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Il Mercato del Duomo: empório e restaurante no centro de Milão

A oferta de restaurantes no centro de Milão ganha mais uma opção, que na verdade são várias opções. Inaugurado em maio de 2015, Il Mercato del Duomo é o empório gastronômico e os restaurantes distribuídos em 3 andares em plena Praça Duomo.

5 dicas de onde comer sanduíches em Milão

Quem está fazendo turismo em Milão, usando a maior parte do tempo para conhecer seus monumentos, muitas vezes prefere parar na hora do almoço só para um lanche rápido. Confesso que eu mesmo uso essa fórmula com meus clientes durante meus tours mais longos para perder menos tempo.

Mas comer um sanduíche aqui na Itália não é sinônimo de fast food. Nem pense em uma coisa dessas. Milano é a capital oficial italiana do panino e você pode se deliciar com sanduíches feitos com o melhor dos produtos italianos preparados com inúmeros tipos de frios, queijos e molhos, muitas vezes em combinações muito originais. É o que se chama de panino gourmet. Os preços variam de 5 a 14 euros, mas se você não “abusar” nas bebidas (bebendo água, por exemplo) pode ser também uma opção de refeição barata em Milão, gastando até 10 euros.

Aqui uma pequena lista dos melhores lugares onde comer um sanduíche em Milão no centro ou nas imediações.

DE SANTIS

Começo com o lugar mais famoso de Milão, já que tem quem diga que foram eles inventaram o panino gourmet por aqui.

200 tipos de sanduíches preparados com frios, queijos, patès, funghi, verduras de ótima qualidade e pão crocante com preços que vão dos 5 aos 14 euros (com lagosta).

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O estabelecimento histórico é o do Corso Magenta, 9 (o que eu frequento), minúsculo, com poucos lugares e decoração de madeira. Eles tem também uma filial no 7° andar da La Rinascente, com menos opções de sabores e sem a atmosfera De Santis Magenta. Leia o post que escrevi anos trás sobre o lugar.

PANINO GIUSTO

Quem é de São Paulo talvez lembre da nossa filial na Rua Augusta, lá embaixo, sentido Jardins. Aqui é um dos precursores com a primeira loja aberta em 1979 em Corso Garibaldi.

Por aqui, virou rede e nos últimos anos o número de lojas se multiplicaram por Milão. Presunto de Praga, tartufo, queijos, frios, salmão defumado, receitas vegetarianas, receitas elaboradas por chefs estrelados e a idéia de servirem também hamburgers e pratos rápidos fazem a diferença por aqui.

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São várias unidades pela cidade. Quem está no centro tem a opção de San Babila e Via Turati, mas você pode encontrar também um Panino Giusto em Via Torino, Navigli, Porta Venezia, Corso Garibaldi. Clique no site deles para ver todos os endereços e bom apetite.

PANINI DURINI

Tudo começou com um cubícolo em Via Durini (daí o nome do lugar), mas nos últimos meses eles se alargaram e conquistaram a cidade.

Com um ótimo custo benefício, no momento é o meu preferido (por causa do pão). Os sanduíches custam de 5 a 10 euros e você pode escolher entre atum, presunto cozido e crú, bresaola, mortadela, culatello, salame, speck, coppa, peito de perú, salmão norueguês, roast beef em várias combinações com ingredientes de qualidade. Para quem quer fugir do sanduíche, eles também servem saladas.

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Eles também servem café da manhã, com uma grande variedade de briochès doces (croissant), muffins, sucos e vitaminas de frutas.

A unidade de Corso Magenta é meu refugio quando eu chego cedo em dias de visitas a Santa Ceia, mas eles tem vários endereços, clique no site para conhecer todas as lojas.

CROCETTA

Outro panino nascido nos anos 80, em plena onda do movimento Paninaro em Milão. A primeira unidade era a de Corso de Porta Romana, estação Crocetta do metrô. Mas a família se alargou e hoje eles contam com mais 3 unidades em Milão, a última aberta recentemente às portas de Brera e onde comi um panino Cosacco dias atrás: bresaola, queijo caprino, limão e gotas de vodka.

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As opções de ingredientes são as mesmas dos concorrentes e passam por vários tipos de frios, como o preseunto de javali, queijos e alguns tipos de peixe cmo atum, salmão e peixe espada. Servem também pratos frios preparados com verduras e frios e saladas. Clique aqui para conhecer todos os endereços.

FIASCHETTERIA COCOPAZZO

Sempre em Via Durini, no. 26,  ao lado do concorrente Panini Durini, um espaço minúsculo, cerca de 20 metros quadrados onde um atendente prepara, no momento, um sanduíche com pão crocante com os ingredienets que você escolher .

Nada de mesas nem cadeiras. No máximo, 2 banquinhos e um barril de vinho em pé onde apoiar copo e prato. Tudo na calçada.

fiaschetteria

Para quem preferir, é possível tomar um taça de vinho (que para mim não combina com panino) e escoher uma tábua de queijos para petiscar. Atrás fica o restaurante toscano do mesmo nome, mas confesso que a provei anos atrás e me deixou indiferente. Nada demais.

Milão em 1 dia: dicas do que fazer

Turisticamente falando, acho que para conhecer a maioria das médias-grandes cidades do mundo serviria pelo menos 1 semana. As cidades com uma grande concentração de arte e cultura então, nem se falam. Mas por vários motivos, essa não é a permanência dos turistas nas cidades e no caso de Milão, infelizmente esse número cai drasticamente e muitos deles passam só 1 dia inteiro por aqui.

Foi pensando nisso, que resolvi dar as minhas dicas do que fazer em Milão em 1 dia, pensando em um passeio turístico a pé pela cidade. Os horários são mera indicação e é claro que você pode levar mais ou menos tempo para fazer cada coisa.

O dia vai ser puxado e começa cedo, mas um bom par de sapatos confortáveis e disposição para descobrir a cidade são suficientes para aguentar a pegada. Bom passeio!

9h- Praça Duomo e a catedral: A beleza da cidade dá o melhor de si nas primeiras hora do dia, quando as lojas ainda estão fechadas e turistas e milaneses começam a se preparar para mais um dia. Chegar a Praça Duomo por volta das 9hs pode fazer a diferença (se puder antes, melhor), você não vai encontrá-la vazia, mas menos cheia.

Ninguém pode passar por Milão sem passar por alí. Contemple com calma o Duomo e suas agulhas de mármore, cenário de um mundo de cerca 2.700 estátuas na parte de fora. Admire telamões, santos e gárgulas, sem esquecer da mais importante senhora milanesa, a Madonnina, que domina a agulha maior, antes de entrar.

No seu interior, não deixe de notar uma Meridiana (no chão, perto das portas), os vitrais que contam a história de santos e o evangelho, a famosa estátua de São Bartolomeu dissecado no fundo da nave direita e a cripta de São Carlos embaixo do altar.

telhados duomo milao

Para dizer mesmo que conheceu o Duomo de Milão, se o tempo é bom, vale a pena subir aos telhados e ter uma vista da cidade.

A praça hospeda também outros palácios importantes que você vai ver, como o Palácio Real, dedicado aa grandes mostras temporárias da cidade e o Museu Novecentos, a coleção municipal de arte contemporânea.

11h- Galeria Vittorio Emanuele: depois de deixar a catedral, entre e atravesse devagar a Galeria Vittorio Emanuele ou como é chamada aqui: “Il salotto di Milano”, ou seja, a sala de estar dos milaneses, com seu ar chique e seus restaurantes hoje turísticos, mas que estão alí quase desde a abertura.

Um dos templos das compras de luxo da cidade, a Galeria foi construída no finald o século 19 como um corredor coberto que ligasse a Praça Duomo a Praça Scala. Repare no pavimento original e nos mosaicos abaixo da grande cúpola de vidro, que representam os quatro continentes.

Para quem quiser curtir um pouco a atmosfera, uma opção é sentar no café do restaurante Cracco para um cafezinho de luxo.

11h30- Praça Scala: do outro lado da Galeria fica a outra praça famosa da cidade, que leva o nome do conceituado teatro de lírica, o Teatro alla Scala.

A fachada neoclássica não deixa ninguém de bocas abertas, porque todo o seu esplendor está no seu interior, com sua bela sala a forma de ferradura de cavalo que ainda hoje hospeda a temporada lírica, de ballet e da filarmonica da cidade.

Uma curiosidade para os brasileiros, é saber que foi alí, em março de 1870 que o compositor Carlos Gomes estreou o ópera O Guarani.

12h- Castelo Sforzesco: deixando a Praça Scala volte em direção ao Duomo e siga na direção oposta até chegar ao Castelo Sforzesco.

Ampliado em época Renascentista como castelo defensivo, se transformou em residência ducal na metade do século 15 e viu seus anos de fama como uma das cortes mais refinadas do Renascimento durante o período que Leonardo da Vinci viveu e trabalhou por alí, afrescando uma das salas.

castelo milao

Hoje, o castelo abriga vários museus municipais de grande importância. Vale a pena entrar pelo menos no Museu de Arte Antiga e contemplar a sala afrescada por Leonardo e a Pietà Rondanini di Michelangelo, que fica no final do percurso.

Se optar por não visitar o museu, atravesse o castelo observando a sua estrutura, formada ainda de parte da fossa e das torres de guarda. Saindo pela parte de trás, você dá de cara com o maior parque da cidade, o Parque Sempione, antigo bosque de caça da família ducal nos tempos áureos do castelo.

A essa altura você já deve estar um pouco cansado. A opção é descansar embaixo de uma árvore no parque, se o clima permitir ou, dando as costas para o castelo, com o parque a frente, sair pelo portão da direita em direção ao bairro de Brera, para o almoço.

14h- Brera: o antigo bairro dos artistas e da casas de prostituição até os anos 50, hoje é um dos metros quadrados mais caros da cidade e meta de turistas e locais que aproveitam seus bares, restaurantes, lojas e galerias.

A moldura são os prédios graciosos mas que conversam ainda a arquitetura popular das casas milaneses dos séculos passados. Em Via Fiori Chiari, você pode decidir parar para o almoço com um panino (sanduíche) ou uma salada no histórico Bar Brera ou nos restaurantes da rua, como o milanesíssimo Nabuco. É sempre em Brera, que ficam também o café torrefação Cafezal e o modernoso Pisacco.

bairro brera milao

15h30- Pinacoteca de Brera: Nada melhor depois ao almoço e da descansada, que retornar a descoberta de Milão com obras de Caravaggio, Mantegna, Raffaello, Bellini, Hayez e outros grandes nomes, no maior museu da cidade. Realmente vale investir um pouco do seu dia para conhecer essa maravilha.

Visualize o mapa Praça Duomo-Brera  clicando aqui

17h- Corso Garibaldi – Cso. Como: Depois da visita, partindo da Pinacoteca de Brera siga até Corso Garibaldi e continue em frente caminhando e curtindo as lojinhas e lojonas, como a Eataly e 10 Corso Como que estão antes de você chegar na parte moderna da cidade.

17h30- Praça Gae Aulenti: é novíssima e seu arranha-céu principal, o Torre Pelli, já é um ponto de referência na cidade, com seu pináculo que remete aos seus similares na grande Duomo.

torre_pelli_milao

Olhe um pouco as vitrines das lojas que dão para a praça ou simplesmente sente-se para olhar o vai e vém, antes de descer em um dos lados e pegar o metrô na Estação Garibaldi (linha verde) e ir até a Estação Porta Genova (linha verde). Saindo da estação, pegue Via Vigevano para terminar seu dia com um happy hour na sugestiva área dos canais de Milão.

Visualize o mapa Brera-Praça Gae Aulenti clicando aqui



18h30- Navigli: outro bairro popular da cidade, com suas casas de balaustras debruçadas em pátios internos e que hoje concentra inúmeros bares e restaurantes onde locais se refugiam depois do expediente para o famoso ritual do aperitivo.

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Visualize o mapa Estação Porta Genova-Navigli clicando aqui

O dia foi longo e cansativo, mas antes de se despedir de Milão, escolha um dos bares e relaxe com um Spritz (um clássico milanês) ou qualquer outro drink antes de voltar para o hotel com a certeza de ter explorado ao máximo a cidade.

Outono em Milão e seus lugares bonitos

Este post faz parte da Blogagem do Outono Europeu, uma série de posts sobre o outono europeu que o Milão nas mãos, juntamente com outros blogs brasileiros de cidades europeias, estará publicando.

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Pode-se dizer tudo de Milão, menos que seja uma cidade colorida. É assim e se aceita, é assim e nos esforçamos para vermos, na falta de cor das suas belas arquiteturas, a sua beleza.

Mas ainda que no imaginário coletivo seja a Primavera a estação das cores, na minha opinião é o outono, na suas variações de tons de amarelo, vermelho e  laranja, que doa a cidade os meses mais bonitos do ano.

parques milao

Parque Sempione

É o momento de apreciar aquelas manhãs que começam a serem frias mas com sol, que faz espaço entre as folhas multicores das árvores que cairão com o próximo vento.

E é por isso que entre os lugares mais bonitos na cidade nessa estação, estão os parques. Sim, pode parecer óbvio, mas nada tira deles o primeiro lugar. Com isso, uma caminhada no Parque Sempione depois de passar pelo Castelo Sforzesco, ou  o meu preferido Giardini Pubblici te presenteia com um espetáculo de cores e perfumes que nós brasileiros não estamos acostumados.

Giardini Pubblici em Porta Venezia

Giardini Pubblici em Porta Venezia

Colado no Giardini Pubblici, fica a Villa Reale, que tem um dos jardins posteriores mais lindos de Milão e é um deleite o ano todo. Um cartaz no portão de acesso diz que a entrada é consentida só para adultos com crianças, mas sexta-feira não tinha ninguém controlando e eu entrei rapidinho para tirar essa foto.

villa reale milao parques

Jardim posterior da Villa Reale

O outono, e mais especificadamente os meses de setembro e outubro, é como a calmaria antes da tempestade, que no nosso caso é o inverno rígido.  São aqueles dias que ainda é prazeroso passear pelas ruas e sentar-se do lado de fora de um restaurante  na zona dos canais (Navigli), único curso de água da cidade. Em dias de sol, o reflexo na água é lindo, mas também tem seu charme em dias mais frios, quando é coberto pela típica neblina milanesa.

O bairro dos canais (Navigli)

O bairro dos canais (Navigli)

E o que dizer do nosso maior símbolo, o nosso Duomo, que impera no centro da cidade e tanto nos dias de sol no outono, quando a luz reflete no seu esplêndido mármore de Candoglia meio rosa meio branco, quantos nos dias mais frios de neblina, não deixa nunca de encantar turistas e locais.

O Duomo de Milão coberto pela neblina

O Duomo de Milão coberto pela neblina

Mas como Milão, eu não canso de dizer, é uma cidade pouco óbvia, seus encantos no outono estão também em lugares (infelizmente) pouco explorados pelos turistas, como o meu adorado claustro da igreja de Santa Maria delle Grazie, que é aberto ao público. Ainda que suas árvores não mudem de cor intensamente, é um dos lugares mais tranquilos no centro da cidade e perfeito para a contemplação da maravilhosa arquitetura exterior da igreja.

Uma outra opção para o turista é a linda Villa Necchi Campliglio. O acesso  ao jardim e a cafeteria é gratuito e até que as temperaturas permitam, sentar para ler o jornal e tomar um café ao lado da piscina (umas das primeiras particulares em Milão nos anos 30) é um verdadeiro prazer, como mostra a foto que tirei ontem.

parques milao

O jardim com piscina da Villa Necchi Campiglio

Conclusão, seja pelas belas cores e pelas temperaturas externas ainda suportáveis, o outono pode ser um ótimo período para você conhecer e se encantar por Milão.

Fotos: Milão nas mãos – exceto Duomo (internet)

Para ver os demais posts da Blogagem do Outono Europeu, visite:

Alemanha! Porque não?
Conexão Paris
Londres para principiantes
Passaporte BCN
Turomaquia

 

Praça Affari: dinheiro, história e arte em Milão

Dinheiro: Uma praça situada no centro de Milão e pouco conhecida é a Piazza Affari (alguma coisa como Praça dos Negócios). Como todo mundo sabe, Milão é a capital econômica da Itália, mais ou menos como São Paulo para o Brasil. Por isso, na cidade temos as sedes de grandes bancos e da Bolsa de Valores.

Bolsa de valores Milao

Na praça, o edifício que mais chama a atenção é o Palazzo Mezzanotte, sede da bolsa de valores italiana desde 1927, onde nos inícios dos anos 90 com a adoção das transações telemáticas, o sistema de “gritos” foi abandonado. Hoje, os brokers trabalham em escritórios discretos espalhados pela cidade e o belo palácio, que se chama Mezzanote porque esse é o sobrenome do arquiteto que o projetou, é usado para convenções e eventos.

História: Mas se o Palazzo Mezzanote é pouco conhecido e frequentado por turista e locais, é embaixo que fica a sua parte ainda menos conhecida mas talvez a mais interessante: os restos (fundações) do teatro romano de Milão.

Teatro Romano Milao

Sim, porque nos tempos do Império Romano, Milão se tornou uma cidade sempre mais importante, até virar a sua capital em 286 d. C e competir com Roma por beleza e grandiosidade. Por isso, aqui não poderia faltar um teatro, que podia abrigar cerca de 8.000 espectadores e cujos restos podem ser visitados (para maiores informações, click nesse link).

Arte: Desde 2010, no centro da Piazza Affari fica a escultura L.O.V.E. de Maurizio Cattelan, artista italiano contemporâneo famoso no mundo das artes. Conhecido pelas suas provocações, até o  Guggenheim de New York dedicou a ele uma mostra recentemente. O irreverente dedo médio, como outras obras e Cattelan, provocou polêmica e discussões, mas hoje a cidade já se acostumou a ele.

escultura Milao

Piazza Affari também é o espaço  de várias manifestações e festas ao ar livre na cidade. Se vocè quiser conferir a escultura, o palácio ou os restos romanos do teatro, deixando a Praça Duomo e indo em direção ao Castelo Sforzesco, fica ao lado esquerdo da Praça Cordusio. Não tem como errar!

Fotos: Milão nas mãos e internet

Mappa Piazza Affari