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Milão, cultura e criatividade

Milão borbulha. Vai ver é o efeito Expo2015 ou senão só a sua vocação de cidade de criativos e que fomenta o que de novo vai acontecer no resto do país. Não é a toa que foi escolhida pelo jornal americano New York Times como um dos destinos de viagem para 2015 e é mais uma vez candidata a destino europeu 2015.

E apesar dos pesares: crise econômica, política e por aí vai, a cidade se prepara para receber nos próximos meses três grandes realizações em âmbito cultural -criativo,  duas delas na pouco conhecida (pelos turistas) Zona Tortona, que para mim vai ser um dos próximos bairros ” boom” da cidade.

Museo delle Culture

Projeto que da sua aprovação à conclusão levou 15 anos, será o espaço dedicado a hospedar a coleção de arte extra europeia que hoje fica exposta no Castelo Sforzesco.

O enorme espaço fica na ex área Ansaldo, importante polo industrial milanês que até os anos 70 abrigava as grandes fábricas de locomotivas e vagões ferroviários. Projetado pelo famoso arquiteto inglês David Chipperfield (museu Neues em Berlim) o espaço também será dedicado a mostras temporárias, laboratórios didáticos e vai contar com uma biblioteca, café e book shop.

museus milão cultura arte

Agora é só esperar para curtir o novo museu e uma das áreas (Tortona) mais estimulantes da cidade.

Armani Silos

Não muito longe do Museo delle Culture, em um grande espaço minimalista projetado pelo japonês Tadao Ando onde anos atrás ficava uma fábrica da Nestlè, rei Giorgio (Armani) vai abrir para o público Silos, grande espaço dedicado ao museu arquivo da famosa marca, mas também contentor de ideias que vai hospedar mostras temporárias em colaboração com a prefeitura e um arquivo fotográfico.

Moda Arte Milão

Armani Silos (o nome vem de silo, que dá a ideia de armazenamento) hoje já é palco de todos os desfiles da marca.

Fundação Prada

Em uma outra parte da cidade (Porta Romana), a Fundação Prada inaugura dia 9 de Maio, um espaço de 19 mil metros quadrados que será a sede da ‘Cittadella dell’Arte’, espaço expositivo que vai concentrar moda, arte, cinema e didática infantil.

A enorme construção mistura edifícios novos com a estrutura de uma antiga destilaria do início do século 20 e (se diz) terá um bar idealizado pelo diretor Wes Anderson. Leia o post sobre a Fundação Prada aqui.

Milao Arte Moda

E quem passar por Milão, verá!!

 

Guia rápido aos museus de Milão

Milão tem uma rede de museus incrível ainda que seja pouco conhecida pelos turistas, mais interessados nos museus “famosos” , aqueles que todos já ouviram falar.

Arte clássica, religiosa, contemporânea, moderna, design, ciências, brinquedos, instrumentos musicais, arqueologia, móveis, animais, futebol…a lista é longa e confesso que, mesmo eu, que moro aqui não conheço todos e não escrevi sobre todos.

Foi pensando nisso que resolvi concentrar em um post as dicas de alguns museus de Milão, resumindo um pouquinho cada um e dando meus pitacos do que não perder em alguns deles. A ordem é puramente casual. Para as informações sobre horários de abertura e preços, clicar no link do site de cada museu.

 Pinacoteca de Brera

“O” museu de Milão. Se você tiver tempo para um museu, o seu museu é a Pinacoteca de Brera.

Pensada em época napoleônica como mero suporte aos estudantes de arte da Academia de Belas Artes que fica no mesmo palácio, ao longo dos anos se enriqueceu com aquisições e doações de milaneses abastados e tem um acervo riquíssimo, que vai da arte gótica, medieval, barroca, até chegar na arte moderna e contemporânea. Leia o post sobre a Pinacoteca de Brera aqui.

Não perca: O Cristo Morto de Mantegna – O casamento da Virgem de Raffaello – La Palla Moltefeltro de Piero della Francesca – Ceia em Emmaus de Caravaggio – O Beijo de Hayez

Site da Pinacoteca

 Pinacoteca Ambrosiana

Importante instituição milanesa, fundada no século 17 pelo cardeal Federico Borromeo, faz parte de um complexo maior, que inclui uma das mais importantes bibliotecas italianas.

A grande coleção de arte privada deixada pelo então cardeal, vai dos grandes nomes da pintura italiana, passando pela arte flamenga.

É a pinacoteca-biblioteca que hospeda parte dos Códigos da Vinci (junto com a sacristia de Santa Maria delle Grazie), expostos por tema a cada 3 meses.

Não perca: O rascunho da Escola de Atenas de Raffaello – Os Códigos Atlânticos de Leonardo Da Vinci – A Cesta de Fruta de Caravaggio – Retatro de Músico de Da Vinci – e ainda Bramantino, Luini, Botticelli entre outros.

Site da Pinacoteca e Biblioteca Ambrosiana

 Museu 900

Um dos mais ‘novos’ museus milaneses, foi inaugurado há menos de 5 anos e reune a coleção de arte contemporânea da prefeitura de Milão com ênfase nos artista italianos, mas com obras de Picasso, Modigliani, Paul Klee.

Ainda que o percurso expositivo não seja muito intuitivo, o passeio pelo Palácio Arengário já é em si, um programão. Leia o post sobre o Museu 900 aqui.

Não perca: O Quarto Estado de Pelizza da Volpedo – As obras futuristas de Boccioni, Balla e Carrà. Os quadros de De Chirico.

Site Museu Novecentos

 Museu Teatral alla Scala

È o museu do famoso teatro de lírica, que fica na homônima praça. Se você não é um apaixonado ou expert em música clássica, uma vale a entrada  para conhecer a belíssima sala, que tem a visão disponível através de um dos camarotes. Leia o post sobre o Teatro alla Scala aqui.

Site do Museu Teatro alla  Scala

Gallerie d’Italia

Grande coleção de arte privada do banco Intesa San Paolo, é dividida entre a arte moderna e contemporânea, expostas separadamente nos dois palácios que já valeriam a visita. Eu adoro. Leia o post sobre a Gallerie d’Italia aqui.

Não perca: As obras do futurista Umberto Boccioni, os gessos de Antônio Cavova, Lucio Fontana, Michelagelo Pistoletto.

Site Gallerie d’Italia

Museu do Duomo

Reinaugurado há pouco mais de 1 ano, é o museu da grande catedral milanesa e tem a tarefa de reunir e expor a história do momunento mais importante da cidade, através de seu tesouro, estátuas e vitrais originais, estudos e projetos para construção. Para quem quer entende melhor o nosso grande Duomo. Leia o post sobre o useu do Duomo aqui.

Dicas museus em Milão

Não perca: As gárgulas originais do século 15, o esqueleto da estátua da Madonnina, o modelo em madeira do Duomo.

Site do Museu do Duomo

 Galeria de Arte Moderna – GAM

Situada na belíssima Villa Reale, concentra a coleção de arte moderna da prefeitura, expondo quadros e esculturas do século 19.

Museu Arqueológico

Porque Milão foi capital do Império Romano por quase 2 séculos e tem muito o que contar e expor dessa época. Situado na área onde ficava o Circo Romano, ainda hoje conserva na parte posterior uma das torres restante da importante construção.

Arte romana, grega, etrusca e das civilizações bárbaras compõe o interessante acervo.

Site do Museu Arqueológico

 Museu da Ciência e Tecnologia Leonardo Da Vinci

Partindo as engenhosas invenções do gênio Leonardo Da Vinci, a coleção do museu explora a relação dos homens com as máquinas. Um dos museus de ciência e tecnologia mais importantes do mundo, é um dos favoritos das crianças.

Não perca: o submarino Toti.

Site do Museu de Ciência e Tecnologia

 Museu de História Natural

Museu que reune a coleção botânica, zoologica e mineral da cidade, o ponto forte é uma grande coleção de fósseis e a reconstrução dos habitats naturais dos animais, expostos em grandes vitrines. Expõe também o único esqueleto de dinossauro existente na Itália.

Site do Museu de História Natural

Museus do Castelo Sforzesco

A maior concentração de arte, propriedade da prefeitura, em um único lugar. As coleções são divididas nos vários museus: arte antiga, pinacoteca, instrumentos musicais, móveis, egipcio, artes aplicadas. Tudo pelo preço do bilhete único. Leia o post sobre o castelo e seus museus aqui.

Não perca: A Pietà Rondanini di Michelangelo, a Sala de Asse afrescada por Da Vinci, as armas e armaduras medievais.

Site do Castelo Sforzesco e museus

Triennale Design Museum

A cidade do design não poderia deixar de ter um museu dedicado ao assunto. O famoso Palazzo della Triennale, de arquitetura racionalista (anos 30), apresenta uma exposição que muda todos os anos, além da coleção permanente de design e mostras temporárias.

Site da Triennale Milano

Palazzo Reale

Antiga residência ducal e posteriormente dos governantes da cidade, hoje é a sede das mais importantes mostras temporárias da cidade, com pelo menos 2 ou 3 delas acontecendo contemporaneamente (com bilhetes separados).

Não perca: as mostras na Sala das Cariátides, destruída durante a Segunda Guerra Mundial e mantida como ficou para lembrar as destruições da guerra. Mesmo assim, é linda.

 Museu San Siro

Situado dentro do famoso estádio, expõe uniformes, chuteiras, troféus dos dois times oficiais da cidade: Internazionale di Milano e Milan. A visita inclui também um tour pelos vestiários e pelo campo. Leia o post sobre o Estádio de San Siro aqui.

Site do Museu San Siro

 As casas museus

Milão tem 4 casas museus extraordinárias, que propõe percursos, objetos e o modo de viver na cidade em épocas bem diferentes.

As mais próximas como estilo uma da outra são Bagatti Valsecchi e Museu Poldi Pezzoli, a primeira é uma das mais bem preservadas da Europa e é uma casa do século 19, mas sendo a família amante do Renascimento,  a casa era decorada com móveis, objetos e obras e arte da época. Também do século 19 a segunda,  situado no palácio onde viveu o colecionador Giacomo Poldi Pezzoli. A construção foi bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial, por isso os ambientes são em algumas partes, reconstruídos. Mesmo assim, é ainda uma das grandes coleções privadas da cidade, com obras de grandes pintores dos ´séculos 14 e 15.

Do início do século 20, é a minha menina dos olhos, a minha preferida entre as quatro. Villa Necchi Campliglio foi construída nos anos 30 pelo grande arquiteto milanês Portaluppi em estilo racionalista para o casal Necchi Campiglio. A casa é uma jóia da arquitetura moderna da época e foi habitada até 2004. Ainda é possível admirar as roupas e acessórios das irmãs Necchi nos ármarios.

estatua-varanda-necchi

O ex apartamento do casal Boschi Di Stefano é a única casa museu com entrada gratuita de Milão. Grandes colecionadores de arte contemporânea, deixaram tudo a prefeitura da cidade para que essa criasse uma casa museu.

As salas do apartamento no prédio também projetado por Portaluppi são cobertos de quadros de Lucio Fontana, Segantini, De Chirico Leia o post sobre as casas museus de Milão aqui.

Site das Casas Museus de Milão

Dica: a melhor solução para visitar as casas museus, é comprar o bilhete acumulativo de 20 euros, que tem duração de 6 meses. Custa menos do que pagar o bilhete separadamente nas 3 primeiras.

Ao museus municipais tem uma carta que dá direito a uma entrada em cada por um preço mais conveniente que pagar cada um separadamente. Leia sobre isso nesse post.

As igrejas de Milão e seus ‘tesouros’

Segundo o historiador de arte italiano Phillipe D’Averio, Milão só perde para Roma em número de igrejas. Infelizmente, elas não são os principais pontos turisticos de interesse dos milhares de visitantes que chegam a Milão todos os anos.

Uma pena, já que conhecer igrejas, principalmente em um país como a Itália, é entender e contextualizar cada período e a sua história, jáque por séculos a vida religiosa e civil da cidade eram em simbiose permanente.

A importância das igrejas milanesas, vai além do seu famoso (e maravilhoso) Duomo, já que foi aqui, em 313 d.C que o imperador Constantino assinou o Edito de Milão, que legalizou o cristianismo.

De origens paleocristãs, medievais, renascentistas e barrocas, as igrejas de Milão muitas vezes escondem “tesouros” que podem passar despercebidos aos turistas menos atentos.

Aqui uma listas bem pessoal dos mais importantes, alguns bem centrais e com visita gratuíta.

Santa Maria della Passione

A segunda maior igreja depois do Duomo tem seus encantos, como as capelas (escuras) decoradas com quadros de grandes pintores lombardos e o órgão imponente com as portas pintadas pelo pintor Daniele Crespi.

Mas a minha menina dos olhos alí é a belissíma Sala Capitolare, local onde os monjes e padres se reuniam para partecipar de várias assembléias. Colocada na parte de trás da igreja, em um dos lados do claustro, quem não tem um guia (Touring em italiano) nem sabe da sua existência.

igrejas Milão

De forma retangular, é decorada com quadros e afrescos do grande artista renascentista Bergognone que representam Jesus e os apóstolos e santos e doutores da igreja. Um céu azul e estrelado completa o cenário, na abóboda da sala. Linda!

San Bernardino alle Ossa

A pequena igreja localizada atrás do Duomo de Milão, é de origem medieval mas foi reconstruída em tempos sucessivos. A grande atração fica por conta da capela ossário, exemplo barroco da arte de decoração com ossos.

 

Milão igrejas

As quatros paredes do pequeno ambiente são tapeçadas de ossos provenientes de antigos cemitérios da área que formam a decoração com cruzes e lacinhos e podem impressionar os mais sensíveis. Conta a história que Don João V ficou fascinado com o lugar, quando passou por Milão no século 18.

Vale realmente a visita, porque não é toda a cidade que tem uma igreja do gênero.

Duomo

Todo mundo entra, dá a volta admirando as milhares de estátuas externas, sobe até aos telhados, mas poucos descem abaixo da catedral para conhecer a áera arqueológica que abriga os restos da basílica precedente (Santa Tecla – sec. 4) e do batistério de San Giovanni, também do século 4 e onde Santo Ambrosio batizou Santo Agostinho.

Duomo Milão subterraneos

Um pedaço da Milão Romana embaixo dos pés dos desavisados turistas que invadem a catedral.

Santa Maria em San Satiro

Mais um dos nossos tesouros escondidos, dessa vez quase que literalmente, já que quem passa apressado descendo Via Torino, não nota do lado esquerdo uma pequena igreja, de fachada anônima, atrás de um portão colocado em um nicho da calçada.

Entre para conhecer uma das obras primas da arquitetura do Renascimento milanês que guarda um “segredo”, desvendado só para quem se aproxima lentamente da abside.

 

Milão igrejas

O grande arquiteto Bramante, contemporâneo de Da Vinci, é o autor da ilusão ótica que permitiu criar uma abside falsa em um espaço de menos de 1 metro. O restante da igreja também vale cada minuto passado dentro dela.

Com certeza, uma das mais belas de Milão.

San Maurizio

Chamada a Capela Sistina de Milão, já valeria a visita só por esse título.

A belissíma igreja, completamente afrescada, em grande parte pelo pintor lombardo Bernardino Luini, fazia parte de um complexo muito mais vasto, que abrigada um monastério feminino de freiras beneditinas de clausura que recebiam as filhas das famílias abastadas de Milão a partir da metade do século 16.

 

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dicas guia de Milão igrejas

Não tenha pressa e aprecie cada centímetro das duas partes da igreja: a dedicada as freiras de clausura na parte de trás (repare no grande órgão) e a parte da frente, dedicada aos fiéis com a contro fachada pintada pelo professor de Caravaggio, o grande e quase desconhecido Simone Peterzano.

San Maurizio fica em uma área arqueológica importantíssima da cidade, no eixo do antigo Decumano Romano e o seu interior pode ser considerado um museu da arte pictórica lombarda do século 16.

Basilica San Lorenzo

A basílica de origem milenar, já que sua origem é de época romana, conserva na Capela de Santo Aquilino, construída come mausoléu imperial,  mosaicos e decorações paleocristãs belíssimas do século 6, que representam Cristo entre os apóstolos.

 

sanlorenzo

Reformada durante os séculos, é possível reconhecer parte dos muros perimetrais originais e descendo atrás do altar da capela, se tem acesso a um pequeno subterrâneo com as fundações romanas.

Basilica di Sant’ Ambrogio

Uma das quatro basílicas construídas pelo primeiro arcebispo milanês, Ambrósio, tem suas origens no século 4 d.C e é um dos símbolos do cristianismona cidade.

Seu interior é rico de surpresas, como o sárcofago de Stilicone, afrescos e pinturas nas capelas e a parte do altar, que abriga talvez a maior obra de ate da basílica: uma grande urna de ouro, de idade carolíngia (sec. 9) e uma das maiores expressões da arte ourivesaria lombarda.

 

ambrogio

A abóboda da abside é decorada com um grande mosaico dourado com partes do século 5 e 8 e que representa o Redentor no trono.

Uma capela ao lado direito da basílica (visita a pagamento) abriga outro grande mosaico da cidade: San Vittore in Cielo d’Oro, colocado na parte da cúpola e rodeado de outros mosaicos que respresentam Santo Ambrosio, São Gervasio e São Protasio.

Basilica di Sant’Eustorgio

Outra grande obra do Renascimento em Milão fica no interior da antiga basílica, que hospeda a elegante Capela Portinari, construída pelo banqueiro dos Medici (Pigello Portinari) na cidade e afrescada pelo grande pintor Vicenzo Foppa em uma explosão de cores.

 

Guia de Milão igrejas

Inteiramente restaurada nos último anos, a capela também abriga o lindo sarcófago gótico, em mármore, com os restos de San Pietro Martire, esculpido por giovanni da Balduccio entre 1335-1339

A basílica abriga também uma arca onde diz a lenda que repousam alguns ossos dos Reis Magos e a cripta embaixo do altar mostra restos arqueológicos de uma necrópole paleocristã.

Fotos: Milão nas mãos, WikiCommons (Carlo dall’Orto)

Horários e informações:

Santa Maria della Passione
Via Conservatorio, 12
De seg a sab: das 8 às 12  e das 15.30 às 18
Dom: das 9.30 às 12 e das 15.30 às 18.30
Entrada gratuíta
 
San Bernardino alle Ossa
Piazza Santo Stefano
De seg a sex: das 7.30 às 12 e das 13.30 às 18
Sab: das 9.30 às 12.30
Dom: das 9.30 às 12.30 e das 16.30 às 19.30
Entrada gratuíta
 
Duomo
Piazza Duomo
Subterrâneos – de ter a dom: das 10 ás 18
Fechado: 1 janeiro – 1 maio – 15 agosto – 25 dezembro
Ingresso: 7 euros (bilhete para catedral, subterrâneos e museu do Duomo)
 
Santa Maria em San Satiro
Via Torino, 17
De ter a sab: das 9.30 às 17.30
Dom e feriados: das 14 às 17.30
Entrada Gratuita
 
San Maurizio
Corso Magenta, 15
De ter a sab: das 9.30 às 17.30
Fechada: 24, 25,  26 e 31 dezembro – 6 janeiro – 1 maio
Entrada Gratuita
 
Basilica de San Lorenzo
Corso Porta Ticinese, 35
De seg a sab: das 7.30 às 18.30
Dom: das 9 às 19
Ingresso Capela Sant’Aquillino: 2 euros
 
Basilica Sant’Ambrogio
Piazza Sant’Ambrogio, 15
De seg a sab: das 10 às 12 e das 14.30 às 18
Dom: das 15 às 17
Ingresso tesouro: 3 euros
 
Basilica de Sant’Eustorgio
Piazza Sant’Eustorgio, 3
Basilica: todos os dias das 8 às 12 e das 15 ás 18.30
Capela Portinari: todos os dias das 10 às 18
Ingresso capela: 6 euros (inteiro) – 3 euros (reduzido) – 1 euro (até 14 anos)
 

As quatro casas museus de Milão

Na vasta constelação dos museus de Milão, existem 4 pérolas colocadas no gênero das casas-museus. Uma casa-museu é um museu proposto em vários tipos de habitações como castelos, villas e apartamentos e que conservam grande parte dos móveis e coleções de arte da época em que eram habitadas.

Aproveitando meus estudos sobre Milão, no verão de 2012 decidi que conheceria bem, possivelmente com visitas guiadas, todas elas. As casas museus milanesas estão organizadas em um circuito e é possível conhece-las pagando o bilhete de cada uma delas ou um bilhete único, com validade de 6 meses e que custa 15 euros (cada bilhete único custa cerca de 9 euros).

Visitar uma casa museu em Milão é como voltar no tempo e entender um pouco da vida das famílias milanesas abastadas dos séculos 19 e 20, que generosamente doaram suas coleções à cidade onde viveram e fizeram fortuna.

Eu conheci todas elas e depois disso, em ocasiões diferentes, voltei. Deixo aqui um pequeno resumo e as dicas para uma visita diferente pela cidade.

Villa Necchi Campliglio

Sem sombras de dúvida a minha preferida e isso eu já disse mais de uma vez aqui no blog, inclusive nesse post dedicado esclusivamente a ela. Foi também a que visitei mais vezes (umas 5).

A vila é uma das várias obras na cidade, do arquiteto milanês Piero Portaluppi, grande nome da arquitetura racionalista (estilo arquitetônico entre o final dos anos 20 e os anos 30) e que assinou palácios na cidade como o Arengário (sede no Museu 900), o arco de Via Savini e a sede do partido fascista em Praça San Sepolcro.

Aqui, trabalhou para uma rica família de industriais do aço, que construiram a primeira casa com piscina e quadra de tennis da cidade. Portaluppi desenhou também grande parte dos móveis da casa e aqui e alí é possível ver a sua marca registrada: o losango.

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A casa era habitada pelo casal Gigina Necchi e Angelo Campiglio e pela irmã de Gigina, Neda e ainda hoje conserva nos 3 andares toda a mobília, louças, alguns quadros e até as roupas das refinadas irmãs Necchi.

Sem herdeiros, ao morrer em 2004, Gigina deixa a mansão para a FAI (Fondo Ambiente Italiano), associação que possui várias propriedades na Itália e que depois de reformá-la, a abriu ao público e restituiu a cidade uma parte da sua história contemporânea.

Os voluntários da FAI organizam visitas guiadas (em italiano e inglês) nos dias de abertura da vila. Eu, se pudesse, passaria por lá 1 vez por mês. Me acontento de vez em quando, de entrar no seu jardim com piscina (só a entrada da casa é a pagamento) e me sentar por 10 ou 15 minutos e curtir a Milão que poucos conhecem.

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Museu Boschi Di Stefano

Em um apartamento em um prédio também projetado por Piero Portaluppi, a vastíssima coleção de arte contemporânea italiana do casal Antonio Boschi e Marieda Di Stefano, grandes colecionadores que em 1973 doam tudo a prefeitura com a condição que essa abrisse um museu no apartamento.

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Única das quatro casas com entrada gratuita, infelizmente é pouco conhecida até pelos próprios milaneses e pouco frequentada pelos turistas.

As paredes são tapeçadas de quadros de grandes nomes da pintura italiana do século 20, como Lucio Fontana, Sironi, Umberto Boccioni, De Chirico, passando do período futurista aos anos 50.

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Para quem gosta do período e se interessa por arte, ou para quem está hospedado pelos lados de Corso Venezia, vale a visita.

Museu Poldi Pezzoli

Localizado a poucos passos do Teatro alla Scala e da Via Montenapoleone, é a primeira casa museu da cidade, aberta em 1881, 2 anos depois da morte de seu proprietário, o nobre Gian Giacomo Poldi Pezzoli, um dos colecionadores mais iluminados do século 19 milanês.

É um dos melhores exemplos de historicismo da Europa: cada ambiente se inspira em um espeficico estilo do passado e as suas salas reunem grandes obras que vão do século 12 ao século 19, com obras de artitas como Giovanni Bellini, Bernardino Luini, Botticelli, Mantegna, Canaletto, entre outros. Mas o museu conta também com coleções de relógios, ceramicas, móveis e a sua famosa coleção de armas medievais.

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Muito danificado durante os bombardeios de 1943 durante a Segunda Guerra, o palácio perdeu quase que completemente suas decorações fixas internas e afrescos e seu interior foi completamente reformado. Mas as salas modernas não tiram a fascínio da sua grande exposição.

O museu é bem aberto as crianças e tem um audio-guia especial para elas (as meninas adoram) e promovem uma série de laboratórios infantis. Praticamente um tesouro no coração de Milão.

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Museu Bagatti Valsecchi

O andar nobre do Palácio Bagatti Valsecchi (no quadrilátero da moda) foi reformado por volta de 1880 em estilo neo renascentista para se tornar a habitação dos irmãos Fausto e Giuseppe Bagatti Valsecchi e abrigar a coleção de obras de arte colecionadas e dispostas em ambientes que recriavam o Renascimento Lombardo.

Ao contrário do Museu Poldi Pezzoli, ele não foi atingido pelos bombardeios da Segunda Guerra Mundial e seus ambientes são ainda os originais. Passear pelo museu é como voltar no tempo, entrando em cômodos que em pleno século 19 recriam os ambientes de cinco séculos antes, até nos utensílios usados pelas crianças como o berço e andador.

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Confesso que fui visitá-lo sabendo que se tratava de um museu de grande importancia na cidade, mas sem expectativas e fui surpreendida. Adorei!

De grande importância (como no Poldi Pezzoli) é sua coleção de armas e armaduras do século 15.

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Circuito das Casas Museus de Milão (site)

Villa Nechi Campiglio
Via Mozart, 14
De terça a domingo das 10 às 18
Bilhetes: inteiro 9 euros – meio 4 euros (crianças de 4 a 14 anos)
 
Museu Boschi Di Stefano (site)
Via Jan, 15
De terça a sábado das 10 ás 18
Entrada gratuita
 
Museu Poldi Pezzoli
Via Manzoni, 12
Fechado às terças.
Abertura nos outros dias das 10 às 18
Bilhetes: inteiro  9 euros – meio 6 euros (11 a 17 anos e acima de 60 anos) – crianças até 11 anos grátis
 
Museu Bagatti Valsecchi
Via Gesù, 5
De terça a domingo das 13 ás 17.45
Fechamento todo o mês de agosto
Bilhetes: inteiro 9 euros – meio 6 euros (crianças de 6 a 14 anos e idosos acima de 65 anos)- 6 euros (todas as quartas)
 

15 grandes obras de arte e arquitetura para visitar na Lombardia

Semana passada, o site da revista Vanity Fair Itália publicou uma lista de 15 grandes obras, igrejas e monumentos da Região da Lombardia, dignos de se visitar para poder dizer que você conhece o melhor da arte da região.

A lista foi elaborada pela presidente do Instituto de Arte Lombardo, Maria Antonietta Crippa, que motiva o porque visitar cada uma das obras de arte e arquitetura.

Ainda que seja a sua visão pessoal, posso dizer que concordo e adoro muitas das obras. De algumas, que são patrimônio da Unesco, já falamos no post “Os Patrimônios Unesco na Lombardia” e outras, estão ao alcance de todos que passam para uma visita por Milão.

O Duomo

O mármore branco-rosado, os 135 pináculos, a Madonnina coberta de lâminas de ouro e alta 4 metros: o símbolo da cidade e a quarta maior igreja da Europa foi iniciada em 1387 e terminou só 500 anos depois. Para entender melhor a sua história, leia o post sobre o Duomo e viste também o seu museu, recentemente aberto e do qual falamos nesse post.

Mas a visita só estará completa (na minha humilde opinião), se você subir aos telhados e admira-la lá de cima.

Por que visitá-lo (segundo Crippa): “É a identidade de Milão e com ao seu lado o belo Museu Novecento, é sempre uma descoberta”.

O beijo – de Francesco Hayez

O famoso quadro exposto na Pinacoteca de Brera, foi pintado por Hayez em 1859 e não representa só um beijo apaixonado entre dois amantes: o seu verdadeiro significado é o da aliança entre a Itália e França, representadas nas cores das roupas dos protagonistas, ou seja vermelho, verde, branco e azul.

Milao museus

O quadro foi apresentado na Exposição de Brera de 1859, três meses depois da entrada de Vittorio Emanuele II e Napoleão III em Milão.

Por que visitá-lo: “É a expressão do Romantismo e da identidade nacional”

A Coroa de Ferro

Peça de ourivesaria de valor inestimável, a coroa da rainha dos longobardos Teodolinda (589 a 616 d.C) é feita de ouro, pedras e esmaltes, mas a sua riqueza está nos significados que contam a história do Ocidente. Diz a lenda que o ferro dentro da coroa (daí o seu nome) é um dos pregos que foram usados para crucificar Jesus.

A coroa fica na Capela de Teodolinda no Duomo de Monza.

Por que visitá-la: “É uma joia que conta a história da arte lombarda e de uma mulher, mas arriscamos de esquecer seu valor”.

A Cartuxa de Pavia

Confesso que mesmo depois de anos morando aqui, só fui conhecer essa obra-prima de estilo gótico-renascentista nesse último verão. Há poucos km de Milão, a cidade de Pavia era também um dos refúgios da família Visconti-Sforza.

O mesmo Gian Galeazzo que começou a construção do Duomo, 10 anos depois, em 1396, deu ordens para a construção da cartuxa, que na verdade era o pagamento de uma promessa feita pelo então duque de Milão e sua esposa.

A cartuxa é ao mesmo tempo um santuário e monastério (ainda ativo, de uma pequena comunidade de cistercienses), mas é hoje, monumento nacional e propriedade do estado.

Da fachada em mármore, a nave central, os afrescos de Bergognone, os sarcófagos de Gian Galeazzo Visconti e de Ludovico Sforza e consorte, é uma continuação de grande maravilhas.

Além do majestoso interior, a cartuxa tem também dois grandes claustros, onde é possível ver as celas-quartos dos monges.

Por que visitá-la: “ É uma obra-prima do estilo gótico-renascentista, uma obra gigantesca onde encontramos a exuberância decorativa lombarda entre os séculos 14 e 15”.

O Palácio Borromeo na Isola Madre (Lago Maggiore)

Outra atração famosa aqui perto, mas que eu ainda não conheço (acontece sempre assim quando você mora perto de um lugar e sabe que pode ir quando quiser… e não vai). Na verdade, geograficamente falando, a ilha fica na cidade de Stresa, que já é Piemonte, mas se a Sra. Crippa a incluiu, não sou eu que vou tira-la.

A família Borromeo ainda hoje é uma das mais ricas do país e já no século 14 tornaram-se proprietários de um pequeno arquipélago no Lago Maggiore.

Isola madre milao

Hoje, a família possui ainda a Ilha Bela e Ilha Mãe, essa última é a maior e é aquela onde fica situado o famoso palácio, conhecido sobretudo pelo seu jardim inglês, feito de plantas raras e habitado por animais exóticos.

Por que visitá-lo: “A inteira ilha foi transformada em um grande palácio por uma das mais importantes famílias da história lombarda, que deu a Milão 2 famosos cardeais (Carlo Borromeo e Federico Borromeo)”.

A Pietà Rondanini de Michelangelo

Acho a Santa Ceia uma grandíssima obra, mas se tivesse que escolher uma obra de arte de um grande nome italiano em Milão, eu escolheria a Pietà Rondanini.

A escultura “non finita” de Michelangelo fica no Castelo Sforzesco e, na minha opinião, é de uma carga emocional altíssima. Uma das coisas que mais gosto nela é o fato que não é uma pietà em posição usual, com Nossa Senhora sentada com Jesus no colo, deitado e sim os dois corpos em pé, quase que como mesmo na morte, ele tivesse saindo de dentro dela de novo.

A escultura foi encontrada na casa do grande artista, quando esse morreu e se diz que mesmo 90 anos, Michelangelo esculpisse por uma necessidade fisiológica, já que mesmo os não entendidos conseguem perceber que ali não existia mais mármore suficiente para tirar uma escultura. Percebe-se também, dando a volta nela, que o artista resolveu mudar o eixo da escultura e vemos 2 rostos de Maria esculpidos e um braço que não corresponde com o corpo de Jesus.

Michelangelo Milão Pietà

Por que visitá-la: “É um símbolo da cultura italiana e última obra de Michelangelo”.

Área Arqueológica do Capitolium

Durante a época romana, Brescia era uma das cidades mais importantes da Itália setentrional. Um exemplo disso é a área capitolina antiga, que conserva ainda restos do santuário, Capitolium e do teatro.  A pouca distância, fica o complexo museal de Santa Giulia, patrimônio Unesco e do qual já falamos nesse post.

Por que visitá-lo: “É um grande museu arqueológico quase desconhecido, mas que vale a pena descobrir”.

A Última Ceia de Da Vinci

Nunca ninguém pintou a Santa Ceia com tamanha intensidade. Sobre a pintura que ocupa toda uma parede do antigo refeitório de Santa Maria delle Grazie, nós falamos nesse post, que conta a sua história.

Pintada entre 1495 e 1498, durante esses séculos a obra passou por muitas vicissitudes e entre 1979 e 2000 passou pelo maior restauro já feito em uma obra de arte.

Uma das maiores riquezas artísticas de Milão, a obra é visitada por milhões de turistas todos os anos, mas para conhecê-la, é preciso se organizar e reservar, como explicamos nesse post.

Por que visitá-la: “Não precisa de explicação uma obra-prima que atrai milhões de visitantes de todo o mundo”.

Piazza Vecchia de Bérgamo

É uma pequena praça na parte cidade alta de Bérgamo, que fica a pouquíssimos km de Milão e vale realmente a visita, como contamos nesse post.

Praça Bergamo Italia

Na praça ficam o Palazzo della Ragione, o Duomo de Bérgamo e o batistério.

Por que visitá-la: “Le Corbusier a definiu a praça mais bonita do mundo. Com certeza é um emblema da típica praça antiga italiana.

As incisões rupestres da Val Camonica

Patrimônio Unesco, está nesse post onde falamos também sobre elas. São 300.000 figuras esculpidas nas rochas desse vale e testemunham a vida dos camuni 8.000 anos a.C. A zona de Capo di Ponte é também um parque nacional.

Por que visitá-las: “Pedras e rochas em uma enorme área concentram essa arte rupestre que é a verdadeira linguagem de uma civilização”.

O Palácio Tè em Mântua

Passei por Mantova (como é chamada aqui a cidade) há alguns anos e o Palácio Tè era uma das coisas que eu queria (e tinha) que conhecer. Realizado para a família Gonzaga, o palácio era uma espécie de ilha feliz. No interior, salas e quartos conservam lindos afrescos.

Por que visitá-lo: “É a celebração da família Gonzaga”.

 A Praça Ducal de Vigevano

Quando se fala de praças bonitas na Itália o jogo é duro. A praça da cidade de Vigevano, que também fica a poucos km de Milão, é uma dos mais belos exemplos de arquitetura urbanística do Renascimento. Com uma planta retangular, é circundada de arcos e pórticos.

Praça Vigevano Italia

Me lembro que a última vez que passeio por lá, era um dos dias mais frios que já conheci nesse país. Eram umas 14.30 e a praça estava bem vazia. Um espetáculo!!

Por que visitá-la: “Sempre foi uma grande “sala” a céu aberto. Notem que a fachada da igreja é mais larga que a nave”.

O altar de ouro da Basílica de Santo Ambrosio

Turistas e mais turistas visitam e fotografam o nosso amado Duomo, mas poucos sabem que uma das basílicas mais importantes da cidade e de construção muito anterior a nossa catedral, é a basílica dedicada ao santo padroeiro da cidade e seu primeiro bispo: Ambrosio.

A basílica conserva, entre outras belezas, o famoso altar de ouro, obra-prima de ourivesaria de época carolingia realizada entre 824 e 859, que conta em cenas esculpidas em lâminas de ouro, a história de Ambrosio.

Por que visitá-lo: “Uma joia gigantesca em lâminas de ouro e pedras preciosas”.

O burgo fortificado de Soncino

Confesso que é outro que não conheço ao vivo, mas só de ouvir falar. Soncino é uma pequena cidade na província de Cremona e seu burgo, feito de muralhas, forte, capela, moinhos, igrejas, palácio e até uma cidade subterrânea, é considerado um dos mais bonitos da Itália.

Por que visitá-lo: “Uma maravilha pouco conhecida mas que deve ser descoberta”.

A Ca’ Granda de Milão

Está aí um outro grande exemplo de arquitetura urbanística renascentista, a poucos passos do Duomo, que os turistas ignoram. Eu, sempre que estou por aquelas bandas e ela está aberta (hoje é sede da Università Statale), dou uma entrada.

ca granda milao

A chamada Ca’ Granda de Milão foi construída pelo duque Francesco Sforza como hospital da cidade e, na época, era um dos maiores e mais a vanguarda da Europa. Tive a oportunidade de conhece-la dentro com uma visita guiada ano passado e realmente é uma grande obra, com confortos que para a época eram impensáveis.

Por que visitá-la: “Até o século 19, foi a matriz para a construção de todos os hospitais civis europeus. O histórico e crítico Giovanni Testori o descreveu como um grande gesta de caridade dos milaneses.

Fotos: Milão nas mãos e wikicommons (O beijo – Praça Vigevano – Isola Madre)