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Il Mercato del Duomo: empório e restaurante no centro de Milão

A oferta de restaurantes no centro de Milão ganha mais uma opção, que na verdade são várias opções. Inaugurado em maio de 2015, Il Mercato del Duomo é o empório gastronômico e os restaurantes distribuídos em 3 andares em plena Praça Duomo.

O Mercado Metropolitano em Milão

Na cidade italiana onde tudo acontece e no ano da Expo, que trouxe vários eventos e iniciativas a Milão, o Mercato Metropolitano é um dos espaços abertos mais legais e descontraídos para um almoço, jantar ou só um aperitivo na cidade.
Inaugurado na primavera, no verão se impôs como uma nova opção de onde comer em Milão, em alternativa a (alguns) engessados bares e restaurantes milaneses.

Chiringuitos: happy hour na “praia milanesa”

Os chiringuitos (o nome tem origem espanhola) são há muitos verões, uma referência no panorama noturno de Milão e esse ano não vai ser diferente.

Os famosos quiosques espalhados pela cidade, oferecem o já famoso happy hour milanês com  com um “a mais” de dj’s e diversão até altas horas, além dos drinks e petiscos. Resumindo, é a praia do milanês quando ele está na cidade.

Foto: Duilio Piaggesi / Fotogramma

Foto: Duilio Piaggesi / Fotogramma

Eles funcionam só no verão e geralmente a clientela é composta de jovens, mas tem chiringuitos para todas as idades e gostos musicais. Aqui vai uma minha pequena seleção para esse verão:

Chiringuito Fornalini: fica no meio do Parque Forlanini (que não é centralíssimo para o turista) e está sempre aberto, mesmo durante o dia. Mas a balada mesmo é de quarta a domingo, quando dj’s se revesam para garantir a diversão dos milaneses.  Os drinks custam de 5 a 8 euros.

Sugar Cocktail Therapy: o chiringuito na zona dos canais de Milão, pequeno, sempre lotado (melhor reservar, já que eles tem apenas 50 lugares) e aberto todos os dias das 17 às 2 da manhã com um ambiente bem legal e acolhedor. Os drinks custam entre 6 e 7 euros e a trilha sonora varia entre drum’n’bass, jungle e revival.

Bar Bianco: famoso bar-quiosque no Parque Sempione que no verão se transforma também em chiringuito. Bem espaçoso, tem dois andares (o de cima é um terraço) e  funciona todas as noites das 18.30 às 22hs (sexta e sábado até as 2hs) com música variada, bons drinks (de 8 a 10 euros) e um público entre os 25 e 35 anos.

bar em milao happu hour

Trifola: chiringuito mais tranquilo e um pouco diferente dos demais, ideal para quem quer também um pouco de tranquilidade para conversar. Os drinks custam 6 euros e são servidos com um pratinho de petiscos variados. Frequentado praticamente pelos moradores do bairro.

Chiringuito San Siro: um dos mais famosos da cidade, porque foi quem lançou a moda do happy hour nos quiosques na metade dos anos 90 em Milão. Como diz o nome, fica na mais afastada zona do estádio de San Siro, mas nem por isso é menos frequentado pelos locais.  Sempre aberto, até as 2 da manhã, propõe música dj  e drinks que custam 6 euros.

Sergio e Efisio: Clientela jovem nesse que é considerado o chiringuito dos chiringutos, talvez porque (dizem) é frequentado por alguns famosos do canal RAI (que fica a poucos passos).  Drinks custam 7 euros.

Chiringuito Fornalini
Parco Forlanini, entrada Via Salesina
Tel: 329 4164 628 – Sempre aberto
 
Sugar Cocktail Therapy
Ripa Ticinese, 79
Tel: 339 2011 743 – Sempre aberto
 
Bar Bianco
Viale Ibsen – Parco Sempione (atrás do Castelo Sforzesco)
Sempre aberto
 
Trifola
Piazza Risorgimento, 5
Fecha às segundas
 
Chiringuito San Siro
Piazza dello Sport – Sempre aberto
 
Sergio e Efisio
Corso Sempione, 32
Fecha as segundas
 
 
 
 

O aperitivo de Milão: muito mais que um happy hour

Já no século 5 a.C o médico Ipócrates o receitava aos seus pacientes contra a falta de apetite. Era tão amargo que tinha que ser bebido em um único gole. Nos séculos sucessivos foi modificado para tentar torná-lo menos amargo e mais agradável para o paladar, mas a sua função continuou sempre a mesma, a de estimular o apetite, tanto que a palavra deriva do latim aperire, ou seja abrir (o estômago).

happy hour milao aperol

Estamos falando do aperitivo que, como o conhecemos hoje, nasceu em Turim em 1789 quando o destilador Antonio Carpano inventa o Vermouth, um vinho branco aromatizado.

Com o passar dos anos o Vermouth foi exportato em toda Europa e no mundo e, produzido pela Martini & Rossi, se tornou com o apelido de “Martini” o aperitivo por excelência, base de muitos coktails como o Negroni ou o Manhattan. No final do século 19, com a moda dos cafés, o costume do aperitivo era já comum nas principais cidades italianas, tanto que em Milão para o aperitivo era famoso o Bar Campari, onde nasceu o maior concorrente do Martini.

Terrazza Aperol Milão 6

A partir dos anos 90, em Milão, o aperitivo sofreu uma transformação: a simples bebida alcoólica  ou não, que se bebia antes das refeições, começou a ser acompanhada de um rico buffet de petiscos, massas, pizzas e saladas. Os preços aumentaram com a difusão da moda, mas muitos ainda consideram um bom aperitivo uma digna substituição de um jantar a um preço muito mais abordável.

Hoje em Milão por aperitivo se indica não só o drink, mas também o ritual no qual durante os dias da semana, das 18 às 21hs se vai em um bar, se pede um drink ou uma taça de vinho com um preço médio que vai dos 8 aos 10 euros e se usufrui do buffet de comidas proposto pelo lugar.

Happy hour centro Milao

O aperitivo do Victoria

Mesmo que o aperitivo esteja se propagando pelo mundo, Milão continua sendo, pelo momento, a capital desse ritual que a cada dia envolve milhares de pessoas: estudantes, executivoss, namorados, turistas… o início da noite em Milão tem um denominador comum.

As áreas de maior concentração de bares que propõe o aperitivo são Colonne-Navigli (os canais), Brera, Sempione, Porta Romana e Garibaldi-Corso Como-Isola, mas em qualquer lugar da cidade é possível “fare un aperitivo”. Nos bares da moda, sem a reserva de uma mesa se corre o risco de não conseguir sentar.

Mas já que esse é o primeiro post sobre o assunto, vou me limitar a duas dicas de aperitivo no centro de Milão.

O primeiro é a Terrazza Aperol, que tem vista para o Duomo e fica na parte superior da entrada da Galeria Vittorio Emanuele. A entrada não é muito intuitiva e se passa por dentro do bar-restaurante Autogrill.

No interior do bar a decoração é moderna e toda cor -de-laranja,  como o drink inventado nos anos 20 e hoje propriedade da Campari. A varanda tem uma maravilhosa vista para a praça, a catedral e do outro lado o Museu 900, que com seu neon de Lucio Fontana dá à praça, ao anoitecer, um toque de modernidade.

terrazza aperol milao happy hour

A Terrazza Aperol

A Terrazza Aperol não propõe o clássico aperitivo com buffet, mas serve alguns petiscos em uma pequena bandeija junto com o drink, que dada a localização “exclusiva”, custa 12 euros. Nos dias quentes de primavera e verão é uma ótima pedida para quem já está no centro e não quer se afastar muito.

Também bem perto da praça, atrás da Galeria Vittorio Emanuele, fica um dos meus bares e aperitivos preferidos quando estou no centro: o Victoria.

bar victoria milao happy hour

Decorado em estilo liberty, é frequentado pelos locais de todas as idades. Propõe um buffet de saladas de macarrão, bruschetas, pizzas, verduras e salada russa com drinks que custam de 8 a 10 euros.

Quando você passar por Milão, não deixe de se aventurar em um aperitivo. Não existe jeito melhor de conhecer um dos costumes mais arraigados nos milaneses.

Terrazza Aperol
Aberto todos os dias das 17 às 24
Praça Duomo, esquina Galeria Vittorio Emanuele – 2° andar
 
Victoria
Happy hour de segunda à sábado a partir das 18.30
Via Clerici 1
 
Editado em Setembro 2014: O Victoria não existe mais. No lugar dele, reformado e preservando alguns elementos da decoração Liberty anterior, temos hoje o Ta’ Milano, que também oferece  o aperitivo com drinks entre 8 e 10 euros, mas sem buffet.
 
 
Fotos: Milão nas mãos
 

Bar Martini – Dolce Gabbana em Milão

Um lindo domingo de sol para os lados de Corso Venezia. Passeia daqui e de lá e já era hora do almoço. É uma área, que eu gosto muito: palácios elegantes, algumas lojas e escritórios de grandes grifes, mas poucos restaurantes. As opções naquele pedaço de avenida para nós eram duas e acabamos escolhendo o Bar Martini – Dolce Gabbana, chamado assim porque fica praticamente dentro da boutique masculina da marca.

Confesso que entrei não muito convencida da escolha que tínhamos feito, por que bares e restaurantes ligados a grifes nem sempre são as minhas opções preferidas. Mas tenho que admitir que me surpreendi.

bar martini em Mião

A entrada que dá diretamente no restaurante, é quase anônima, com uma única placa preta com o nome da marca de bebidas encostada na parede. É possível também entrar passando pela loja Dolce Gabbana.

Como o dia era de sol, queríamos ficar no jardim anterior, mas estava cheio e o garçom que nos recebeu sugeriu que sentássemos no terraço de vidro que fica na parte de trás, depois de atravessar o pequeno bar, onde o preto impera.

bar martini Milao

A parte de trás é muito agradável e com certeza mesmo nos dias de chuva e frio é possível aproveitá-la. O público era predominantemente de milaneses, eram poucos os turistas. As mesas são baixas, redondas e ideais mais para um happy hour do que para refeições. São rodeadas de um lado por um comprido sofá e do outro por puffs baixinhos.

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O menù é uma mistura de opções de saladas, massas, carnes, peixe, sanduíches e hamburgers. Os preços foram uma outra surpresa, dada a localização e a parceria com a famosa grife italiana. As saladas ficam por volta de 12 euros, as massas e risottos entre 12 e 16 euros, carne e peixe não superam os 22 euros e sobremesas ficam entre 6 e 8 euros. As porções são fartas.

Eu escolhi uma pasta só porque era feita com uma cebola doce (cipolle di Tropea) que só dá essa época do ano na Calabria e que eu adoro e espero o ano inteiro para comer: tagliolini fresco com bacalhau, cebola de Tropea e creme de ervilhas. Estava uma delícia. Meu marido optou por um anel de risotto de açafrão, radicchio e creme de gorgonzola. Só eu pedi uma taça de vinho branco para acompanhar a minha massa com peixe. Gastamos 39 euros em 2 pessoas.

bar martini dolce gabbana milao

Na hora da sobremesa, escolhemos um doce que, minutos depois o garçom veio (pedindo mil desculpas) avisar que não tinha naquele dia. Nos perguntou se poderiam nos oferecer docinhos sicilianos, mas acabamos recusando.

O serviço é muito educado, feito por uma equipe exclusivamente masculina e jovem que parece ter saído de um book de agência de modelos. Apesar de toda essa proximidade com o snob mundo milanês da moda, o bar restaurante não tem aquele jeitão de nariz em pé.

Da próxima vez, quero voltar no horário de happy hour para aproveitar a atmosfera.

Bar Martini – Dolce e Gabbana
Corso Venezia 15
De segunda a sábado das 7.30 às 22h
Domingos das 9 às 21h

Fotos: Milão nas mãos