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Dicas de Milão grátis…ou quase

É normal achar que uma cidade como Milão seja cara, principalmente para o turista brasileiro, que quando vê os preços das coisas, logo faz a conversão em real. É claro que aqui, mas como em qualquer outra cidade do mundo, você pode fazer refeições de 100 euros por cabeça, comprar roupas e bolsas por 1.000 euros e por aí vai.

Mas também existe, como em qualquer outra cidade do mundo, a Milão grátis ou barata, sem por isso perder em qualidade. São os casos de alguns museus maravilhosos na cidade ou até de certas comidinhas gostosas que, para você experimentar, não precisa esvaziar a carteira.

Deixo aqui as minhas dicas de Milão grátis e barata, para ninguém dizer que veio à cidade e não aproveitou porque estava com pouco dinheiro.

 

ARTE E CULTURA DE 0 A 5 EUROS

Aquário Cívico

Uma boa opção para quem está com crianças  ou simplesmente passeando pelo parque Sempione, já que o aquário fica praticamente dentro dele.

Preço: 5 euros  (inteiro) – 3 euros (reduzido) – over 65 anos, universitários com carteirinha
Grátis: menores de 18 anos, 1 hora antes de fechar e as terças-feiras depois das 14hs
De terça a domingo das 9h às 13h e das 14h às 17.30h
Parco Sempione (atrás do Castelo)

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Casa Museu Boschi Di Stefano

Pouco conhecida pelos turistas e até mesmo pelos locais (uma pena!!), é umas das quatro casas-museus de Milão, a Boschi Di Stefano reúne desde 2003, mais de 200 obras contemporâneas de artistas italianos da coleção do casal mundano Antonio Boschi e Marieda Di Stefano. As obras são exposta em dez ambientes no apartamento dos anos 30  onde eles residiram e conserva ainda alguns móveis.  Quem estiver pela zona de Corso Venezia, vale dar uma desviada um pouco para dentro, para conhecer essa maravilhosa coleção.

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Grátis
De terça a domingo das 10 às 18
Fechado 1 janeiro, 1 maio, 25 dezembro e todo o mês de agosto
Via Jan, 15

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Galleria Carla Sozzani

É a galeria da irmã da editora da Vogue Itália e que fica no andar de cima da badalada concept-store 10 Corso Como. Tem sempre mostras de arte ou fotografia. Confira o site  para saber a programação.

Grátis
 Segundas: 15.30 – 19.30
Terças à sábados: 10.30-23.00
Domingos: 10.30 – 19.30
Corso Como, 10

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GAM

A Galeria de Arte Moderna de Milão fica na maravilhosa Villa Reale da cidade, do século 18 e vale a visita pelas obras, pelo palácio e pelo gracioso jardim na parte posterior.

milão grátis barata

Preço: 5 euros  (inteiro) – 3 euros (reduzido) – over 65 anos, universitários com carteirinha
Grátis: menores de 18 anos, 1 hora antes de fechar e as terças-feiras depois das 14hs
De terça a domingo das 9 ás 13 e das 14 às 17.30
Fechado as segundas,  1 janeiro, 1 maio, 25 dezembro
Via Palestro, 16

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Hangar Bicocca

O espaço expositivo do grupo Pirelli é um dos mais interessantes da cidade e já falamos sobre ele nesse post. Hospeda instalações temporárias e obras permanentes, como os 7 Palácios Celestes de Kiefer. Eles também oferecem um espaço Kids e o bom restaurante Dopolavoro.

Grátis
De seg à qua: fechado
De qui à dom: das 11.00 às 23.00
Via Privata Chiese, 2

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Igrejas

Não se paga para entrar nas igrejas milanesas (no máximo existe o pagamento para o acesso a algumas capelas e mosaicos) e muita gente não sabe, mesmo os locais, que as muitas igrejas milanesas (a cidade perde em número só para Roma) são verdadeiros museus. Quadros e afrescos de pintores importantes e quase sempre desconhecidos do grande público, embelezam as construções eclesiástica da cidade.

Deixo aqui, uma pequena lista das que são mais interessantes (para mim): Santa Maria em San Satiro, San Fedele, San Giuseppe, Santa Maria della Passione, San Lorenzo, Sant’Ambrogio, Sant’Eustorgio, San Simpliciano, San Maurizio, San Marco… só para citar algumas.

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Museu 900

Um dos mais recentes museus da cidade, foi criado para abrigar as obras quase exclusivamente de artistas italianos que cobre todo o século 20 (por isso o nome do museu).  Situado na Praça Duomo, vale a visita.

Grátis: Menores de 25 anos  e todos dos dias a partir de 2 horas antes do fechamento do museu.

 
Preço: 5 euros  (inteiro) – 3 euros (reduzido) – over 65 anos, universitários com carteirinha
Grátis: menores de 25 anos,
Segunda: 14.30 às 19.30
Ter, Quar, Sex, Dom: 9.30 às 19.30
Qui e Sab: 9.30 às 22.30
Piazza Duomo  (entrada na Via Marconi, 1)
 
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Museu Arqueológico

Museu municipal que reúne os restos arqueológicos de quando a cidade era chamada Mediolanum e era capital do império Romano do Ocidente. Além do museu, a parte posterior abriga um dos poucos restos romanos em superfície da cidade: a torre de Ansperto, uma das torres colocadas nos ângulos do Circo Romano.

Preço: 5 euros  (inteiro) – 3 euros (reduzido) – over 65 anos, universitários com carteirinha
Grátis: menores de 18 anos, 1 hora antes de fechar e as terças-feiras depois das 14hs

De terça a sexta das 9h às 17.30h
Corso Magenta, 15

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Museu História Natural

Um dos mais importantes da Europa, é o preferido da criançada. Fica dentro do parque Giardini Pubblici, em Corso de Porta Venezia e reúne coleções de fósseis, reproduções de dinossauros e habitats naturais.

Preço: 5 euros  (inteiro) – 3 euros (reduzido) – over 65 anos, universitários com carteirinha
Grátis: menores de 18 anos, 1 hora antes de fechar e as terças-feiras depois das 14hs

De terça a domingo das 9h às 17h

Corso Venezia, 55

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Museus Castelo Sforzesco

O castelo da cidade (que tem acesso gratuito) hospeda uma série de museus municipais de grande importância nas salas que constituíam a residência ducal na época do Renascimento.  Se você tiver tempo, o bilhete dá direito ao acesso de todos eles. Os mais importantes? A Sala onde fica a Pietà Rondanini (na Praça das Armas), Museu de Arte Antiga (Sala dele Assi afrescada por Da Vinci), Pinacoteca, Museu dos Instrumentos Musicais.

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Preço: 5 euros  (inteiro) – 3 euros (reduzido) – over 65 anos, universitários com carteirinha
Grátis: menores de 18 anos, 1 hora antes de fechar e as terças-feiras depois das 14hs
De terça a domingo das 9h às 17h
Piazza Castello
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Parques

Você não paga nada para entrar, sentar, descansar e apreciar o momento ou fazer um pic nic nos vários parques da cidade. Na primavera ou verão, não tem programa melhor. Escolha o seu lendo esse post.

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Feira de Antiguidades

Para quem gosta, um prato cheio. Não custa nada passear entre as barraquinhas que oferecem de objetos, a móveis e roupas.  As mais famosas da cidade, são a de Brera (terceiro domingo do mês, exceto agosto) e a dos Navigli (último domingo do mês, exceto agosto).

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COMER E BEBER ATÉ 5 EUROS

Bares

Em qualquer bar em Milão você toma um cappuccino e come uma briochè (croissant doce) por cerca de 2.60-2,80 euros. Um café custa 1,00 euro na maioria dos bares.

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Atenção nos bares do centro, porque neles, esse valor muda quando você se senta à mesa. Alí um café que custa 1,00 euro em pé no balcão, pode custar até 3,50 euros se você sentar.

Sorvetes

Como o sorvete italiano não existe e sobre eles eu já falei nesse post. Na grande parte das sorveterias, uma casquinha ou copinho com 2 sabores custa 2,50 euros.

Luini

O panzerotto do Luini (uma especie de risoles grandão recheado com mozzarella e tomate) é o mais famoso de Milão. Em época de alta temporada e nos finais de semana, tem fila na porta. Sempre quentinho, você compra e saí andando comendo, porque eles não tem mesas.

Um panzerotto e um refrigerante saí por cerca de 4,50 euros, tudo isso em pleno centro de Milão, aos pés do Duomo. Quem quer saber de McDonalds?

Sanduíches

Se você gosta de frios e queijos, saiba que a maior parte dos bares, mesmo no centro, vendem panini (sanduíche em italiano) por cerca de 4,00 euros.

Mais temos também lugares históricos como a Paninoteca (Galleria Buenos Aires, 13) que fica aberta até as 2 da manhã e vende sanduíches bombásticos a 3,60euros e o templo do movimento paninaro em Milão, o Margy Burger (Piazza Santo Stefano, 2), lanchonete como aquelas que quase não se vê mais com hamburgers a partir de 3,40 euros.

Pizzas

Em vários “fornos” milaneses, que são uma espécie de padaria que vendem pizzas e focaccias, você vai achar pedaços por cerca de 3,50-4 euros.

Mas Milão tem uma pizzaria que vende pizza em pedaços, tão histórica quanto polêmica, já que tem quem ame e quem odeie, talvez pelo serviço, que é quase mal educado e apressado: Spontini. Alí, quando você acaba de comer, os garçons literalmente te colocam para fora (comentários no Tripadvisor). Tem quem diga que é a melhor pizza em pedaços de Milão, mas essa má educação para mim não é justificada e me cansa.

Milão barata e gratis

Hoje eles tem várias lojas (consulte o site também para os horários) como a do centro, pertinho da Galeria, mas a que realmente faz parte da vida nos milaneses é a de Corso Buenos Aires, 60. Pedaços de pizza abundantes 5 euros.

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TRANSPORTES

Não vou cansar de dizer que a melhor maneira de conhecer Milão, é a pé. É dessa maneira que você pode, de repente, entrar em uma ruazinha charmosa e pensar que foi parar em uma outra cidade.

Mas se caminhar não é o seu caso ou se você quiser mais rapidez na locomoção, saiba que o bilhete de metrô urbano em Milão custa 1,50 euros e vale para uma viagem mais 90 minutos de integração com ônibus ou bondinho. Se você acha que vai usar mais de 3 bilhetes em 1 dia, compensa comprar o diário (giornaliero), que custa 4,50 euros e tem duração de 24 hs a partir da hora de validação.

Para quem gosta das duas rodas, se locomover pela cidade com o sistema de compartilhamento de bicicletas BikeMi  pode ser a pedida. Para o turista, o sistema de registro no site para obter a senha pode parecer complicado (aliás, eu acho que a empresa de transportes ATM  poderia melhorar isso), mas nesse post, você fica sabendo tudo.

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Procurando hotel em Milão? Leia o post com dicas de hotéis por bairro e reserve usando o Booking, clicando aqui.

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Os parques e jardins de Milão

É bom começar avisando que Milão não pode ser considerava uma cidade verde. Não sou uma especialista no assunto e não fiquei debruçada nas estatísticas dos metros quadrados verdes da cidade, mas é só você viver aqui para se dar conta disso.

Dito isso, não quer dizer que não temos os nossos parques e jardins, maiores ou menores, mais ou menos frequentados por turistas e locais. Aliás, os parques são muito frequentado pelos milaneses, já que são a nossa praia e depois de longos e rígidos invernos, não é difícil ver a população de shorts e até biquínis tomando sol deitada nos gramados.

Também, são os melhores lugares para um pic nic com as crianças e amigos, uma pedalada ou uma corridinha. Se você estiver passando por aqui como turista, pode aproveitá-los também para uma pausa entre um passeio e outro.

Aqui, as dicas de parques em Milão mais acessíveis aos turistas:

Parco Sempione

Talvez seja o parque dos parques. Fica atrás do Castelo Sforzesco e não tem como não passar por alí. O parque era na Idade Média, o bosque particular da família Visconti, onde os duques levavam os hóspedes para caçar. Naquela época a área verde era muito maior. O parque foi reformado e se tornou público com a restruturação do castelo no século 19.

parque milao

Parque Sempione

Além da opção de sentar ou deitar para relaxar ou fazer um pic nic, alí ficam também o prédio da Triennale, que alías tem seu próprio jardim posterior, onde no verão é possível fazer um happy hour no Bar Design externo, a Torre Branca (onde você pode subir para ver Milão de cima), o Arco della Pace (O Arco do Triunfo milanês,  mandado construir por Napoleão para a entrada dele na cidade) e o Aquário Cívico  que pode ser uma boa opção para quem está com a criançada.

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O jardim da Triennale

O parque também conta com conexão WiFi, uma área de brinquedos para crianças e, além dos quiosques- barzinhos, tem também o Bar Bianco.

Bar quiosque no parque Senpione

Bar quiosque no parque Senpione

Giardini Pubblici di Porta Venezia

O meu preferido, seja pela zona  ou porque é mais frequentado pelos locais.

Giardini Pubblici em Porta Venezia

Giardini Pubblici em Porta Venezia

O parque mudou de nome (se chama Giardini Pubblici Indro Montanelli), mas os milaneses continuam a chamá-lo assim, já que fica localizado em um dos lados da avenida monumental (Corso Venezia), acesso de entrada da família real austríaca quando eram os regentes de Milão.

Construído entre 1782 e 1786, foi o primeiro parque público da cidade e ainda hoje é muito frequentado pelos milaneses.

A fonte do Giardini Pubblici em Porta Venezia

A fonte do Giardini Pubblici em Porta Venezia

Possui 3 áreas de brinquedos para crianças, um pequeno parque de diversões com carrosel e bate-bate, laguinhos com patos e hospeda o famoso Museu de História Natural e o Planetário da cidade.

Giardino della Villa Reale

Como diz o nome, é o jardim posterior da Villa Reale, que fica ao lado dos Giardini Pubblici, e que hoje é sede da Galleria di Arte Moderna, um dos museus gratuitos da cidade e que vale uma visita.

O jardim é lindo, não muito grande, com uma pequena área de brinquedos para crianças, mas tem uma das particularidades mais estranhas da cidade: o acesso aos adultos só é consentido se estiverem acompanhados por menores de 12 anos.

O Jardim Da Villa Reale

O Jardim Da Villa Reale

Eu sempre entrei com as meninas, mas um dia juro que vou tentar entrar sozinha para ver se alguém me barra.

Parco delle Basiliche

Antigo lugar que a Inquisição usava para queimar as bruxas milanesas, mais que um parque propriamente dito, é um grande gramado que fica entre as basílicas de San Lorenzo e Sant’Eustorgio. Mas é comum ver locais deitados no gramado tomando sol e conversando.

O Parco dele Basiliche, com a Basilica de São Lourenço ao fundo

O Parco dele Basiliche, com a Basilica de São Lourenço ao fundo

Giardini della Guastalla

Outro jardim da cidade, desconhecido pelos turistas e também por alguns locais. Localizado atrás da famosa Ca’ Granda, hoje sede de algumas faculdades da Universidade Estadual, é ideal se você quer um lugar tranquilo para repousar com uma sombrinha e aproveitar a leitura de um bom livro.

Giardini della Guastalla - Foto Stefano Trezzi/Wikicommons

Giardini della Guastalla – Foto Stefano Trezzi/Wikicommons

Além desses, a cidade também conta com outros parques em zonas menos frequentadas pelos turistas como: Bosco in città, Parco Forlanini, Idroscalo e os parques de alguns bairros. Clique nos links abaixo para acessar os mapas dos parques citados.

Parco Sempione

Giardini Pubblici Indro Montanelli – Porta Venezia

Giardini della Villa Reale

Parco delle Basiliche

Giardini della Guastalla

Boscoincittà – Parco di Trenno

Parco Forlanini

Idroscalo

Fotos (onde não especificado): Milão nas mãos

Os pátios e jardins secretos de Milão

O evento milanês “Cortili Aperti”, que quer dizer pátios abertos, acontece todos os anos na primavera e é um dos meus eventos favoritos na cidade.

Ele é organizado por uma associação que administra as casas histórica do país e uma vez por ano, aqui em Milão, abre as casas e palácios à visitação, permitindo a entrada aos pátios e jardins posteriores que muitas vezes não são acessíveis aos milaneses, por se tratarem de residências privadas.

O que tem de tão especial em um evento como esse?

Digamos que atrás da austera arquitetura dos palácios milaneses, se escondem cenários de belezas às vezes impensáveis para uma cidade como essa. Até o início do século 20, com o advento do estilo arquitetônico liberty, o costume de ostentar a riqueza nas fachadas das casas, não existia. Os ricos e nobres eram poucos e todos sabiam quem eram. Com isso, toda a concentração de embelezamento das residências eram situadas na parte interna, em forma de pátios ou na parte posterior, em forma de jardins.

Com isso, Milão é repleta de palácios nas áreas do Quadrilátero da Moda, Via Senato, Corso di Porta Venezia, Corso Magenta com fachadas anônimas e recheados de belezas. Tem quem diga que os pátios serviam para estacionar as carruagens dos nobres e burgueses, por isso também quase sempre os portões são bem largos.

casa atellani milao

Fachada da Casa degli Atellani

Em abril desse ano, eu tive uma belíssima surpresa durante o Fuori Salone, quando passando pelo Corso Magenta, uma casa de origem renascentista a Casa degli Attelani, hoje de propriedade privada, estava aberta com uma exposição. Entrei para ver o pátio interno, que não é particularmente bonito, mas de relevância histórica. A exposição era dentro de uma das salas e eu entrei e atravessei um pequeno hall. Meus olhos não acreditaram quando eu ví o imenso e maravilhoso jardim atrás. Eu não sabia da existência dele, nunca tinha ouvido falar.

jardim atellani milao

O jardim posterior da Casa degli Atellani

Como o tal palácio fica na frente da Santa Ceia, diz a lenda que Leonardo Da Vinci tivesse recebido como pagamento um pedaço de terreno com vinhedos alí por aqueles lados.

Ano passado, o evento Cortili Aperti foi concentrado na área do Quadrilátero da Moda, abrindo pátios em Via Manzoni, Montenapoleone, Via Santo Spirito, Via Borgospesso.

O austéro Palácio Borromeo d'Adda

O austero Palácio Borromeo d’Adda

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Pátio do Palácio Borromeo d’Adda

jardim Milão

Jardim do Palácio Borromeo d’Adda

Esse ano será tudo concentrado na mais famosa avenida do século 18, Corso Venezia, onde a nobreza da corte austríaca, que então governava Milão, construiu suas residências.

Os pátios dos palácios de Milão, são para mim, umas das pérolas dessa cidade junto com os claustros das igrejas milanesas, mas isso é assunto para um outro post.

 

Eventos gastronômicos em Milão

Na segunda metade do mês de maio, Milão vai se trasformar na capital da gastronomia acéssivel a todos, graças a dois grandes eventos na cidade.

O primeiro é a Milano Food Week, que na verdade serão 9 dias (de 17 a 25 de maio) nos quais a cidade hospeda a 5° edição desse evento democrático com mais de 150 propostas das mais variadas: show cooking, degustações, lançamentos de livros, laboratórios organizados em cozinhas temporárias espalhadas pela cidade.

Milao food week

O evento é organizado pela grupo Milano Food Lovers, Food Tank e a Prefeitura de Milão. No calendário, não poderia falar o Revolution Day, promovido pela Jamie Olivier Food Foundation, que sensibiliza do público na educação alimentar.

A inscrição é gratuíta no site e para alguns eventos é necessária a reserva. A carteirinha pode ser retirada na Praça San Babila, quartel general do Milano Food Week.

Cinco dias de folga e merecido jejum e no dia 30 de maio começa na cidade o famoso e esperadíssimo Taste of Milano (até 2 de junho).

Na sua 4° edição, esse ano o evento se concentra na badalada área industrial de Tortona, onde o Superstudio Più vai abrigar 14 restaurantes (10 de Milão e 4 escolhidos pela associação Jeunes Restaurateurs D’Europe) e seus respectivos chefs por quatro dias.

taste of milano Milao

Como funciona? Você pode comprar um dos ingressos gourmet (55 ou 39 euros) que dão direito a um cárdapio fixo ou optar pelo pagamento do ingresso (16, 50 euros) e rodar pelos restaurantes para provar um dos 36 pratos propostos com custos que variam de 4 à 6 euros.

Milao Taste of Milano

O evento também conta com uma programação de show cooking, masterclasses, degustações, blind taste e os mais variados workshops, além de produtos da tradição gastrônomica italiana que estarão à venda durante o final de semana do evento.

Se você estiver em Milão nesse período, só vai ficar com fome se quiser.

Fotos: Divulgação

O Castelo Sforzesco de Milão

O Castelo Sforzesco de Milão faz parte das metas clássicas dos turistas e se encontra na extremidade da grande área de pedestres do centro da cidade.

Ele tem origem em 1360/1370 quando em Milão reinava a família Visconti. Depois de acontecimentos alternados, entre eles uma destruição, o castelo foi ampliado e assumiu a forma atual durante os últimos 20 anos do século 15, quando Milão era já um ducado e governado por Ludovico il Moro (membro da família Sforza, de onde o castelo pega o nome). Milão naquela época era cheia de obras: canalizaçoes, plantações de arroz, seda e fortificações.

 

castelo de milao

A corte milanesa naqueles anos era esplêndida, no ápice do Renascimento, repleta de festas e banquetes, música e bailes. Frequentada por poetas e artista, entre eles Donato Bramante e Leonardo da Vinci, que em Milão deixou uma marca incancelável, pintando a Santa Ceia, encomendada  próprio por Ludovico Il Moro.

Com a queda do ducado sforzesco e a invasão dos franceses, decaiu também o castelo, que foi utilizado nos séculos sucessivos e com várias transformações, só para funções essencialmente militares.

castelo-milao

A estrutura que vemos hoje é resultado de restaurações do final do século 19 e ínicio do século 20, que tentaram reformar o castelo nas formas que ele tinha durante o seu  máximo  esplendor nos anos do período sforzesco. O Castelo foi restituído à cidade e destinado a acolher museus e bibliotecas, assumindo a função cultural e pública que ainda hoje o caracterizam.

Com isso, podemos dizer que o castelo é um museu de museus: entre coleções, museus, bibliotecas e arquivos, hospeda 14 instituições que contém obras de peculiar preciosidade. Para visitar tudo, precisaria de dias. Próprio por isso, segundo a vontade e tempo, se pode decidir de não visitar nenhuma: o castelo vale uma visita só para se refrescar com os jatos da fonte que fica na entrada, admirar a sua estrutura esterna, os pátios internos e depois ir descansar no Parque Sempione, que fica atrás da fortificação.

fonte castelo de milao

Mas os turistas interessados em arte não se deixam escaparr a oportunidade de uma visita aos seus inúmeros museus. O mais famoso e frequentado é o Museu de Arte Antiga, situado na Corte Ducal. É alí, que se pode admirar uma das poucas obras que Da Vinci deixou em Milão, além da Santa Ceia: a Sala delle Asse.

A escultura Pietà Rondanini, de Michelangelo, que ficava exposta no Museu de Arte Antiga, agora está em um lugar só para ela, dentro da Enfermaria Espanhola da Praça das Armas (o bilhete é separado).

O museu também vale como dica de programa para a criançada em Milão, já que abriga uma coleção de armaduras e armas da Milão do século 13 e 14.

A parte superior da corte hospeda o Museu do Móvel  e a sua nova montagem apresenta uma interessante combinação entre design moderno e móveis de época. É alí também que fica a Pinacoteca do castelo que expõe quadros do século 13 ao século 16, de artistas ativos em Milão e na região da Lombardia.

Nos subterrâneos ficam os pequenos museus da Pré-História e Egito,  interessante para quem quer visitar sarcófagos e múmias.

O castelo abriga ainda o Museu das Artes Decorativas, que documenta o trabalho de  ourives, entalhadores, ceramistas e tecelões entre o ano 1000 e 1700 e o Museu dos Instrumentos Musicais, uma das coleções mais importantes da Europa e que abriga peças únicas à nível mundial.

museu do movel castelo milao

Apesar da montagem das exposições em alguns museus sentirem o peso da idade e precisarem de uma renovada, eu aconselho muito uma visita à alguns deles, já que eles são uma das coisas que essa cidade tem de melhor como história e cultura. O custo do bilhete é baixo e vale para a visita à todos os museus do complexo.

Fotos: Milão nas mãos e WikiCommons

OBS: Post atualizado em 11/05/2015

Castelo Sforzesco
Piazza Castello, 3
aberto todos os dias para visitas das 7 às 19.30
 
Pietà Rondanini – Praça das Armas (Castelo Sforzesco)
De terça a domingo das 9h às 17.30h (última entrada às 17h)
Bilheterias abertas até as 16h30
Bilhete Inteiro: 5 euros – Meia entrada: 3 euros (para maiores de 65 anos com documento)
 
Os museus do Castelo Sforzesco

De terça a domingo das 9h às 17.30h (última entrada às 17h)
Bilheterias abertas até as 16h30

Bilhete Inteiro: 5 euros – Meia entrada: 3 euros (para maiores de 65 anos com documento)

 
Grátis: menores de 18 anos –  às 1° e 3° terças-feiras do mês depois das 14h e todo 1° domingo do mês
 
OBS: o bilhete de 5 euros dá direito a todos os museus do castelo e a Pietà Rondanini