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Test Drive de Ferrari em Milão

Esse post começa com uma premissa: nunca fui uma pessoa ligada em carros. Conheço as marcas, mas só os modelos mais populares, não tenho sonho de ter esse ou aquele carro. Muito difícil eu achar um carro bonito, babar.

Carros esportivos então, nunca fizeram a minha cabeça.

Mas quem mora na Itália, não foge do mito Ferrari. Vemos algumas nas rodovias, que roncam e humilham os pobres carros dos mortais e somem de vista em poucos segundos.

Eu sempre me contentei disso, de vê-las aqui e ali de vez em quando. Até que ano passado, pela primeira vez, visitei o Museu Ferrari com alguns clientes, como contei nesse post.

Ali sim, você tem a percepção a 360 graus, que La Rossa não é só um carro: é a aplicação do melhor do artesanato italiano em forma de carro. Porque aquilo é arte, design e engenharia colocados juntos.

Ainda que todos sintam bater mais forte o coração na frente dos modelos clássicos vermelhos, eu me apaixonei pelos modelos vintage, de época. Voltei mais uma vez ao museu e a casa de Enzo Ferrari como convidada, durante o blogtour da Região Emilia Romagna, contata nesse post.

E até fevereiro desse ano foi isso: admiração pelo mito italiano, só olhando.

Até que poucos meses depois, fui convidada pela Vanessa e o marido para um test drive de Ferrari nos arredores de Milão.

Test Drive Ferrari Milao

Eu, Vanessa e Ricardo

Porque se ver pela primeira vez uma Ferrari é emocionante, difícil descrever o que é a experiência de dirigir uma.

Eu sabia que iria dirigir um baita carrão, o carro dos carros, mas até aí, até você entrar, ligar e acelerar, você não tem a ideia da adrenalina.

Depois que cheguei no lugar combinado (em uma cidade às portas de Milão), entrei no carro e o Ricardo fez um briefing comigo, explicando como funciona o carro e como dirigir. Minhas mãos já suavam.

Tudo entendido e pronto, hora de ligar a “red lady”. E já esse momento leva teus batimentos cardíacos a mil. O ronco dela (que eu soube que é patenteado) já é lindo. Impossível que quem esteja em volta não olhe.

Percorremos as primeiras ruas, ainda dentro da cidade com calma, fazendo algumas rotatórias, até entrarmos em uma estrada secundária (aqui chamada de super strada) onde foi só pisar meu pé no acelerador.

Eu sou bem pé de chumbo no volante, mas o engraçado na Ferrari, talvez por ela ser esportiva e baixa, é que parece que você já está a mil por hora, olha no painel e… 150Kmh. Como 150kmh? Quero mais.

Guiada pelo Ricardo, que me dizia para reduzir as marchas e “segurar” os mortais lá atrás, pisei fundo no acelerador e senti meu coração disparar. A um certo ponto, senti que estava suando. Uma mistura de adrenalina e “medo”.

Nem precisa dizer que a gente passava e os carros em volta olhavam. Porque o ronco, é inconfundível.

O meu trajeto foi de 10km e voltei com o sorrisão no rosto, como mostra a foto. Aquilo é melhor que montanha russa (brinquedo que eu me recuso a subir).

Dirigir Ferrari em Milao

É possível também fazer trajetos de 20 e 30 km e com uma taxa adicional, eles ainda te mandam um vídeo da tua experiência durante o test drive.

Aliás, a melhor forma de entender tudo o que eu escrevi, é assistindo o vídeo abaixo:

Para assistir a versão longa do vídeo, clique nesse link.

Gostou e gostaria de uma experiência como essa? Mande um email para info@milaonasmaos.it e te colocamos um contato com eles, que oferecem um atendimento atencioso, simpático e em português.

Nota: Meu test drive foi um convite, mas as experiências relatadas são pessoais. O test drive de Ferrari é uma parceira do Milão nas mãos e ao contratá-los o blog recebe uma comissão pela indicação, sem que você pague nada a mais por isso. Leia aqui para saber mais da nossa politica de monetização.

Em Milão o futebol não é apenas futebol

Barcelona, Milão, Porto. O que essas cidades tem em comum?

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva Barcelona- Milão-Porto, que todas as quinta de Abril vai mostrar um pouco das coisas em comum dessas 3 grandes cidades europeias, pontos de referências em seus países, com a participação de Cristina Rosa do blog  Sol de Barcelona e Rita Branco do blog O Porto Encanta.

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O futebol na Itália é uma religião assim como no Brasil. O país foi quatro vezes campeão do mundo e fica atrás só da nossa seleção.

Com isso, é normal que aqui muitas cidades e regiões tenham seus times mais famosos na primeira divisão. Milão não fica atrás nessa tradição e tem dois grandes times, conhecidíssimos dos brasileiros, por serem ainda hoje clubes que investem em muitos jogadores brasileiros: o Milan e o Internazionale di Milano, ou simplesmente Inter.

Os emblemas e as torcidas dos dois times milaneses

Os emblemas e as torcidas dos dois times milaneses

Por aqui,  milanês que se preze tem que torcer para um dos dois times. Juntos, eles dão a cidade de Milão o maior número de títulos na Champions League: 10. Mas a rivalidade é grande e histórica, já que desde o início existia também uma divisão de classes que caracterizava as torcidas dos dois times.

A partir dos anos 20, quando as primeiras torcidas começaram a se organizar, a Milão mais proletária era milanista, o que fazia que seus adversários interistas e burgueses, os chamassem de “caciavit”, que em dialeto quer dizer “chave de fenda”. Os interistas por sua vez, eram nominados pelos rivais “bauscia”, que sempre em dialeto tem uma conotação de burguês. Hoje a rivalidade no campo continua, mas os apelidos morreram.

Essa rivalidade talvez exista não só pelo fato que os dois times representarem a mesma cidade, mas pela própria história das suas fundações.

O Milan nasceu em 1899, fundado por um grupo de ingleses e italianos  como Milan Foot-Ball and Cricket Club, nome que permanaceu até 1919. Já em 1901 venceu seu primeiro campeonato italiano.

Desde o início os milanistas vestiram o uniforme com as cores vermelha e preta e por isso ainda hoje são chamados de rossoneri. O clube tem também a segunda maior torcida italiana (depois da Juve) e desde 2006 um simpático mascote: Milanello, um diabinho vestido com o uniforme do time.

Pelo Milan passaram jogadores brasileiros como Dida, Cafú, Ronaldinho Gaúcho, Leonardo (que foi também técnico), Robinho, Pato, Kaká, entre outros.

Já o Inter  foi fundado em 1908, quando uma discórdia entre os sócios do Milan culminou na dissidência de 44 deles, que fundaram o novo clube.

A vitória do primeiro campeonato italiano já acontece 2 anos depois e, entre altos e baixos, é o único time italiano a ter partecipado de todos os campeonatos da primeira divisão.

Sempre em oposição ao Milan, seu uniforme é azul e preto e os interistas são chamados de neroazzuri. O time teve seu nome mudado por um breve período durante a época fascista, que o fez tirar a denominação Internazionale. Assim de 1928 a 1945 foi chamada de Ambrosiana Inter.

O Inter também conta na sua história recente com a presença de grandes jogadores brasileiros como Ronaldo, Adriano, o goleiro Júlio Cesar, Lúcio, Thiago Motta, entre outros.

As lojas dos dois times no centro de Milão

As lojas dos dois times no centro de Milão

O clássico dos clássicos aqui, que nós chamamos de “derby” é sem dúvida Inter X Milan, disputado no maior e mais famoso estádio do país, o estádio de San Siro (leia a sua história nesse post). Para completar a rivalidade entre os times, até o estádio muda de nome de acordo com o time que vai jogar: quando joga o Milan é simplesmente San Siro. Quando joga o Inter, é chamado pelo seu nome, estádio Giuseppe Meazza.

Meazza foi um dos grande jogadores neroazzuri da história e por isso nenhum, mas nenhum dos milanistas chama o estádio com o nome oficial.

O estádio milanês: San Siro para osmilanistas, Giuseppe Meazza para os interistas

O estádio milanês: San Siro para os milanistas, Giuseppe Meazza para os interistas

Confesso a vocês que sou a pessoa mais ‘não futebol’ da terra. Não torço para nenhum time e só sofro um pouquinho (mas sempre menos) quando joga o Brasil na Copa do Mundo. Também sou casada com um milanês interistas da boca para fora, porque nunca vi meu marido a frente da televisão seguindo um jogo com sofrimento ou interesse.

Mas há uns dois anos atrás, tive a oportunidade de pisar em um estádio pela primeira vez e acompanhada de marido e pai, fui assistir em San Siro um Milan x Catania. Ok, eu sou daquelas que não entendo um impedimento nem se me desenham, mas confesso que me diverti um montão naquela tarde.

O início do meu primeiro jogo de futebol

O início do meu primeiro jogo de futebol (2011)

Os bilhetes eram presentes de fornecedores e ficamos em uma área VIP e um tanto monótona, o babado era mesmo na “curva” (arquibancada), onde os chefes da torcida, em pé nas grades puxavam os  hinos e agitavam aquela tarde fria de domingo. Difícil ficar indiferente a paixão dos torcedores.

A festa acabou em 4 a 0 para o Milan, com um dos gols marcados pelo brasileiro Robinho.

O próximo clássico é dia 4 de maio e com certeza, Milão vai parar mais uma vez, contagiada pela torcida de milanistas e interistas!!

E que vença o melhor!!

Para conhecer o futebol do Barça e do Porto, clique nos links:

Em Barcelona futebol não é apenas futebol

No Porto futebol não é apenas futebol

Estações de esqui perto de Milão

Milão, além de ser uma cidade que vale a pena por aquilo que oferece, atrai também pelo o que oferece os seus arredores: cidades de arte como Bergamo e Turim, lagos, mar e montanha, acessíveis com um simples bate e volta.

No inverno, para os amantes do esqui ou para quem quer simplesmente tocar pela primeira vez a neve, os arredores de Milão oferecem diversas estações de esqui com pistas de todos os tipos.

esqui arredores Milão

Vista da pista de Piani di Bobbio

Confesso que eu não sou a esquiadora da casa. Coloquei meu primeiro par de esquis aos 35 anos e até que não me dei mal, mas para mim é muito trabalho (e roupa) para pouca diversão. E tira sapato de neve e coloca o sapato de esqui, e sobe com o teleférico (mooorro de medo) e desce e começa tudo de novo.

Mas maridão esquia desde criança e as mascotes de casa começaram aos 4 anos e a-do-ram. Com isso, vamos todos os anos, geralmente no esquema bate e volta e com uma média de 1 hora e meia de viagem. Aqui ficam as minhas dicas de onde esquiar nos arredores de Milão.

A estação mais perto de Milão e que praticamente usamos todos os anos e que indico é Barzio-Piani di Bobbio, uma pequena estação que fica a 1 hora de Milão. Obs: leia nos comentários a experiência da leitora Ana Carla, que usou o trem a partir de Milão para chegar à estação.

Durante a temporada, que geralmente começa no feriado de 8 de dezembro e vai até a Páscoa, existe um ônibus que funciona nos finais de semana e leva de Milão a Piani di Bobbio. Clique aqui para saber informações.

Para quem quer ir de trem, a opção é fazer Milão-Lecco e de lá pegar o ônibus para Barzio (que sai de frente da estação). O problema é ir de Barzio a estação de esqui (como relatado por mais de 1 leitor), já que o translado só funciona de final de semana. Durante a semana é encarar uma subidona a pé de cerca 30 min.

De Barzio parte uma cabinovia que leva até as pistas que ficam a 1.700metros e da base das pistas, para subir, a estação dispõe de 4 teleféricos e 3 skilifts para 30 km de pista: 2 são para esquiadores mais experientes e outras para principiantes. É presente também pista circular para o esqui de fundo.

Também presente vários refúgios alpinos onde depois do esforço, saborear um prato de polenta ou alugar uma cadeira para tomar sol e também todos os equipamentos.

Esta estação é perfeita para quem procura um equilíbrio entre comodidade e qualidade/quantidade de pista e tem também a vantagem que essas ficam expostas ao sol o dia todo (fator importante em dias de muito frio).

 

As estações, grandes ou pequenas,  são sempre bem cheias nos finais de semana. Nós, sempre que podemos, vamos durante a semana: pistas vazias e custo reduzido.  

Em direção de Bérgamo, a menos de 2 horas de Milão, o meu conselho é o Monte Pora. Essa também é uma estação pequena, com uma boa exposição ao sol e ideal para uma excursão não muito puxada.

pora_esqui_milao

Também a cerca de 2 horas de Milão ficam as localidades maiores como Madesimo (Val Chiavenna ) e Pila (Val d’Aosta) e a possibilidade de esquiar na Suiça (Splugen, Andermatt).

As estações maiores e mais renomadas ficam um pouco mais longe e a mais renomada na Lombardia é Bormio, porque é uma das etapas fixas do calendário da Copa do Mundo de Esqui Alpino: a 3 horas e meia de Milão, dispõe de 80 km de pistas que chegam a 3.000 mt de altura. Outras localidades famosas a cerca de 3 hores de viagem são Cervinia, Courmayeur, Sestriere.

As estações de esqui na Itália, geralmente abrem as pistas no final de semana do feriado de 8 de dezembro e as fecham depois das férias de Páscoa (quando essa não é muito tarde). Para quem não quer renunciar ao esqui durante o verão, na Lombardia o geleiro Presena no Passo del Tonale se esquia até junho, e no Passo dello Stelvio se esquia de junho a setembro.

esqui_italia_Milao

O custo dos passes diários ficam em torno de 20 a 35 euros, dependendo da estação e do dia. As reduções são consistentes para crianças. O aluguel de equipamento (não roupas) nas pista custa entre 20-30 euros.

Aqui os sites das estações italianas citadas no post:

http://www.pianidibobbio.com/it/home

http://www.presolanamontepora.it

www.skiareavalchiavenna.it

http://www.pila.it

http://www.bormioski.eu

 Fotos: Milão nas mãos e internet

Editado em 13/02/2015

Stramilano: corrida de rua em Milão

Milão é uma cidade que gosta de correr e eu não estou falando da correria do dia-a-dia, estou falando de running. Aqui, a prova de corrida de rua mais famosa, democrática e popular é a Stramilano, que existe desde 1972  e acontece todos os anos, em março.

Prova Corrida Rua Milao

A parte final passando pelo Castelo Sforzesco

Esse ano a prova é dia 24 de março e será, como sempre, dividida entre a Stramilanina (5km), a famosa Stramilano (10km) e a Stramilano Agonistica Internazionale – Meia Maratona (21km).

Participei pela primeira vez ano passado e correr entre a arquitetura e parques milaneses, em um percurso que inicia na Praça Duomo, passa pelo Parque Sempione e termina na Arena Civica foi uma bela experiência. Mas eu sou suspeita, porque gosto mesmo é de correr no asfalto e na cidade.

As duas provas mais curtas podem ser feitas por qualquer pessoa, de qualquer idade, correndo ou caminhando. Você só tem que se inscrever (12 euros), vestir roupas adequadas (nada de pegar o primeiro par de tênis que aparecer na sua frente) e correr.

Corrida Rua em Milao

Qualquer pessoa pode participar

A coisa aqui é levada tão a sério que a própria prova organiza treinamentos grátis aos domingos em dois pontos da cidade. E para completar o calendário de provas de corrida de rua da cidade, duas semanas mais tarde, 7 de abril,  Milão realiza a 13 Milano City Marathon.

A cada ano o público das corridas de rua na cidade é sempre mais feminino e Milão está cheio de iniciativas cor-de-rosa. Pink Power é a série de 3 encontros de treinamento para a preparação feminina para a maratona e para fechar com chave de ouro, a Nike acabou de inaugurar na nova praça Gae Aulenti um grande iglu rosa, o Nike Flyknit Hub, que até maio apresenta a tecnologia da revoluzionaria Flyknit Lunar One.

Nike Hub em Milao

O Nike Flyknit Hub em Milão

Se você estiver passando em Milão e for um(a) runner, ficam aí as dicas. Nos vemos na Stramilano!

Para maiores informações, consulte os sites: Stramilano e Milano City Marathon