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Estúdio Museu Achille Castiglioni em Milão

Impossível pensar no design italiano e não pensar, entre tantos nomes, no de Achille Castiglioni, arquiteto e projetista milanês.
Nascido em Milão em 1918, se formou em Arquitetura no Politécnico de Milão, onde depois foi professor no curso de Desenho Industrial. Achille é o autor de vários objetos icônicos do design italiano, como por exemplo a lâmpada Arco, projetada por ele em 1962 para a marca Floss e ainda hoje em produção.

Salão do Móvel 2016 em Milão

Esse ano a 55 edição do Salão do Móvel de Milão acontece de 12 a 17 de abril. Os primeiros dias (12 a 15) o evento é dedicado aos profissionais do setor. A feira será aberta para o público no final de semana (16 e 17).

As edições especiais desse ano ficam por conta do Eurocucina, que traz o que há de mais novo na projeção de cozinhas junto com o FTK (Technology For the Kitchen) que apresenta o melhor dos eletrodomésticos para cozinhar. Completam a feira, o Salone Internazionale del Bagno, dedicado aos projetos, materiais e acessórios para banheiros e o Salone Internazionale del Completamento Arredo, parte anual da feira que se dedica desde 1989 aos objetos de decoração de todos os tipos.

21° Triennale de Design e Arquitetura em Milão

Com o tema Século 21: design após design, a Trienal de Arquitetura e Design desse ano, que acontece entre 2 de abril e 12 de setembro, promete ser uma das maiores já realizada e essa edição vai passar os confins do Palácio da Arte e será realizada em outros 11 espaços espalhados pela cidade como HangarBicocca, Mudec, Museu da Ciência e Tecnologia, Politecnico e até a Villa Reale de Monza.

Temas como as novas fronteiras da globalização, as mudanças urbanas e urbanísticas, a relação entre o artesanato e as novas tecnologias, o papel da mulher no design, entre outros, serão abordados nas 20 mostras concebidas pela Comissão Científica da Triennale em colaboração com outros 9 arquitetos e artistas.

Hotel Diurno Venezia: um spa dos anos 20 em Milão

Milão sempre à frente no tempo. Em uma época onde o conceito de SPA não era conhecido, a cidade oferecia aos seus moradores e aos viajantes de passagem um serviço muito parecido ou até melhor.

Serviço de cabeleireiro para senhoras, barbeiro, manicure, engraxate, banheiros, duchas, banheiros de luxo com banheiras, termas, serviço de bilheteria ferroviária, lavanderia, lounge, uma agência de turismo, um banco, guarda-volumes…

A Fundação Prada em Milão

Imaginem uma milanesa D.O.C, empresária de grande sucesso, conhecida mundialmente, colecionadora de arte, que um dia resolve compartilhar tudo isso com a sua cidade e pensa: quero fazer bem feito, moderno e lindo.

Acho que foi o que pensou Miuccia Prada quando decidiu dar de presente para a  cidade a recém inaugurada Fondazione Prada.

Pontos para o desafio de não pensar na zona central da cidade e se estabelecer na (considerada) periferia sul de Milão, logo abaixo de Porta Romana. Mais pontos ainda por ter recuperado uma imensa ex área industrial (como fez também seu colega Armani em Zona Tortona) típica da arquitetura e história da cidade.

São 19.000mt² onde no século passado (1916) funcionava uma destilaria. O projeto do famoso arquiteto holandês Rem Khoolas, que também projeta algumas lojas Prada pelo mundo e cuida da cenografia de alguns desfiles, aproveita os espaços de diferentes tamanho e altura do complexo para compor um conjunto dinâmico e ao mesmo tempo harmonioso, que funciona.

Fundação Prada Milão

Os espaços abertos dos pátios e o bar são acessíveis sem o pagamento do bilhete (que serve só para o acesso às mostras) fazendo do lugar um novo ponto de encontro para os milaneses.

Os espaços fechados articulados em galpões divididos em salas de diferentes tamanhos, outros deixados como espaços únicos, a já emblemática torre dourada (folheada a ouro) e subsolos hospedam as exposições permanentes e temporárias das obras de arte Sra. Prada e seu marido.

A coleção do casal é imensa e cheguei a perguntar para uma das monitoras onde estava tudo isso antes da fundação ser aberta: “Em depósitos”, ela respondeu. A coleção é predominantemente de arte contemporânea, algumas tão conceituais que mesmo com a explicação dos monitores (que vestem um uniforme Prada não tão bonito) são difíceis de entender. Mas no todo, funciona.

Milão Fundação Prada

Lucio Fontana, Yves Klein, Louise Bourgeois, Roy Lichtenstein, Piero Manzoni, Michelangelo Pistoletto, são só alguns nomes dos artistas com obras expostas na fundação. Dada as dimensões da coleção, as obras serão expostas em rotação nos espaços dedicados às mostras temporárias.

Tudo isso ainda é coroado por um cinema com 200 lugares e com entrada grátis, onde serão exibidos ciclos dedicados a grandes diretores do cinema mundial (eles começaram com Polanski) e pelo também já icônico Bar Luce, que teve a decoração projetada pelo excêntrico diretor de cinema Wes Anderson e propõe uma revisitação dos bares milaneses na década de 50, com direito a juke box e flipper.

Bar Fundação Prada Milão

No momento, uma outra grande torre, que terá 9 andares de alturas diferentes está sendo construída (previsão de abertura jan 2016) e vai hospedar outras salas para exposições, uma sala conferência e um restaurante no teto.

Com certeza o lugar vai virar um ponto de referência cultural na cidade. Que seja para visitá-la por completo ou só passar para conhecer o espaço e tomar um café, inclua a Fundação Prada na sua próxima passagem por Milão.

A Fundação Prada também tem um espaço dedicado à fotografia na Galeria Vittorio Emanuele, o Osservatorio, da qual falei nesse post.

Fundação Prada (site)
Largo Isarco, 2
De dom a quin das 11 às 19
Sexta e sábado das 11 às 22
Fechada às terças
Ingressos: 10 euros (o ingresso é válido por 7 dias para visitar o Osservatorio na Galleria Vittorio Emanuele)
Grátis até os 18 anos e acima de 65 anos
Como chegar: M3 Lodi (linha amarela) e depois cerca de 10min a pé
Ônibus 79: descer no Largo Isarco