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Eventos gastronômicos em Milão

Na segunda metade do mês de maio, Milão vai se trasformar na capital da gastronomia acéssivel a todos, graças a dois grandes eventos na cidade.

O primeiro é a Milano Food Week, que na verdade serão 9 dias (de 17 a 25 de maio) nos quais a cidade hospeda a 5° edição desse evento democrático com mais de 150 propostas das mais variadas: show cooking, degustações, lançamentos de livros, laboratórios organizados em cozinhas temporárias espalhadas pela cidade.

Milao food week

O evento é organizado pela grupo Milano Food Lovers, Food Tank e a Prefeitura de Milão. No calendário, não poderia falar o Revolution Day, promovido pela Jamie Olivier Food Foundation, que sensibiliza do público na educação alimentar.

A inscrição é gratuíta no site e para alguns eventos é necessária a reserva. A carteirinha pode ser retirada na Praça San Babila, quartel general do Milano Food Week.

Cinco dias de folga e merecido jejum e no dia 30 de maio começa na cidade o famoso e esperadíssimo Taste of Milano (até 2 de junho).

Na sua 4° edição, esse ano o evento se concentra na badalada área industrial de Tortona, onde o Superstudio Più vai abrigar 14 restaurantes (10 de Milão e 4 escolhidos pela associação Jeunes Restaurateurs D’Europe) e seus respectivos chefs por quatro dias.

taste of milano Milao

Como funciona? Você pode comprar um dos ingressos gourmet (55 ou 39 euros) que dão direito a um cárdapio fixo ou optar pelo pagamento do ingresso (16, 50 euros) e rodar pelos restaurantes para provar um dos 36 pratos propostos com custos que variam de 4 à 6 euros.

Milao Taste of Milano

O evento também conta com uma programação de show cooking, masterclasses, degustações, blind taste e os mais variados workshops, além de produtos da tradição gastrônomica italiana que estarão à venda durante o final de semana do evento.

Se você estiver em Milão nesse período, só vai ficar com fome se quiser.

Fotos: Divulgação

O panzerotto do Luini

Se você esta pelo centro de Milão e quer comer uma coisa gostosa, tipica italiana e que não seja necessariamente a pizza, você tem que ir ao Luini comer um panzerotto. Gostoso e barato, é uma das melhores e mais famosas coisas que o centro de Milão tem à oferecer.

Praticamente “colado” na lateral direita da Duomo, Luini é mitologia em Milão. Fundado em 1949 pela senhora Giuseppina Luini, pugliese, no início era só uma padaria que fornecia pães aos hotéis e restaurantes do centro até que a senhora Luini resolveu preparar uma receita da sua terra: o panzerotto.

Para nós brasileiros o panzerotto pode parecer um pastel, mas a massa é completamente diferente. Pensando bem eu poderia descrevê-lo como um risoles grande, mas ainda assim não seria o suficiente. De qualquer maneira é um salgado frito, recheado de mozzarella e tomate (classico) ou de salame picante e outros recheios. Existem também as versões doces com recheios de pera e chocolate, nozes e frutas mas a massa é um pouco diferente e é assada.

A lojinha é pequena, não tem mesas dentro e quase sempre você vê a fila que se estende pela rua e mistura turistas e milaneses que trabalham na região. O serviço é rápido e depois de poucos minutos cada um sai com seu panzerotto quentinho pronto para comer.

E onde? Se você quer entrar no clima dos milaneses a dicas são duas: ou sentado na calçada do outro lado da rua (todo mundo faz) ou saindo vire a direita e depois de uns 100 metros você encontra uma graciosa pracinha com uma igreja no fundo (Praça e igreja San Fedele). Sente-se e saboreie uma das coisas mais gostosas que Milão tem a oferecer.

Eu levo todo mundo que passa por aqui até lá. E todo mundo a-do-ra!

Luini

Via S. Redegonda, 16
Segundas: 10h-15h
Terças á Sábado: 10h-20h
Domingos e todo o mês de agosto: fechado

Panetones artesanais em Milão

Outono, seguido do início do inverno e o frio apertando… Não podemos mais fazer de conta que não dá para perceber que o Natal está chegando.

Em Milão não existe idéia de Natal que não seja associada ao mais famoso doce natalino que essa terra exportou e fez conhecer ao mundo todo: o panettone. Ou como é chamado aqui, em dialeto: panetùn.

E aqui vou escrever assim, com 2 t’s, por respeito a tradição desse pão doce, nascido em terras ‘meneguinas’ durante o Renascimento, quase por acaso.

panettone-milanese

As lendas da criação do panettone são muitas, mas existem duas mais famosas: a minha preferida conta que durante um banquete de Natal na corte do Duque Ludovico Sforza (século XV), o doce preparado para o evento foi esquecido no forno e queimou. Um ajudante do cozinheiro, chamado Toni, que naquela manhã tinha preparado um pão com restos de farinha, ovos, manteiga e frutas cristalizadas propôs ao chefe de serví-lo. O cozinheiro, na falta de alternativa, aceitou a proposta e levou à mesa o pão preparado, que fez sucesso entre os convidados. Perguntado como se chamava o doce, o cozinheiro respondeu: é o pão de Toni. Daí o nome.

A outra lenda, um pouco mais romântica, fala de um jovem que, apaixonado pela filha de um padeiro (quase em falência), consegue um emprego na padaria do pai da amada e para aumentar as vendas inventa um pão doce feito a base de farinha, ovos, manteiga e frutas cristalizadas. O pão é um sucesso, as vendas aumentam, o padeiro não fecha e dá a filha em casamento ao jovem.

Qualquer que seja a origem verdadeira do panettone, se você estiver por aqui no Natal não pode deixar de nota-lo nas vitrines das mais famosas confeitarias milanesas, que vendem o produto a preço de ouro (em média custam 30 euros/kg). Sim, porque se aqui o panettone das principais marcas industriais encontrados nos supermercados já são bons, os panettones de confeitaria são uma pérola artesanal e vão da versão classica, as com nozes, tamaras, cremes e baunilha. Aqui em Milão alguns famosos são: Pasticceria Cova, Pasticceria Marchese, Pavè, Pasticceria Gatullo, Peck, Pasticceria Knam, essa última, comandada por um confeiteiro alemão que aprendeu a rate do panettone milanês, como mostra no vídeo abaixo (em italiano)

 Algumas dessas confeitarias vendem o produto o ano todo, mas para quem não quer comprar um panettone inteiro mas não quer deixar de provar essa delícia no lugar onde ele nasceu, em confeitarias como Marchesi e Pavè é possível pedir uma fatia para acompanhar um café ou uma xícara de chocolate quente.

Pasticceria Cova
Via Montenapoleone, 8
 
Peck
Via Spadari, 9
 
Pasticceria Marchesi
Via Santa Maria della Porta, 11
Via Montenapoleone, 9
Galleria Vittorio Emanuele
 
Pavè
Via Felice Casati, 27
 
Pasticceria Knam
Via A. Anfossi, 10

 

A cozinha italiana outonal

O outono já deu as caras por aqui e como não poderia deixar de ser, já mudou os pratos preparados nas casas dos italianos e os menus dos restaurantes, porque nada melhor do que cozinhar (e comer) os pratos da tradição outonal.

Se você é amante da boa mesa e está por aqui nessa época, procure restaurantes que ofereçam o melhor dessa estação do ano.

Tagliolini com trufas

É o momento de comer massas preparadas com trufas, funghi, feijão, lentilhas e verduras. Carnes cozidas no vinho (como o brasato) ou não (como o bollito, preparado com verduras) que acompanham a rainha dessa estação para os italianos do Norte: a polenta!

Essa também é preparada aqui para acompanhar carne de coelho e existe a versão servida com uma carga bombástica de gorgonzola. E por falar em gorgonzola, não podemos esquecer os queijos, que nas noites frias, acompanhados de vinhos tintos e por que não, geléias, são uma ótima pedida.: parmigiano, taleggio, pecorino, stracchino, fontina… a lista de queijos aqui é interminável.

E ainda temos os frios e salames, as sopas, os risotos, os doces a base de castanhas, chocolate e marron glace…a lista é interminável.

Marron Glacè com calda de chocolate

 

 

 

 

 

 

 

Fatias de panetone com creme mascarpone

Escolha o seu prato e buon appetito!!