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Muba: museu da criança em Milão

 

Milão esperou anos para ter uma sede definitiva para o Museu da Criança.

Em dezembro do ano passado, finalmente a cidade ganha o Muba, Museo del Bambino, localizado na antiga igreja desconsagrada de São Miguel que faz parte da Rotonda della Besana, utilizada em época renascentista como área de cemitério do hospital da cidade, que ficava nas imediações.

dicas crianças Milao

Confesso que a trupe Milão nas mãos acabou demorando um pouco para conferir o novo espaço dedicado “ai piccoli”, mas em outubro tínhamos uma hóspede de 7 anos em casa e em um sábado de sol resolvemos nos inscrever em um dos laboratórios propostos pelo museu.

Saber que você está entrando em uma antiga igreja, faz com que você repare na arquitetura do espaço e até nos capitéis das colunas, decorados com estátuas de crânios, visto a função do lugar.

milão com crianças

O museu é pensado como um grande laboratório, essencialmente para crianças italianas ou que falem italiano, já que as atividades propostas são guiadas por monitores.

A programação muda a cada mês e em outubro acabamos escolhendo pela ‘Feira de histórias’ onde depois da explicação dos monitores, as crianças podiam “comprar” vários ingredientes nas bancas montadas no espaço e depois compor uma história, que por sua vez, podia ser escutada por outras crianças e pais em outras banquinhas espalhadas no espaço do laboratório.

milão com crianças

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Nem preciso dizer que as mascotes se divertiram pensando no personagem, na história a contar. Até a nossa hóspede, que não entendia nada de italiano, depois da nossa tradução da explicação, participou muito bem do percurso.

Menos voltado para os turistas estrangeiros, o Muba é uma oportunidade para quem mora em Milão ou arredores e tem filhos, de passar uma tarde de final de semana diferente na cidade.

O espaço também conta com uma livraria e um bistrot/restaurante.

Muba – Museo del Bambino
Rotonda di Via Besana
De terça a domingo – consultar horários dos laboratórios clicando no site
Ingressos: 8 euros crianças e 7 euros adultos
 

Leia também:

Dicas de Milão para crianças com informações sobre outros museus

Dicas do que fazer em Turim

Turim. Está aí uma cidade pouco levada em consideração pelos turistas (ao menos os brasileiros) para uma visita e que vale realmente a pena conhecer.

A cidade foi capital diversas vezes durantes os séculos: do Ducado de Savoia no séc. 17, do Reino da Sicília e da Sardenha no séc. 18  e enfim, a primeira capital da Itália depois da união em 1861. Todo esse ar de nobreza se vê na arquitetura da cidade, feita de grandes palácios e praças imponentes, emolduradas por mais de 18km de pórticos.

Ainda que parte dos edifícios sejam pouco conservados, Turim não perde seu ar de grandeza. Para ajudar esse belo panorama, a cidade é atravessada de um lado pelo Rio Pò.

Turim dicas do que fazer

Quarta cidade italiana depois de Roma, Milão e Nápoles, Turim é também um importante polo universitário, artístico, cultural e automobilístico no país. Impossível não ligar a ela o nome da família Agnelli e a marca de automóveis FIAT.

Turim também é sede de famosos museus nacionais e foi pensando na visita a alguns deles, que depois do Natal resolvemos passar alguns dias na cidade com as meninas.  Para quem tem tempo, eu diria que a cidade vale mais que um bate e volta desde Milão e aqui ficam algumas dicas do que fazer em Turim em mais ou menos 2 dias.

A cidade fica a 150 km de Milão e é fácil chegar de carro direto pela rodovia A4 ou de trem veloz, numa viagem que leva apenas 1 hora.

O CENTRO, SUAS PRAÇAS E SEUS BARES HISTÓRICOS

Aos meus olhos, Turim é uma cidade imponente, nobre. Gostei de cara já na primeira vez que a visitei, há 2 anos atrás (e me perguntei como já tivesse passado 10 anos aqui sem cogitar uma visita). Passear pelo centro admirando as grandes construções como Palazzo Madama, Palazzo Reale e a grande Praça Vittorio Veneto, que se abre ao Pò, já é em si um ótimo programa.

Turim_Piazza_Vittorio_Veneto

É nas imediações do centro também que se vê o símbolo máximo de Turim, a Mole Antonelliana, que começou a ser construída em 1863 para ser uma sinagoga. Em 1873 a comunidade hebraica cedeu o edifício à prefeitura de Turim, que a dedicou ao rei Vittorio Emanuele II. A Mole hoje hospeda o esplêndido Museu do Cinema.

Turim é famosa na Itália pelos seus inúmeros bares-cafés, muitos deles históricos. Uma das atrações é passear parando de vez em quando para entrar nessas pérolas antigas, conservados como eram nos séculos passados. Deixo aqui o nome de alguns, onde passei dessa vez, mesmo que só com a desculpa de tomar só um cafezinho.

Baratti Milano é o café dos cafés e fica na Piazza Castello.  Fundado em 1858, é uma confeitaria e bar de alto nível, com uma decoração feita de pavimento em mármore, balcão de mogno e lustres de cristal. Impossível descrever a atmosfera, a minha dica é que você entre, nem que seja para um café em pé no balcão. Foi o que eu fiz dessa vez, já que tinha na minha lista a passagem por pelo menos mais 2 dos inúmeros cafés da cidade.

O Mulassano fica bem perto do Baratti Milano, embaixo dos mesmos pórticos de Piazza Castello. Eram 12.30 quando perdemos o tour no bondinho histórico da cidade e resolvemos esperar o próximo (1 hora depois) “almoçando” alguma coisa no histórico café.

O lugar é minúsculo, com mesas também minúsculas de mármore (são só 4 dentro) e a decoração é inteiramente Art Nouveau. Uma placa diz que em 1926 a Sra. Angela Demichelis Nebiolo inventou ali o tramezzino (sanduíches de pão de forma macio preparados com inúmeros recheios) e já que o lugar é famoso por eles, foram a nossa pedida. A nossa escolha foi: queijo e azeitonas; alcachofra com atum; presunto; radicchio, queijo de cabra e azeite de tartufo e um de lagosta. Os sanduíches são tão pequenos quanto o bar e custam como ouro (dado o tamanho), mas são realmente de qualidade. Marido também escolheu um vermuth fabricado pelo próprio bar para acompanhar os sanduíches.

Turim dicas

Depois de voltar no tempo no Mulassano, conseguimos pegar o nosso bondinho e demos uma volta pela cidade. Ele parte da Piazza Castello e cerca de 40 min depois está de volta.

Naquele mesmo dia deixamos para o lanche da tarde a iguaria mais famosa da cidade e pelo qual eu pegaria um trem a cada 2 semanas só para tomar um copo. Al Bicerin é outro dos cafés históricos que deram fama à cidade e que inventou no final do século 18, o bicerin, bebida quente feita de café, chocolate quente meio amargo e creme de leite (não confundir com chantilly). Uma delícia!

Turim dicas bicerin

Esse também é um bar minúsculo, com decoração em madeira e mármore e vive cheio. No verão eles colocam algumas mesas do lado de fora e no inverno se não tem lugar dentro, você pode fazer o seu pedido e esperar fora pela senhora que saí para servi-lo.  Nós demos sorte dessa vez e conseguimos sentar. O serviço é muito bom e educado.

Para falar sobre os cafés históricos de Turim serviria uns 3 posts. Além desses que visitei dessa vez, deixo aqui o nome de outros, cada um com sua história e particularidade, que fizeram a fama da cidade: Caffé San Carlo, Caffé Torino, Fiorio, Gatsby, Neuv Caval ‘d Brôns, Roma già Talmone, Zucca.

GASTRONOMIA

A região do Piemonte é famosa pelo boa cozinha. Alí se come bem e ponto. Diversas são as especialidades da região, como o Brasato (carne feita no vinho) e a Bagna Cauda e a tradição dos vinhos (Barollo, Dolcetto, Nebbiolo, Barbaresco) e dos chocolates não fica atrás.

Opções de restaurantes e tratorias em Turim é que não faltam, mas deixo aqui, sem me prolongar muito,  as dicas de restaurantes por onde passamos e onde comemos bem e com bom serviço: Quanto Basta e L’Acino que ficam no Quadrilátero Romano da cidade, local cheio de restaurantes e vida noturna na cidade.

Uma dica: não saia para jantar sem reservar antes. Principalmente nos finais de semana os restaurantes ficam lotados e pode ser difícil achar uma mesa.

Em uma das noites e pela proximidade com o nosso hotel, na área Lingotto (antiga fábrica da Fiat), optamos por jantar na gigantesca Eataly. O mais famoso empório gastronômico do mundo nasceu aqui, já que seu proprietário é piemontês e a loja de Turim foi a primeira a ser inaugurada em 2004.

Eataly Turim dicas

“Boxes” de massa, pizza, verduras, quejos e frios, peixe, carnes, cervejaria…rodamos uns 30 minutos para vermos tudo e decidirmos o que comer. Nós nos dividimos entre massas e carnes. Os preços não são econômicos mas em linha com restaurantes de preços médios e a qualidade é médio- alta. E para quem não resistir, existe sempre a possibilidade de se esbaldar nas comprinhas de iguarias italianas para levar para casa.

OS MUSEUS E PALÁCIOS

Além dos museus que visitamos, Turim tem vários palácios que abrem suas portas a visitação e expõe suas salas, quartos e móveis de época como o Palazzo Madama e o Palácio Reale, antiga residência da família real italiana; a Galleria Sabauda e a Armeria Reale, só para citar alguns.

Por estarmos com as meninas, decidimos visitar os museus mais interessantes da cidade para as crianças.

MUSEU DO CINEMA

O museu está entre os mais importantes do mundo pela riqueza do seu patrimônio, mas uma das coisas que o rende único é a peculiaridade do seu percurso expositivo. Inaugurado em 1958, desde 2000 o museu fica dentro da Mole Antonelliana, uma construção fascinante que é o símbolo da cidade. A nova montagem do percurso expositivo da nova sede ficou por conta do cenógrafo suíço François Confino, que pensou nos ambientes de uma maneira que estimulassem os visitantes continuamente através de materiais aúdio-visuais.

Museu cinema turim

Nós fizemos um tour individual com um guia (Fábio) ótimo, que envolveu as meninas na história do cinema desde os primórdios, através de jogos de imagens como as lanternas mágicas, caixas óticas, estereoscópios e cinematógrafos.

Difícil escrever em um post a grandiosidade do museu e os inúmeros materiais expostos, como vestiários de filmes, o telegrama que Fellini recebeu da Academia quando foi indicado ao Oscar, posters de filmes, simuladores de efeitos especiais.

Depois de uma visita espetacular e diria, cinematográfica, fechamos com chave de ouro, já que tínhamos o bilhete completo e subimos até cúpula da Molle Antonelliana com um super elevador transparente que fica no meio da construção. Lá de cima se vê Torino, suas praças e as montanhas ao redor.

MUSEU EGÍPICIO

Pode parecer repetitivo, mas está aí um grande museu de Turim e da Itália. A concepção da montagem expositiva é mais “velha” e tradicional, mas o museu é o segundo maior do mundo depois do Museu do Cairo pela importância do acervo, dedicado exclusivamente a arte egípcia.

No momento o museu passa por reformas e a finalização está prevista para 2015, já que Turim quer aproveitar o fluxo de turistas presentes em Milão para a Expo2015. Mas isso não compromete a visita.

Nós optamos por uma visita guiada em grupo, para crianças e a nossa guia, Serena, fez um percurso onde explicava as crianças os principais deuses, deusas e divindades da terra dos faraós. O grupo de crianças eram de idade heterogênea (de 5 a 10 anos), os mais velhos eram avantajados por saberem já alguma coisa (aqui, na quarta série se estuda a civilização egípcia), mas mesmo os mais novos ficaram fascinados pelas múmias de gatos e estátuas de deuses com cara de animais.

No andar de cima, uma sala expõe a Tumba de Kha, descoberta por um arqueólogo italiano no início do século 20., completamente intacta. Com isso,  junto com o sarcófago estão expostos todos os pertences encontrados dentro da grande construção, como o sarcófago da esposa de Kha (que era um arquiteto) e utensílios como vasos, pentes, escovas de cabelo e até comidas desidratadas (pães).

A visita terminou depois de 1 hora na sala das estátuas, onde esfinges e estátuas de deuses e deusas ficam expostas em sequência.

MUSEU DO AUTOMÓVEL 

Essa foi nossa última escolha antes de voltarmos para Milão. Confesso, que como mulher, pouquíssima ligada em carro e mãe de duas meninas, não estava muito entusiasmada não. Mas o museu me surpreendeu. Só depois que estava lá descobri que o percurso expositivo aqui também foi projetado pelo mesmo cenógrafo que projetou o Museu do Cinema de Turim.

São 30 salas divididas em 3 andares que mostram, em ordem cronológica desde os primeiros projetos de carros no final do século 19 até as últimas novidades, tudo de forma estimulante, em ambientes reconstruídos segundo a década representada. Vídeos que ilustram o contexto histórico, música e objetos de época completam a montagem.

museu_automovel_de_turim

Não é um museu tedioso em nenhum momento, mesmo para quem não é interessado em carros. No final da nossa viagem, o Museu do Automóvel e o do Cinema foram os preferidos das meninas.

HOSPEDAGEM

Nessa nossa segunda vez em Turim, optamos de novo por um hotel da rede espanhola NH. Há dois anos ficamos em uma unidade no centro, chamada  NH Santo Stefano. Dessa vez escolhemos o NH Lingotto, um hotel 4 estrelas que fica dentro da antiga fábrica da Fiat, hoje transformada em centro congresso, shopping, hotéis e até uma pequena Pinacoteca (da família Agnelli, fundadores e proprietários da Fiat) que visitamos na manhã de sábado.

É um pouco mais afastado do centro, mas Turim tem uma única linha de metrô bem comprida, que chega até o Lingotto e o liga com o centro em 10 minutos.

PS:. Devido ao grande número de informações sobre os museus, restaurantes e cafés e respectivos endereços e horários,  deixarei aqui a lista dos sites de todos os lugares citados no post, assim temos a certeza que as informações estarão sempre atualizadas.

Baratti Milano MulassanoAl Bicerin

Quanto Basta (restaurante)L’Acino (restaurante)Eataly Turim

Palazzo Reale Palazzo Madama – Galleria Sabauda – Armeria Reale

Museu do Cinema (site em português) – Museu Egípcio Museu do Automóvel

NH Lingotto

Fotos: Milão das mãos e Wikicommons (vistas de Turim)

*Esse post contém link para afiliados (Booking  e RailEurope). Para saber sobre nossa política de monetização, clique aqui.

Os parques e jardins de Milão

É bom começar avisando que Milão não pode ser considerava uma cidade verde. Não sou uma especialista no assunto e não fiquei debruçada nas estatísticas dos metros quadrados verdes da cidade, mas é só você viver aqui para se dar conta disso.

Dito isso, não quer dizer que não temos os nossos parques e jardins, maiores ou menores, mais ou menos frequentados por turistas e locais. Aliás, os parques são muito frequentado pelos milaneses, já que são a nossa praia e depois de longos e rígidos invernos, não é difícil ver a população de shorts e até biquínis tomando sol deitada nos gramados.

Também, são os melhores lugares para um pic nic com as crianças e amigos, uma pedalada ou uma corridinha. Se você estiver passando por aqui como turista, pode aproveitá-los também para uma pausa entre um passeio e outro.

Aqui, as dicas de parques em Milão mais acessíveis aos turistas:

Parco Sempione

Talvez seja o parque dos parques. Fica atrás do Castelo Sforzesco e não tem como não passar por alí. O parque era na Idade Média, o bosque particular da família Visconti, onde os duques levavam os hóspedes para caçar. Naquela época a área verde era muito maior. O parque foi reformado e se tornou público com a restruturação do castelo no século 19.

parque milao

Parque Sempione

Além da opção de sentar ou deitar para relaxar ou fazer um pic nic, alí ficam também o prédio da Triennale, que alías tem seu próprio jardim posterior, onde no verão é possível fazer um happy hour no Bar Design externo, a Torre Branca (onde você pode subir para ver Milão de cima), o Arco della Pace (O Arco do Triunfo milanês,  mandado construir por Napoleão para a entrada dele na cidade) e o Aquário Cívico  que pode ser uma boa opção para quem está com a criançada.

triennale milao

O jardim da Triennale

O parque também conta com conexão WiFi, uma área de brinquedos para crianças e, além dos quiosques- barzinhos, tem também o Bar Bianco.

Bar quiosque no parque Senpione

Bar quiosque no parque Senpione

Giardini Pubblici di Porta Venezia

O meu preferido, seja pela zona  ou porque é mais frequentado pelos locais.

Giardini Pubblici em Porta Venezia

Giardini Pubblici em Porta Venezia

O parque mudou de nome (se chama Giardini Pubblici Indro Montanelli), mas os milaneses continuam a chamá-lo assim, já que fica localizado em um dos lados da avenida monumental (Corso Venezia), acesso de entrada da família real austríaca quando eram os regentes de Milão.

Construído entre 1782 e 1786, foi o primeiro parque público da cidade e ainda hoje é muito frequentado pelos milaneses.

A fonte do Giardini Pubblici em Porta Venezia

A fonte do Giardini Pubblici em Porta Venezia

Possui 3 áreas de brinquedos para crianças, um pequeno parque de diversões com carrosel e bate-bate, laguinhos com patos e hospeda o famoso Museu de História Natural e o Planetário da cidade.

Giardino della Villa Reale

Como diz o nome, é o jardim posterior da Villa Reale, que fica ao lado dos Giardini Pubblici, e que hoje é sede da Galleria di Arte Moderna, um dos museus gratuitos da cidade e que vale uma visita.

O jardim é lindo, não muito grande, com uma pequena área de brinquedos para crianças, mas tem uma das particularidades mais estranhas da cidade: o acesso aos adultos só é consentido se estiverem acompanhados por menores de 12 anos.

O Jardim Da Villa Reale

O Jardim Da Villa Reale

Eu sempre entrei com as meninas, mas um dia juro que vou tentar entrar sozinha para ver se alguém me barra.

Parco delle Basiliche

Antigo lugar que a Inquisição usava para queimar as bruxas milanesas, mais que um parque propriamente dito, é um grande gramado que fica entre as basílicas de San Lorenzo e Sant’Eustorgio. Mas é comum ver locais deitados no gramado tomando sol e conversando.

O Parco dele Basiliche, com a Basilica de São Lourenço ao fundo

O Parco dele Basiliche, com a Basilica de São Lourenço ao fundo

Giardini della Guastalla

Outro jardim da cidade, desconhecido pelos turistas e também por alguns locais. Localizado atrás da famosa Ca’ Granda, hoje sede de algumas faculdades da Universidade Estadual, é ideal se você quer um lugar tranquilo para repousar com uma sombrinha e aproveitar a leitura de um bom livro.

Giardini della Guastalla - Foto Stefano Trezzi/Wikicommons

Giardini della Guastalla – Foto Stefano Trezzi/Wikicommons

Além desses, a cidade também conta com outros parques em zonas menos frequentadas pelos turistas como: Bosco in città, Parco Forlanini, Idroscalo e os parques de alguns bairros. Clique nos links abaixo para acessar os mapas dos parques citados.

Parco Sempione

Giardini Pubblici Indro Montanelli – Porta Venezia

Giardini della Villa Reale

Parco delle Basiliche

Giardini della Guastalla

Boscoincittà – Parco di Trenno

Parco Forlanini

Idroscalo

Fotos (onde não especificado): Milão nas mãos

Dicas de sorveterias em Milão

Eu sou uma pessoa bem bem ligada em doces, mas confesso que não sou doida por sorvete. Tomo um de vez em quando. Mas tenho que admitir: o sorvete italiano não tem rivais no mundo.

Por aqui ele é consumido o ano inteiro, não tem essa que no inverno não se toma sorteve, incluindo as crianças. Mas é claro que na primavera e verão o consumo aumenta e as filas nas sorveterias também.

sorveteria Milao

Milão tem uma infinidade de sorveterias e elencar muitas delas seria uma tarefa árdua. Se você estiver por aqui, a minha dica é fugir dos sorvetes dos bares do centro, não porque a qualidade não seja boa, mas vale a pena procurar estabelecimentos que se dediquem só à produção dessa delícia, uma típica “gelateria”.

No centro, pertinho do Duomo e da Galeria Vittorio Emanuele temos duas boas opções. Na frente do famoso panzerotto Luini, fica a sempre cheia Cioccolati Italiani, especializada, como diz o próprio nome, em sorvetes no sabor chocolate de várias partes do mundo. Mas não faltam também algumas opções de sabores de fruta, como limão siciliano e tangerina (que aqui se chama mandarino).

sorveteria cioccolati italiani milao

A grande atração da sorveteria são três fontes de chocolate que ficam atrás do balcão. Se você pedir uma casquinha, a atendente te pergunta com que chocolate você quer enchê-la. A fórmula faz sucesso e a fila é grande. É justo por isso que não é a minha preferida: não tenho paciência para o comportamento muito italiano de não saber formar filas. O atendimento é confuso e em alguns dias a espera pode levar meia-hora.

A poucos passos dalí, na lateral da Galeria Vitorio Emanuele, fica uma das lojas da rede Gromm, famosíssima na cidade com 7 lojas. É a minha escolha quando estou nas imediações. Bons sorvetes de cremes e opções de frutas, com propostas de sabores  que mudam de acordo com a estação do ano.  Na Grom eu sempre peço o sabor Crema di Grom combinado com algum outro.

Na mesma rua fica a Venchi, umas das minhas preferidas também para os sorvetes de creme. Assim como na Groom, lá os sorvetes não ficam expostos e em contato com o ar (o que não é o ideal) e sim dentro de recipientes fechados com tampas. Aprendi na Universidade do Sorvete em Bolonha que assim é o certo.

sorveteria grom milao

Mas a minha favorita quando estou em Brera ou na região dos canais é a Amorino, que como as outras, também oferece sabores a base de cremes  como chocolate, avelãs, baunilha, canela, caramelo, etc e sabores de fruta como banana, manga, maracujá e coco.

Confesso que só posso dar a minha opinião sobre 2 sabores, já que não peço outra coisa quando tomo o sorvete da Amorino: amaretto e caramelo com manteiga salgada (esse último, também provei na Gromm e pra mim não chegava aos pés).  O charme é ainda a massa servida em forma de flor na casquinha.

sorvete amorino milao

Se você prefere sorvete de fruta ou creme, não deixe de entrar em uma sorveteria italiana e se deliciar com seu sabor preferido ou um sabor novo. Aqui eles são ainda feitos de forma artesanal, muitas vezes em laboratórios atrás das próprias lojas. Uma ds mais badaladas e adoradas pelos milaneses é a  Gelateria della Musica, que tem uma loja em uma pracinha escondida perto do Duomo.

É provar para adorar!!!

Fotos: Milão nas mãos e divulgação (Cioccolati Italiani)

Cioccolati Italiani
Via de Amicis 25
Via San Raffaele 6
 
Grom
Via S. Margherita 16
Corso Buenos Aires 13
Corso di Porta Ticinese 51
 
Amorino
Via Fiori Chiari 9
Alzaia Naviglio Grande 24
 
Venchi
Via Mengoni, 1
Via dei Mercanti
 
Gelateria della Musica
Piazzetta Pattari, 2

 

O Castelo Sforzesco de Milão

O Castelo Sforzesco de Milão faz parte das metas clássicas dos turista e se encontra na extremidade da grande área de pedestres do centro da cidade.

Ele tem origem em 1360/1370 quando em Milão reinava a família Visconti. Depois de acontecimentos alternados, entre eles uma destruição, o castelo foi ampliado e assumiu a forma atual durante os últimos 20 anos do século 16, quando Milão era já um ducado e governado por Ludovico il Moro (membro da família Sforza, de onde o castelo pega o nome). Milão naquela época era cheia de obras: canalizaçoes, plantações de arroz, seda e fortificações.

 

castelo de milao

A corte milanesa naqueles anos era esplêndida, no ápice do Renascimento, repleta de festas e banquetes, música e bailes. Frequentada por poetas e artista, entre eles Donato Bramante e Leonardo da Vinci, que em Milão deixou uma marca incancelável, pintando a Santa Ceia, encomendada  próprio por Ludovico Il Moro.

Com a queda do ducado sforzesco e a invasão dos franceses, decaiu também o castelo, que foi utilizado nos séculos sucessivos e com várias transformações, só para funções essencialmente militares.

castelo-milao

A estrutura que vemos hoje é resultado de restaurações do final do século 19 e ínicio do século 20, que tentaram reformar o castelo nas formas que ele tinha durante o seu  máximo  esplendor nos anos do período sforzesco. O Castelo foi restituído à cidade e destinado a acolher museus e bibliotecas, assumindo a função cultural e pública que ainda hoje o caracterizam.

Com isso, podemos dizer que o castelo é um museu de museus: entre coleções, museus, bibliotecas e arquivos, hospeda 14 instituições que contém obras de peculiar preciosidade. Para visitar tudo, precisaria de dias. Próprio por isso, segundo a vontade e tempo, se pode decidir de não visitar nenhuma: o castelo vale uma visita só para se refrescar com os jatos da fonte que fica na entrada, admirar a sua estrutura esterna, os pátios internos e depois ir descansar no Parque Sempione, que fica atrás da fortificação.

fonte castelo de milao

Mas os turistas interessados em arte não se deixam escaparr a oportunidade de uma visita aos seus inúmeros museus. O mais famoso e frequentado é o Museu de Arte Antiga, situado na Corte Ducal. É alí, que se pode admirar uma das poucas obras que Da Vinci deixou em Milão, além da Santa Ceia: a Sala delle Asse.

A escultura Pietà Rondanini, de Michelangelo, que ficava exposta no Museu de Arte Antiga, agora está em um lugar só para ela, dentro da Enfermaria Espanhola da Praça das Armas (o bilhete é separado).

O museu também vale como dica de programa para a criançada em Milão, já que abriga uma coleção de armaduras e armas da Milão do século 13 e 14.

A parte superior da corte hospeda o Museu do Móvel  e a sua nova montagem apresenta uma interessante combinação entre design moderno e móveis de época. É alí também que fica a Pinacoteca do castelo que expõe quadros do século 13 ao século 16, de artistas ativos em Milão e na região da Lombardia.

Nos subterrâneos ficam os pequenos museus da Pré-História e Egito,  interessante para quem quer visitar sarcófagos e múmias.

O castelo abriga ainda o Museu das Artes Decorativas, que documenta o trabalho de  ourives, entalhadores, ceramistas e tecelões entre o ano 1000 e 1700 e o Museu dos Instrumentos Musicais, uma das coleções mais importantes da Europa e que abriga peças únicas à nível mundial.

museu do movel castelo milao

Apesar da montagem das exposições em alguns museus sentirem o peso da idade e precisarem de uma renovada, eu aconselho muito uma visita à alguns deles, já que eles são uma das coisas que essa cidade tem de melhor como história e cultura. O custo do bilhete é baixo e vale para a visita à todos os museus do complexo.

Fotos: Milão nas mãos e WikiCommons

OBS: Post atualizado em 11/05/2015

Castelo Sforzesco
Piazza Castello, 3
aberto todos os dias para visitas das 7 às 18 (no verão até as 19) 
 
Pietà Rondanini – Praça das Armas (Castelo Sforzesco)
De terça a domingo das 9h às 17h
Bilhete Inteiro: 5 euros – Meia entrada: 3 euros (para maiores de 65 anos com documento)
 
Os museus do Castelo Sforzesco
De terça a domingo das 9h às 17h
Bilhete Inteiro: 5 euros – Meia entrada: 3 euros (para maiores de 65 anos com documento)
Grátis: menores de 18 anos –  às terças-feiras depois das 14h e todos os outros dias das 16.30 às 17.30 (com acesso até as 17h)
 
OBS: o bilhete de 5 euros dá direito a todos os museus do castelo e a Pietà Rondanini