dois anos ficamos em uma unidade no centro, chamada  NH Santo Stefano. Dessa vez escolhemos o NH Lingotto, um hotel 4 estrelas que fica dentro da antiga fábrica da Fiat, hoje transformada em centro congresso, shopping, hotéis e até uma pequena Pinacoteca (da família Agnelli, fundadores e proprietários da Fiat) que visitamos na manhã de sábado.

É um pouco mais afastado do centro, mas Turim tem uma única linha de metrô bem comprida, que chega até o Lingotto e o liga com o centro em 10 minutos.

PS:. Devido ao grande número de informações sobre os museus, restaurantes e cafés e respectivos endereços e horários,  deixarei aqui a lista dos sites de todos os lugares citados no post, assim temos a certeza que as informações estarão sempre atualizadas.

Baratti Milano MulassanoAl Bicerin

Quanto Basta (restaurante)L’Acino (restaurante)Eataly Turim

Palazzo Reale Palazzo Madama – Galleria Sabauda – Armeria Reale

Museu do Cinema (site em português) – Museu Egípcio Museu do Automóvel

NH Lingotto

Fotos: Milão das mãos e Wikicommons (vistas de Turim)

*Esse post contém link para afiliados (Booking  e RailEurope). Para saber sobre nossa política de monetização, clique aqui.

Lago d’Iseo: um passeio pertinho de Milão

Uma ótima dica de passeio perto de Milão para quem está viajando de carro pelo Norte da Itália pode ser o pouco conhecido, mas não menos bonito, Lago d’Iseo. Em relação ao badalado Lago de Como e  de Guarda, esse é bem mais tranquilo.

O lago d’Iseo fica a 85 Km de Milão e pegando a rodovia A4 e só sair em Rovato e seguir as indicações para Iseo. Uma das melhores coisas da viagem, para mim, é que antes de chegar a Iseo, você passa pelas cidadezinhas da região da Franciacorta e na primavera a paisagem é composta por seus lindos vinhedos.

vinhedos franciacorta Italia

Durante a primavera e verão, as cidades em volta do lago atraem muitos turistas, italianos e estrangeiros, que se hospedam na região ou optam por passar um dia de sossego tendo o lago como moldura. Iseo  em si não oferece grandes opções de visitas e em pouco tempo, se você quiser, pode visitar a Pieve di Santo André. Nós optamos, depois de uma volta pela beira-lago por pegar um barco e ir almoçar em Monte Isola, que você avista no meio do lago logo quando você chega a Iseo.

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Foto: Luca Giarelli

Maior  ilha lacruste da Itália, Monte Isola é uma cidadezinha de 1.800 habitantes, bem alta, cujas principais atrações  para os turistas são: mais um pouco de passeio a pé ou de bicicleta, uma parada para um pic nic, a visita ao Santuário de Santa Maria della Ceriola , que fica em cima do monte e onde  parar chegar precisa caminhar um pouco, subindo.

Nós resolvemos só passear um pouco e não nos aventuramos nas subidas pela ilha. Na verdade, fomos até lá para almoçarmos em um dos restaurantes ilha e escolhemos o La Foresta, um restaurante muito agradável onde comemos o Coregone, um peixe de lago preparado nessa época do ano. Escolhemos preparações diferentes (ao forno e na brasa), acompanhados de uma taça de espumante Franciacorta.

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O La Foresta não é um dos restaurante mais baratos da ilha, em quatro pessoas, com peixes, uma garrafa de espumante e sobremesas gastamos 104 euros, mas estava tudo muito bom e o serviço é muito educado. Outro restaurante famoso pela vista panorâmica do lago é o Castelo Oldofredi, que também é um hotel. A ilha oferece outras opções mais em conta e também quiosques onde comprar um sanduíche, um pedaço de pizza e sentar em um dos bancos na beira do lago para apreciar a vista e a brisa.

Iseo

A cia. de navegação do lago, promove entre junho e agosto, minis cruzeiros de 3 horasm tanto diurnos  com opção de visitas guiadas e noturnos com opção  de jantar.  Para informações, consulte o site.

Crespi d’Adda: dica de passeio em um Patrimônio Unesco perto de Milão

A maioria dos turistas que passa por Milão, passa rápido, já na pressa de alcaçar outros destinos. Muitos depois de 1 ou 2 dias na cidade, partem para Verona, Veneza e até Florença em um bate e volta. Essas são todas elas cidades que merecem uma visita, mas muitas vezes, o desavisado turista subestima as belezas da Região da Lombardia, que oferece passeios agradáveis aos lagos e cidades menores, algumas Patrimônio da Humanidade Unesco.

É o caso do pequeno vilarejo de Crespi d’Adda, que fica no eixo da rodovia A4 que liga Milão à Veneza e onde você pode parar, caso esteja de carro, indo para Bergamo Alta, por exemplo.

Crespi d’Adda faz parte de uma outra cidade (Capriate San Gervasio) e foi concebida como vila operária pela família Crespi nas décadas finais de 1800, depois que um dos filhos do industrial do ramo têxtil voltou de uma viagem à Inglaterra da Revolução Industrial.

Casa Crespi d'Adda Italia

Casa dos operários

Crespi d'Adda Italia Patrimonio Unesco

É um vilarejo sem saída, se entra e se sai pela mesma rua e foi pensada para reunir em volta da fábrica de algodão da família Crespi, as casas dos operários, gerentes e diretores junto com todos os serviços necessários: igreja, escola, médico, armazéns, banheiros e lavanderias públicas e até o cemitério.

Lavanderia Crespi Italia

A lavanderia pública

Para morar em uma das casas da vila, pelos menos um dos integrantes da família tinha que trabalhar na fábrica  e a vida de todos girava em volta das necessidades e ritmos dessa.

Ao Norte do vilarejo, no alto, se situam as casas do padre e do médico (as pessoas mais cultas e com mais estudo da época). A arquitetura das casas (todas com jardim) saõ de inspiração inglesa e são alinhadas uma ao lado da outra em ruas paralelas. Indo em direção do cemitério (e do final do vilarejo) se encontram as casas maiores e mais elaboradas  dos gerentes e dos diretores. Ao lado das casas fica a grandíssima fábrica com suas grandes chaminés.

Casa de gerente da fábrica

Fabrica Crespi Italia

A antiga tecelagem

Crespi entrou una lista de Patrimonio da Humanidade da Unesco em 1995 e ainda hoje a maioria dos moradores são descendentes dos trabalhadores que viveram e trabalharam alí. A fábrica funzionou até 2004 sempre no ramo da tecelagem mas hoje está abandonada.

Para quem  estiver com crianças, Crespi tem um gracioso parque com bastante sombra, ideal para uma parada e por que não, um picnic.

Se você fica mais tempo por Milão e arredores, Crespi é uma  ótima dica de passeio diferente que fica só a 30km de Milão. Os domingos, de março a outubro, a associação Crespi Cultura promove visitas guiadas também em inglês. Para informações, confira o site.

Fotos: Fran Ferreira Pinto para Milão nas mãos

Crespi d’Adda (Capriate San Gervasio)
Rodovia A4 (Milão-Veneza) – saída Capriate